quinta-feira, 10 de agosto de 2023

ATÉ QUANDO MEU DEUS, ATÉ QUANDO!

 

Tudo aquilo que se afirmava ser a mais pura e sacrossanta verdade em poucos dias se confirmou ser uma grande enganação. Não demorou muito para também se comprovar o que se dizia ser considerado como “fakenews” fosse comprovadamente verídico. É verdade que a ciência muitas vezes tem que fazer alguns ajustes no que era considerado como eficaz para uma cura ou como a solução para alguns problemas. Exemplos para isso não faltam. Algumas práticas medicinais, com o passar do tempo foram consideradas superadas e alguma teorias científicas também foram, comprovadamente falsas devido aos avanços da ciência. Na história não é diferente, mas vários séculos são necessários para que as verdades sejam desvendadas. Ocorre que no nosso país as coisas são diferentes. Em poucos dias constatamos que o que afirmavam peremptoriamete como verdadeiras foram comprovadamente falsas e vice versa. Na última campanha eleitoral por exemplo, foi permitido chamar o presidente de genocida, mas proibido de se fazer alguma ligação do opositor a qualquer simpatia que tivesse a pessoas que, sabidamente lhes eram simpáticas. Ficou comprovado que o primeiro não poderia ser classificado como tal e o outro não tinha como negar a sua associação ao que, de fato lhe era atribuído. As coisas que eram consideradas com proibidas e de uma hora para outra consideradas como obrigatórias, devem ser estudadas para não passarmos do ponderável ao ridículo em um curtíssimo espaço de tempo.

 

Que os senhores responsáveis a aplicar as leis vigentes no nosso país sejam céleres nas suas responsabilidades. Que tratem de punir severamente todo aquele que ousar falar, imaginar ou mesmo pensar em cometer qualquer tipo daquilo que eles julgam ser crime ou ilícito. Sim. O mal terá que ser evitado em seu nascedouro já que, depois do delito cometido não haverá mais lei que seja aplicada. Está sendo assim no nosso pobre país. Pune-se com multa ou até mesmo a prisão aquele que, supostamente esteja na iminência de cometer algum ato que possa ser considerado contra a lei. Exemplos destes não faltam: multa-se o motorista que está sem o cinto de segurança, tenta-se tornar inelegível um cidadão porque quando esteve no poder, um assessor seu portou um documento que poderia ser considerado uma minuta para a possível tentativa de uma ação possivelmente golpista. O problema é que crimes cometidos a luz do dia, com flagrantes, testemunhados, confissões e imagens, não são punidos. Dirigir um automóvel, embriagado é crime, já uma nação é um ato perfeitamente aceitável, mesmo este, sendo responsável por milhares de mortes por má gestão e aquele, na maioria das vezes não causa danos a ninguém nem a alguma coisa.

 

Coisa feia esta gente usamos um ser ou uma classe, para fazer bandeira de causa. Usar os negros, gays, etc.

O que é o direito a saúde para todos se não um engodo de um governo para com a população ignorante.

Todo o sofrimento para um idiota, é pouco.

Afonso Pires Faria, 10.08.2023.

sexta-feira, 30 de junho de 2023

A HUMANIDADE MERECE ISSO!?

 

Não, não devemos novamente ir as ruas. Já fizemos isso e fomos punidos. Se incorrermos no mesmo erro é uma demonstração de burrice. Se agirmos da mesma forma que agimos e obtivemos derrota e não mudarmos a tática, novamente seremos derrotados. Isto é matemático. Exceto se o cenário for modificado a nosso favor com um fato novo é que poderemos nos manifestar. Mas se ao contrário, o cenário for modificado desfavorável a nós e agirmos da mesma forma, passamos ao patamar de suicídio. Os parlamentares, por nós eleitos, pedem que nos manifestemos. Já fizemos isto e colhemos maus frutos. Elegemos uma maioria legítima para nos representar no parlamento, já que no executivo a nossa vontade foi de certa forma, distorcida. Agora cabe aos que detêm o dever de impedir esta arbitrariedade vigente que o façam. Discursos inflamados pedindo a manifestação do povo de nada adiantam mais. Se de uma forma não foi possível, não é a sua repetição que obterá sucesso. Agora é a vez de, por meio do parlamento, impedirmos a sanha autoritária do poder que está representando o que há de mais nefasto no nosso país e no mundo todo. Com a palavra a nossa câmara maior, mais precisamente o seu presidente.

 

Se alguém ainda tem dificuldade de entender o que está ocorrendo no nosso estado, país, continente, ou no mundo, peço permissão para emitir a minha opinião. Não é pelo ambiente que eles estão lutando. É isto sim para destruir tudo aquilo que nós, os conservadores, procuramos manter olhando para o passado para não nos perdermos no que os outros querem nos impor. Um mundo com promessas fantasiosas e realidades horríveis. Vejam os exemplos que a literatura nos deixa e nós não sabemos tirar dela os corretos ensinamentos. A “revolução dos bichos” nos mostrou como um governo pode iludir o seu povo com promessas irrealizáveis. Parece que não foi suficiente para abrir os olhos dos leitores, que levaram a coisa na brincadeira. Já na obra, “1984” o mesmo autor mostrou que a coisa não era tão irrealizável e foi além, mostrando de forma mais real o que poderia vir a ocorrer. Não foram tomados os devidos cuidados, mesmo Kafka individualizando a coisa na sua obra “o processo”, onde o que poderia ser impossível foi demonstrado na prática, pelo menos em países sabidamente com regimes ditatoriais, e mais recentemente no nosso próprio. Como se não fosse suficiente as tragédias previstas nestas obras mais contemporâneas, o nosso representante maior do poder executivo, achou em Dom Quixote um exemplo para se espelhar e está a lutar contra o inexistente, impondo suas ideias malucas. Mais uma vez a literatura é trazida para a realidade sem que haja um freio para estes desmandos.

Afonso Pires Faria, 30.06.2023.

quarta-feira, 21 de junho de 2023

CAIRÁ DE PODRE.

 

Não podemos “errar a mão” e criticar tudo o que o novo governo faz. Agindo assim estaremos incorrendo nas mesmas atitudes nefastas que tanto criticávamos nos esquerdistas quando estes estavam na oposição. Podemos sim apontar as incoerências e contradições que este governo está cometendo, mas não podemos limpar a sujeira com pano mais sujo ainda. O Bolsonaro falou que a indicação do novo ministro do STF é prerrogativa do presidente, e isso é fato. Devemos seguir a mesma atitude em tudo o que está correto, mesmo que quando estávamos na situação estas, não foram corretamente atendidas pelas entidades que se julgavam competentes para corrigir o que lhes era desfavorável. Toda a concessão, gera obrigação. Quando foi impedida a nomeação do Lula como ministro pela Dilma, a oposição comemorou e não deveria ter comemorado. Abriu-se um precedente que foi a porta de entrada para outros, cada vez mais fora dos preceitos jurídicos. Nem tudo o que o atual governo faz está errado. Ao corrigir os pagamentos supostamente indevidos do que era “bolsa família” e foi transformado em “auxilio Brasil”, está se fazendo críticas totalmente descabidas. Duas delas: Para que mudar o nome do programa e estão tirando o sustento das famílias de pouco poder aquisitivo. Se achamos errado mudar o nome do programa, não deveríamos ter feio isso. Se estão reduzindo o pagamento dos auxílios é porque possivelmente tenham detectado, alguma irregularidade. Se ficarmos fazendo críticas descabidas, cairemos no descrédito. Não devemos fazer o jogo deles para não dar margem a que façam isso, cada vez com menos escrúpulos. Eles não se envergonharão disso. Quando a casa do mentiroso pega fogo, ninguém irá acreditar e também não devemos lutar com porcos, ambos sairão sujos, e os estes não se importarão com isso.

 

Utopia, distopia, narrativa, mentira, impostura, arbítrio e distorções da realidade. Tudo isto se vive no nosso país, sem que a maioria do povo se dê conta. Estamos sendo conduzidos a um regime ditatorial, imposto por um poder do qual não se pode apelar a qualquer outra autoridade. Ele se auto regula e se move conforme os seus desejos, ou de outro ente invisível a sociedade, que sofre por suas atitudes nefastas. Para que se tornasse realidade foram necessárias muitas dissimulações e mentiras. Somente isso não foi suficiente, teve que se empregar também a força dizendo que não era repressão e sim aplicação das leis. Leis estas que não existiam e não existem. Um bom governo chega ao poder e se mantem nele naturalmente. Não necessita de subterfúgios e malabarismos retóricos para convencer o povo de que está fazendo o correto, tampouco necessitaria de artifícios para se consolidar. Quantas mentiras e despotismos foram praticados para que o atual governo esteja onde está. Um bom governo não é imposto e sim conquistado pelo apelo popular. Um bom governante não precisa de muita propaganda para ser notado. Não precisa de marketing e grandes gastos publicitários para ser popular. Não será com ameaças de cortes em assistencialismos que o poder perdurará. Ele pode ficar temporariamente, mas logo perecerá. Desnecessário se faz nominar quem são os líderes que se utilizam de tais subterfúgios para manterem-se no poder. Eles não serão perenes e logo sucumbirão. Quando isso ocorrer, haverá choro e ranger de dentes.

Afonso Pires Faria, 21.06.2023.


 [APF1]

sábado, 10 de junho de 2023

SÓ QUE O MAL DA COM UMA MÃO, E COM A OUTRA VEM TOMAR.

 

Eu ainda não fazia a barba quando ouvi no rádio a notícia de que haviam criado uma lei que limitava os salários de funcionários públicos ao dos ministros do STF. Pois bem: a lei deve seguir em vigor, mas os funcionários seguem recebendo salários, tanto brutos como líquidos, trinta vezes superiores ao teto estipulado como base. Os ministros, para não sofrerem tanto, incluem em seus salários, penduricalhos que permitem o teto seja multiplicado por quantas vezes forem necessários para atingir o valor pretendido por eles.

 

O “Leviatã” está cada vez mais sedento de poder. Avança a passos largos rumo à ditadura total. O pior de tudo é que nem para inovar eles se dão o trabalho. Utilizam as mesmas técnicas do passado que, como foram vitoriosas, poderiam ser também agora. Foram e não deveriam ser. Poderiam e não é admissível que seja. O pior é que, de fato serão. A censura, tentada pelo governo “democrático” hora vigente, assemelha-se as ações dos mais torpes ditadores do século passado quando se davam ao direito de violar as correspondências dos cidadãos. Eles não tinham ainda o poder de impedir que as pessoas escrevessem, portanto impediam que lessem. Agora, para garantir a “liberdade”, eles simplesmente querem impedir de escrever o que as pessoas pensam. Quem leu a obra de George Orwel, “1984” e ficou acreditando que aquilo não passava de uma distopia impossível de ocorrer, agora se vê diante da realidade com as mesmas censuras, só que turbinadas. E a torcida ainda aplaude e ainda pede bis!

 

O povo exige que o governo lhes dê saúde, educação, segurança, moradia, salário digno e alimentação. Não param por aí as reivindicações. Sempre que atendidas elas são acrescentadas de algo mais. Cada vez que o governo concede ao povo algum direito está, de fato, o submetendo a subserviência. Tudo o que almeja um ditador, é uma oposição que obtenha alguns êxitos. Estes são concedidos em doses homeopáticas, para que se tenha uma falsa percepção de conquista, quando na verdade são migalhas jogadas ao chão, da mesma forma que se ceva animais para o abate. Nada é mais nefasto para uma sociedade do que ser atendida em seus pleitos pelo estado. Este se sente cada vez mais no direito de comandar o comportamento de seus súditos. Não peçam nada ao governo daquilo que você possa conseguir com seu próprio esforço. Se ele lhe der, certamente lhe tomará em dobro no futuro.

Afonso Pires Faria, 10.06.2023.

quinta-feira, 25 de maio de 2023

UTOPIA DISTÓPICA.

 

A nossa CF garante ao cidadão o direito a propriedade. A mesma, porém, deve cumprir uma função social. O que é função social? Como, quando, quem é que estipula os critérios? Um governo absolutista responderia: Como nós quisermos, quando nos convier e quem nós escolhermos para fazer. Este conjunto de regras criado em 1988 engessa o bom governante e libera aquele que dela saiba fazer mau uso. Este arremedo de constituição faz do estado o verdadeiro proprietário de tudo que temos. Somos apenas usufrutuários que pagamos para utilizar o que é nosso por direito.

 

Para os brasileiros que gostam de humilhar os argentinos, o nosso atual presidente lhes deu um ótimo alento. Chamou o presidente de lá para vir ao nosso país e ofereceu-lhe esmola. Mas isso não será para agora disse o sapo barbudo. Terá o pobre desgraçado que esperar. Pior ainda: teve que sorrir em agradecimento. Que seja logo, deve ter pensado ele, pois se demorar, quem terá que emprestar para eles seremos nós, já que o nosso presidente tem como meta não se transformar em Argentina nem Venezuela. Quer pular etapas e tem como modelo a ilha caribenha.

 

É o enlouquecimento de uma sociedade. A superlativação do ridículo. Cada dia que passa estamos sendo submetidos a uma lavagem cerebral que se não for estagnada nos conduzirá a um mundo totalmente fora da realidade. Fazer valer o suposto e não o real é uma inversão de valores que somente pode ser permitido no mundo dos loucos. Refiro-me ao caso de se considerar como crime chamar um homem que se reconhece como mulher, pelo substantivo masculino. Sim, está cometendo crime. Antigamente se tu chamasses um amigo de “mulherzinha”, quando ele tinha alguma atitude digna de uma mulher e não de homem, isto era tido como uma simples chacota e quando muito poderia levar o insultador e o insultado as vias de fato. Agora é considerado crime de tu chamar um homem de homem se este se considerar uma mulherzinha. Já é isso uma “distopia utópica”.

Afonso Pires Faria, 25.05.2023.

quinta-feira, 18 de maio de 2023

CATÁSTROFES A VISTA.

 

O que faz de um programa de governo se tornar um fracasso ou sucesso perante o público? Temos algumas variáveis. Depende do público e da forma do governo implementar o programa. Danem-se os resultados se a pesquisa apontar que foi bem sucedida. O Pronasci, que era um programa que visava a segurança da população aplicou aproximadamente 1,5 bilhões na empreitada. As verbas foram direcionadas para comunidades, programas de alfabetização, cultura e outras filigranas. O programa do governo que veio a seguir investiu em combate a criminalidade e melhores condições de atuação das polícias. Este foi considerado um fracasso e o outro um sucesso, segundo pesquisas. Os resultados é que o que fracassou reduziu de 60 para 40 mil as mortes violentas anualmente. Tudo o que beneficia o malfeitor é aplaudido em países com baixa cultura e grau de escolaridade. No Brasil, se um delinquente reagir a prisão e entrar em luta corporal com o policial, pode na audiência de custódia alegar que foi agredido e tem grandes possibilidades de ser posto em liberdade por isso. Em países civilizados se o bandido se entregar, é uma atenuante e terá sua pena abrandada. Aqui é o contrário, se ele o fizer, não poderá ser liberado por uma possível agressão da autoridade. No nosso país, a possibilidade de um crime ser descoberto é de aproximadamente 8% e a punição do infrator é de um percentual ainda mais risível. E saibam vocês gaúchos, que o crime organizado na cidade maravilhosa teve seu incentivo por um conterrâneo nosso, que quando governador do estado, proibiu a polícia de entrar nos morros. Daí para frente a tolerância para com o crime organizado só veio a crescer. Um sujeito que cometeu vários delitos, na fuga da polícia, foi capturado. Foi logo solto pelo juiz de audiência de custodia alegando auto defesa. Sim, ele ignorou todos os crimes do meliante e levou em consideração a indisciplina por negar a se entregar, como se este fosse uma atenuante e não uma agravante. A possibilidade de um crime ser punido em um país é diretamente proporcional a cultura de seu povo.

 

A oposição está muito esperançosa com a instalação da CPMI do dia 08/01. O governo mal começou a agir e já tem contra si um obstáculo dificílimo de ser superado. Os fatos ocorridos neste fatídico dia levam a crer que o governo no mínimo foi negligente com os invasores dos prédios dos três poderes. As provas colhidas levam a crer que não foi somente negligência, houve conivência ou até mesmo participação ativa. Comissão instalada, não faltarão provas para comprovar estes fatos. Tudo provado, demonstrado, fotografado e filmado, serão tomadas as devidas providências para..... NADA. Quem articulou o “mensalão” e o “petrolão”, foi o mesmo que deu a brilhante ideia. Ele foi solto e continua nas trevas agindo. Alguém acha, de sã consciência que a invasão dos prédios foi um ato mais grave do que os crimes anteriores? Invasões já forem feitas outrora e ninguém foi preso. Desta vez, se deram ao desplante de prender não os que atuaram de fato, mas um grupo outro qualquer. Tudo feito ao arrepio da lei. Eles possuem a narrativa e para um povo ignorante, isto é que vale. Vejam como exemplo as promessas do atual governante para conquistar os votos.

 

O atual governo, quando começar a ruir, irá colocar a culpa no legislativo que não aprovou os seus projetos. Deveria saber, no entanto que a forma de eleição do executivo foi uma e do legislativo outra. Esta tem que se ganhar, aquela pode-se tomar.

 

Punir com o dobro da pena uma infração que cuja pena não será cumprida é um estímulo quadruplicado a criminalidade.

Afonso Pires Faria, 18.05.2023.

domingo, 30 de abril de 2023

SELETIVIDADE.

 

Em julho de 1969 o astronauta Armstrong pisou na lua. Foi o primeiro ser terrestre a fazer isso. Foi seguido por mais 11 pessoas a proceder tal feito. A última missão em que algum de seus tripulantes pisou em solo lunar foi em 1972. Agora vejo com surpresa que será lançada uma nova missão ao nosso satélite natural. Esta terá algo de muito importante. Terá na sua composição um homem negro e uma mulher. Será um feito já que todos os anteriores eram brancos e do sexo masculino. Finalmente a diversidade será representada. Fica faltando agora uma maior representatividade, pois ficou parecendo que esta gente que faz a seleção é transfóbica. E outro detalha: estes tripulantes não pisarão em solo lunar, o que deixara uma suspeita aos defensores da diversidade de que isso também é uma discriminação. Em matéria de lacração esta gente se supera.

 

Nem só de desastres e incoerências vive o governo do sr. “stalinácio”. O “andrade”, vez por outra também acerta. Vejam o caso que está sendo muito criticado da taxação dos produtos importados. Segundo a militância que defende o antigo governo, esta medida fará com que algumas empresas deixem de operar no nosso país. Pois bem, que deixem e criem algum desemprego. É certo que tal medida afetará a empregabilidade no país, mas o atual governo nunca enganou os seus eleitores neste quesito. O estado é que importa. E se o ente federativo não está obtendo lucro com isso, que se encerrem as operações sem nenhum prejuízo.

 

O assassinato de um ser humano, com requintes de crueldades e por motivo fútil é um crime que deve ser desprezado, e desestimulado de todas as formas. Quem os comete deve ter a devida punição com as agravantes devidas. Se forem em número maior, tanto maior também deverá ser pena. O cometimento do crime é o mal principal, os agravantes, são os acessórios. A idolatria ou até mesmo a tentativa de formação de grupos com viés criminoso deve ser combatido de todas as formas e com todos os recursos disponíveis. Os nazistas e neonazistas, sempre que identificados são punidos de forma exemplar para que não sequer vislumbrem a possibilidade de outras tentativas de formação destes grupos. Outras ideologias também nefastas também deveriam ser punidas ou desestimuladas. O problema é que no mundo todo existe esta diferenciação dos criminosos. Uns são punidos veementemente pelo simples fato de tentarem se agrupar, no entanto outros desfrutam da total liberdade de falar, se reunir e até mesmo formar um partido político utilizando suas ideias. Se ambos foram e são ideologias que causaram inúmeras mortes para sua implantação, porque um é criminalizado e o outro idolatrado se todos eles praticaram crimes, que é o mal principal. Somente o que os diferencia é o acessório, ou seja, a causa pela qual eles os cometeram. Atitudes similares a esta, seria classificar que: todo o alemão é fedorento, todo o negro é relaxado, todo o índio é preguiçoso, e por aí vai. Segundo um meio de comunicação do sul do nosso país, existe aproximadamente dez mil neonazistas no país e destes, mil são gaúchos. Como este órgão de imprensa conseguiu estes números é que fica a dúvida já que se alguém se declarar membro de um agrupamento com este fim, é considerado criminoso.

 

Considero praticamente impossível a vitória do bem contra o mal no nosso país. O motivo é que um lado lida com a honestidade, o factual, correto e verdadeiro e o outro com a desonestidade, a narrativa, o perverso e usa de fatos não reais e impossíveis, mas que muitos gostariam que ocorressem. Isto acontece por haver pessoas que querem subir na vida sem nenhum esforço a custa dos outros.

 

Vejam que crueldade! Um indivíduo teve a ideia de que para solucionar o problema da criminalidade no Rio de Janeiro bastaria um avião borrifar gasolina em todos os morros ocupados majoritariamente por bandidos, e depois atear fogo. Imaginem quantos inocentes perderiam a vida. Ainda bem que esta ideia não prosperou e os bandidos seguem vivos fazendo assaltos e cometendo crimes. Reparem quantos inocentes são vítimas destas atrocidades. Também acho injusto, mas é uma questão de opção.

 

Somente em um regime ditatorial é que não se permite qualquer tipo de crítica as instituições constituídas. Agrava-se o caso quando somente uma delas é digna de proteção e as outras podem ser vilipendiadas a gosto de qualquer um.

Afonso Pires Faria, 30.04.2023.