terça-feira, 12 de setembro de 2023

É GOLPE EM CIMA DE GOLPE. Só que não.

 

São analfabetos eles? Tem acaso alguma dificuldade cognitiva alguns deles ou a sua maioria? Não tem instrução necessária para interpretar um texto com alguma dificuldade léxica? Complicam-se, se posto diante de um texto que foi mal redigido, com uma vírgula mal colocada no texto ou a sua ausência, quando deveria ser ali posta? Sim, isto é possível diante de uma turma de alunos que frequenta as péssimas escolas públicas ou mesmo privadas do nosso país, frente a má qualidade do ensino. Se estes alunos ainda não tiverem ingressado no segundo grau então, a chance de terem dificuldades é muita. Soma-se a isso se o questionado estiver sob pressão e com exiguidade de tempo para dar a resposta. Por exemplo: Se perguntado a estes o que significa a expressão “quaisquer”, lhes dando um tempo de um minuto para a resposta, talvez alguns dos questionados errem. Estes, poderão alegar que tiveram uma má formação escolar em português, outros de que não teve tempo de pensar direito, não lhe foi dada a oportunidade de fazer uma consulta, etc. Justificativas estas, pouco convincentes, mas aceitáveis se o inquisidor for benevolente. Depois de algum tempo o mesmo grupo de alunos, quando questionado sobre outro tema, foi questionado se: a expressão “já ocupadas”, significa outra coisa que não nesta data. Ficando como facilitador a múltipla escolha de: naquela data, anteriormente, posteriormente ou em qualquer tempo. Se nesta turma de alunos um deles erar as duas questões, poderia ser considerado um boçal. Pois não é que temos um grupo de onze criaturas que se reuniram, conversaram, estudaram, debateram e a maioria deles optou pelas respostas que qualquer professor de português de curso primário lhes mostraria a imbecilidade da escolha. O pior é que este grupo é formado por elementos que foram escolhidos como notório saber. Se lhes sobrou este, certamente o erro foi cometido pelo outro quesito para as suas escolhas.  

 

 

Por muitos anos fomos humilhados pelos argentinos. Eram uma economia pujante e quando seus habitantes visitavam o nosso pobre Brasil, eram recebidos com má vontade e inveja. Tudo isso, fruto de uma economia bem estruturada, que os levou a riqueza. Bastaram alguns anos de socialismo e o país afundou. Passaram de milionários a pobres coitados. O nosso país, apesar de ter vivido também um período de governo de esquerda, não consolidou as suas raízes pois teve um hiato de quatro anos que fez do nosso país o de melhor desempenho durante a pandemia mundial. Estávamos virando o jogo. O Brasil crescendo e os “hermanos” afundando em uma crise incontrolável. Humilhávamos os argentinos quando íamos fazer compras em seu país. Mas somos fadados a não andarmos juntos. Voltou aqui a esquerda e, pelo que se desenha os nossos vizinhos terão novamente um governo que os livrará da derrocada. Sinceramente, torço que não. Acho que eles devem pagar por mais um governo populista, para aprenderem bem a lição.

 

 

Tenho algumas premonições que se confirmam. Muitas vezes fui defensor do que muitos antes criticavam e hoje já reconhecem que estavam errados. Dificilmente os vejo se retratarem, mas eu faço isso de forma contundente. Errei quando critiquei o “plano real” e quando dizia que o ministro do STF, após ser empossado teria como mote a neutralidade. Quanto as pessoas, dificilmente me desiludo por não ter como abito idolatrar ninguém. Mas vejamos: É mais fácil encontrar um ex homossexual do que um ex comunista. Sim eles existem, mas são muito raros e quando encontrados, estes somente flertaram com a ideologia e depois se desencantaram. Quem foi filiado a um partido deste naipe, por mais de 30 anos, foi dirigente a maioria do tempo, não se converte jamais. Quando este partido é de centro-esquerda, a conversão pode até ocorrer, mas é classificada como a tal “mosca azul”. Quando Stalin morreu, seu sucessor colocou grande parte de seus crimes as claras e uma parte do “Partidão”, abandonou-o, pois classificou esta atitude como uma traição e seguiu fiel a linha leninista e somou-se aos dirigentes albaneses e a Mao Tsé-Tung. Criou-se então o PCdoB. Quando soube da história da criação deste partido e tomei conhecimento de que o Sr. Aldo Rebelo foi filiado por mais de duas décadas e seu dirigente de alto escalão, caiu por terra toda a admiração que eu tinha por ele. Classifico-o como “inimigo na trincheira”. Saiu do partido, foi para outro também da mesma linha, saiu deste também e entrou em outro que nada difere do segundo. Não me engana mais. Lobo em pele de cordeiro.

 

 

Segundo o governo houve no Brasil, logo após a posse do atual presidente, uma tentativa de golpe. O azar dos golpistas é que eles não sabiam que tudo estava sendo gravado. Mas estes deram outro golpe e subornaram o governo, que mandou apagar todas as imagens. Parece que o responsável por tudo isso foi o filho de uma tia da prima da empregada de uma sobrinha do Bolsonaro.

 

Afonso Pires Faria, 12.09.2023.

quarta-feira, 6 de setembro de 2023

É DIFÍCIL ACERTAR SEMPRE.

 

Se deixarmos de nos preocupar com o bairro para darmos atenção somente a nossa família, a nossa comunidade ficará fragilizada. Se o bairro for priorizado em detrimento da cidade estaremos sendo bairristas. Daí se passamos a pensar na cidade como um todo, estaremos sendo classificados como uma pessoa que defende somente o que lhe está próximo. Passamos então a defender o nosso estado, que afinal das contas foi ele que nos ensinou todos os nossos costumes. Passamos então a sermos considerados separatistas. Todas estas vontades que temos de defender o que nos está próximo, sempre estará contrariando a vontade de outrem. Se tentarmos agradar a todos nada faremos. Se a nenhum atendermos faremos nada. Tudo vai depender da nossa vontade de que sejam atendidos o que de fato queremos para a nossa pátria, estado, município, família ou para si próprio. “A virtude do egoísmo” de Ayn Rand, nos demonstra porque devemos escolhes esta última opção.

 

Sei perfeitamente que depois do fato ocorrido, as soluções aparecem facilmente. Como diz o ditado “depois da noiva casada, aparece pretendente”. A proximidade do fato, o calor da emoção e a boa vontade de um dos envolvidos, também facilita a ação do maledicente. Se o então presidente Bolsonaro foi impedido de nomear o Diretor-Geral da Polícia Federal de sua escolha, pelo STF, não tivesse acatado a ordem absurda, os rumos dos fatos seriam outros. Sim, depois da porta arrombada, pouco adianta tranca de ferro. Passou o primeiro boi, e a consequência foi de que a boiada veio atras. Demonstrou boa vontade, que foi interpretada como fraqueza. E para quem não tem o mínimo de escrúpulo, sabe muito bem fazer uso disso. E fez, pois não os tinha. Tergiversando, na época, o líder da minoria no senado alegou que o Presidente não estava acima da lei portanto, não poderia nomear quem ele nomeou. Bolsonaro recuou, o boi passou e a tranca, que nem de ferro era, foi inútil para que a sanha totalitária do poder menor, se considerasse como dona do poder total. Perdeu a parcimônia a ponto de atravessar a praça dos três poderes e influenciar na nomeação dos membros que iriam decidir a implementação do voto impresso na urna eletrônica. Daí para frente, todo o tipo de arbitrariedade foi cometido sem que as vozes contrárias fossem atendidas. O legislativo foi desprezado e as leis já existentes, totalmente desconsideradas. A interpretação, mesmo que ao arrepio da lógica, passou a ser usado pelo Supremo, capitaneado por um de seus partícipes, a mando sabe-se lá de quem.

 

 

A tentativa de alegar a alta criminalidade pela ausência do estado não se justifica. Não é a falta ou mesmo a ausência deste que proporciona o crime. É isto sim, a incompetência estatal ou o desvirtuamento do seu uso para fins escusos. O pior é quando este ente não é omisso e sim conivente ou partícipe dos atos criminosos.

 

O emburrecimento, a feminização do homem e o estímulo dissimulado, quando não explícito ao uso de drogas é, sem dúvidas uma ótima estratégia para a tomada do poder pelos idiotas.

 

 

Afonso Pires Faria, 06.09.2023.

segunda-feira, 28 de agosto de 2023

COISAS ESTRANHAS.

 

O nosso mundo vai mudando de tamanho conforme o tempo passa. Quando ainda criança, por ignorância não temos a dimensão exata do universo nem da terra e sequer do país em que vivemos. Passam os tempos e já com noção das proporções começamos a sonhar, e sonhar alto. Podemos ir onde quisermos, só nos falta a logística para isso. Mas temos vontade. O tempo vai passando e mesmo que as facilidades materiais nos proporcionem alçar voos mais longos, outros fatores nos impedem. Temos a família a qual nos apegamos, os primeiros compromissos com os estudos e também alguma falta de recursos financeiros, por isso vamos nos restringindo a um espaço menor. Mas ainda temos vontade de morar em um país diferente, e vendo que isso é dificultado pelas leis internacionais, nos contentamos e nos imaginarmos morando em estados e cidades diferentes para conhecermos outras pessoas e costumes que não os nossos. Mas formamos família e essa vontade vai arrefecendo, nos conformamos em mudar nossa morada não por vontade própria, mas por motivos profissionais. Passa o tempo e adquirimos um imóvel, já começamos a investir nele, melhora-lo, adaptar as nossas necessidades físicas pois a nossa locomoção já não é a mesma do que a da nossa juventude, e assim vamos ficando cada vez mais enraizados na nossa cidade. Depois no nosso bairro, rua e casa. Triste é a chegada do dia que o espaço fica restrito a uma só peça, o nosso quarto e a um só móvel, a nossa cama. 

 

Segundo alguns excelentíssimos Ministros do STF, é constitucional agir ao arrepio da Constituição, quando isto é para salvar vidas. Em uma atitude completamente relativista, estes senhores agora se arvoraram ao direito também de dizer o que é e o que não é “salvar vidas” ao tolher o direito de celebração de cultos religiosos, alegando tal periculosidade. Isto já se desenhava quando chegou para julgamento a tão importante corte, a tarefa de decidir se pode ou não ser oferecido o saleiro na mesa de restaurantes. Sim, o sal em excesso causa morte, mas daí tal decisão caber ao STF, seria passar recibo de anarquia total em nosso país. Nenhum país sério teria coragem de estimular seus empresários a montar um negócio em um país com um sistema jurídico e político nestas condições. Pelo que estamos vendo ocorrer nos poderes que regem as leis, logo estaremos vivendo em condições precárias. O pior é que isto não é um acidente. É um plano bem sucedido.

 

Que a esquerda, sem o menor escrúpulo, se apropria de toda e qualquer narrativa por menos coerente que possa parecer, isto já é sabido. Avançam e quando são desmascarados criam uma nova fábula para ser considerada como se real fosse. Nada de lógica, respeito às leis existentes ou sensatez se exige das reivindicações quando estas partem dos ditos “movimentos sociais”. Se é social é para o bem e se é para o bem, todos nós temos que aceitar, aplaudir e venerar. Quando se trata de minorias então, a coisa fica praticamente incontestável. De nada adianta fazer leis que as contestem. Estas certamente entrarão em conflito com as que a esquerda considera como sacrossantas. Quem pouco estudou a história acredita piamente que o nosso território, antes da chegada os colonizadores, era uma paz total. Não haviam conflitos e todos os habitantes viviam em plena harmonia. Nada disso é verdade, mas dane-se a verdade, o que vale é a narrativa politicamente correta. Se bem enfeitado, um bolo de merda é degustado com louvores pelos que querem agradar o anfitrião.

 

 

Afonso Pires Faria, 28.08.2023.

terça-feira, 15 de agosto de 2023

NEBULOSIDADE EXTREMA.

 

Um general recebeu ordem do PR para prender imediatamente, todos os que estavam no local onde foram praticados atos de vandalismo. São todos criminosos, disse a autoridade. A possibilidade de ali estarem todos os que, de fato vandalizaram era grande. Mas o militar achou que era mais conveniente agir de forma mais pérfida. Convenceu a autoridade maior do nosso país que a coisa deveria ser feita de forma diferente que a sugerida por ele. Seria mais cruel e com menos riscos de se cometer a justiça. Deixou, pois que alguns elementos fossem separados dos outros e no dia seguinte de forma torpe e mesquinha, mandou prender todos os que estavam em um dos locais que uns se abrigaram e não no outro. Sim, foi assim que ele fez e confessou perante uma CPI. Separou o joio do trigo e mandou prender todo o trigo. Os que, de fato provocaram os incidentes, os infiltrados, estavam bem instalados em hotéis e nada sofreram.

 

O que mais me causa perplexidade é o estado anímico em que se encontram os defensores do atual governo. Nada dizem de real ou que se aproxime minimamente do que de fato está ocorrendo no nosso país. Ganharam as eleições de forma “estranha”, mas tudo bem, ganharam. As promessas feitas pelo candidato vencedor realmente eram tentadoras e talvez tenham, de fato, levado uma boa parcela do povo brasileiro a escolhe-lo. Democracia e liberdade eram palavras que o candidato vencedor vomitava em seus discursos. Independência e não submissão a países que não defendessem se não a pura democracia, era o que se prometia. E o que estão entregando? Um pacote de atos e decretos totalmente ao arrepio da nossa lei maior e o alinhamento a todo os governantes tirânicos de que se tem conhecimento.

 

 Vivemos tempos estranhos no nosso país. Hoje tu podes criticar a democracia impunemente, mas se criticares no nosso atual regime, a ditadura, tu serás condenado por ato antidemocrático.

Expropriar riquezas para dar àqueles que pouco ou nada produzem é uma forma perfeita para se levar um país a derrocada.

Se seguirem com este pensamento rasteiro e aproveitador em defesa de uma causa, não demorará que estarão exigindo cotas para anãos no basquete.

 

Afonso Pires Faria, 15.08.2023.

quinta-feira, 10 de agosto de 2023

ATÉ QUANDO MEU DEUS, ATÉ QUANDO!

 

Tudo aquilo que se afirmava ser a mais pura e sacrossanta verdade em poucos dias se confirmou ser uma grande enganação. Não demorou muito para também se comprovar o que se dizia ser considerado como “fakenews” fosse comprovadamente verídico. É verdade que a ciência muitas vezes tem que fazer alguns ajustes no que era considerado como eficaz para uma cura ou como a solução para alguns problemas. Exemplos para isso não faltam. Algumas práticas medicinais, com o passar do tempo foram consideradas superadas e alguma teorias científicas também foram, comprovadamente falsas devido aos avanços da ciência. Na história não é diferente, mas vários séculos são necessários para que as verdades sejam desvendadas. Ocorre que no nosso país as coisas são diferentes. Em poucos dias constatamos que o que afirmavam peremptoriamete como verdadeiras foram comprovadamente falsas e vice versa. Na última campanha eleitoral por exemplo, foi permitido chamar o presidente de genocida, mas proibido de se fazer alguma ligação do opositor a qualquer simpatia que tivesse a pessoas que, sabidamente lhes eram simpáticas. Ficou comprovado que o primeiro não poderia ser classificado como tal e o outro não tinha como negar a sua associação ao que, de fato lhe era atribuído. As coisas que eram consideradas com proibidas e de uma hora para outra consideradas como obrigatórias, devem ser estudadas para não passarmos do ponderável ao ridículo em um curtíssimo espaço de tempo.

 

Que os senhores responsáveis a aplicar as leis vigentes no nosso país sejam céleres nas suas responsabilidades. Que tratem de punir severamente todo aquele que ousar falar, imaginar ou mesmo pensar em cometer qualquer tipo daquilo que eles julgam ser crime ou ilícito. Sim. O mal terá que ser evitado em seu nascedouro já que, depois do delito cometido não haverá mais lei que seja aplicada. Está sendo assim no nosso pobre país. Pune-se com multa ou até mesmo a prisão aquele que, supostamente esteja na iminência de cometer algum ato que possa ser considerado contra a lei. Exemplos destes não faltam: multa-se o motorista que está sem o cinto de segurança, tenta-se tornar inelegível um cidadão porque quando esteve no poder, um assessor seu portou um documento que poderia ser considerado uma minuta para a possível tentativa de uma ação possivelmente golpista. O problema é que crimes cometidos a luz do dia, com flagrantes, testemunhados, confissões e imagens, não são punidos. Dirigir um automóvel, embriagado é crime, já uma nação é um ato perfeitamente aceitável, mesmo este, sendo responsável por milhares de mortes por má gestão e aquele, na maioria das vezes não causa danos a ninguém nem a alguma coisa.

 

Coisa feia esta gente usamos um ser ou uma classe, para fazer bandeira de causa. Usar os negros, gays, etc.

O que é o direito a saúde para todos se não um engodo de um governo para com a população ignorante.

Todo o sofrimento para um idiota, é pouco.

Afonso Pires Faria, 10.08.2023.

sexta-feira, 30 de junho de 2023

A HUMANIDADE MERECE ISSO!?

 

Não, não devemos novamente ir as ruas. Já fizemos isso e fomos punidos. Se incorrermos no mesmo erro é uma demonstração de burrice. Se agirmos da mesma forma que agimos e obtivemos derrota e não mudarmos a tática, novamente seremos derrotados. Isto é matemático. Exceto se o cenário for modificado a nosso favor com um fato novo é que poderemos nos manifestar. Mas se ao contrário, o cenário for modificado desfavorável a nós e agirmos da mesma forma, passamos ao patamar de suicídio. Os parlamentares, por nós eleitos, pedem que nos manifestemos. Já fizemos isto e colhemos maus frutos. Elegemos uma maioria legítima para nos representar no parlamento, já que no executivo a nossa vontade foi de certa forma, distorcida. Agora cabe aos que detêm o dever de impedir esta arbitrariedade vigente que o façam. Discursos inflamados pedindo a manifestação do povo de nada adiantam mais. Se de uma forma não foi possível, não é a sua repetição que obterá sucesso. Agora é a vez de, por meio do parlamento, impedirmos a sanha autoritária do poder que está representando o que há de mais nefasto no nosso país e no mundo todo. Com a palavra a nossa câmara maior, mais precisamente o seu presidente.

 

Se alguém ainda tem dificuldade de entender o que está ocorrendo no nosso estado, país, continente, ou no mundo, peço permissão para emitir a minha opinião. Não é pelo ambiente que eles estão lutando. É isto sim para destruir tudo aquilo que nós, os conservadores, procuramos manter olhando para o passado para não nos perdermos no que os outros querem nos impor. Um mundo com promessas fantasiosas e realidades horríveis. Vejam os exemplos que a literatura nos deixa e nós não sabemos tirar dela os corretos ensinamentos. A “revolução dos bichos” nos mostrou como um governo pode iludir o seu povo com promessas irrealizáveis. Parece que não foi suficiente para abrir os olhos dos leitores, que levaram a coisa na brincadeira. Já na obra, “1984” o mesmo autor mostrou que a coisa não era tão irrealizável e foi além, mostrando de forma mais real o que poderia vir a ocorrer. Não foram tomados os devidos cuidados, mesmo Kafka individualizando a coisa na sua obra “o processo”, onde o que poderia ser impossível foi demonstrado na prática, pelo menos em países sabidamente com regimes ditatoriais, e mais recentemente no nosso próprio. Como se não fosse suficiente as tragédias previstas nestas obras mais contemporâneas, o nosso representante maior do poder executivo, achou em Dom Quixote um exemplo para se espelhar e está a lutar contra o inexistente, impondo suas ideias malucas. Mais uma vez a literatura é trazida para a realidade sem que haja um freio para estes desmandos.

Afonso Pires Faria, 30.06.2023.

quarta-feira, 21 de junho de 2023

CAIRÁ DE PODRE.

 

Não podemos “errar a mão” e criticar tudo o que o novo governo faz. Agindo assim estaremos incorrendo nas mesmas atitudes nefastas que tanto criticávamos nos esquerdistas quando estes estavam na oposição. Podemos sim apontar as incoerências e contradições que este governo está cometendo, mas não podemos limpar a sujeira com pano mais sujo ainda. O Bolsonaro falou que a indicação do novo ministro do STF é prerrogativa do presidente, e isso é fato. Devemos seguir a mesma atitude em tudo o que está correto, mesmo que quando estávamos na situação estas, não foram corretamente atendidas pelas entidades que se julgavam competentes para corrigir o que lhes era desfavorável. Toda a concessão, gera obrigação. Quando foi impedida a nomeação do Lula como ministro pela Dilma, a oposição comemorou e não deveria ter comemorado. Abriu-se um precedente que foi a porta de entrada para outros, cada vez mais fora dos preceitos jurídicos. Nem tudo o que o atual governo faz está errado. Ao corrigir os pagamentos supostamente indevidos do que era “bolsa família” e foi transformado em “auxilio Brasil”, está se fazendo críticas totalmente descabidas. Duas delas: Para que mudar o nome do programa e estão tirando o sustento das famílias de pouco poder aquisitivo. Se achamos errado mudar o nome do programa, não deveríamos ter feio isso. Se estão reduzindo o pagamento dos auxílios é porque possivelmente tenham detectado, alguma irregularidade. Se ficarmos fazendo críticas descabidas, cairemos no descrédito. Não devemos fazer o jogo deles para não dar margem a que façam isso, cada vez com menos escrúpulos. Eles não se envergonharão disso. Quando a casa do mentiroso pega fogo, ninguém irá acreditar e também não devemos lutar com porcos, ambos sairão sujos, e os estes não se importarão com isso.

 

Utopia, distopia, narrativa, mentira, impostura, arbítrio e distorções da realidade. Tudo isto se vive no nosso país, sem que a maioria do povo se dê conta. Estamos sendo conduzidos a um regime ditatorial, imposto por um poder do qual não se pode apelar a qualquer outra autoridade. Ele se auto regula e se move conforme os seus desejos, ou de outro ente invisível a sociedade, que sofre por suas atitudes nefastas. Para que se tornasse realidade foram necessárias muitas dissimulações e mentiras. Somente isso não foi suficiente, teve que se empregar também a força dizendo que não era repressão e sim aplicação das leis. Leis estas que não existiam e não existem. Um bom governo chega ao poder e se mantem nele naturalmente. Não necessita de subterfúgios e malabarismos retóricos para convencer o povo de que está fazendo o correto, tampouco necessitaria de artifícios para se consolidar. Quantas mentiras e despotismos foram praticados para que o atual governo esteja onde está. Um bom governo não é imposto e sim conquistado pelo apelo popular. Um bom governante não precisa de muita propaganda para ser notado. Não precisa de marketing e grandes gastos publicitários para ser popular. Não será com ameaças de cortes em assistencialismos que o poder perdurará. Ele pode ficar temporariamente, mas logo perecerá. Desnecessário se faz nominar quem são os líderes que se utilizam de tais subterfúgios para manterem-se no poder. Eles não serão perenes e logo sucumbirão. Quando isso ocorrer, haverá choro e ranger de dentes.

Afonso Pires Faria, 21.06.2023.


 [APF1]