Se deixarmos de nos preocupar com o bairro para darmos atenção somente a
nossa família, a nossa comunidade ficará fragilizada. Se o bairro for
priorizado em detrimento da cidade estaremos sendo bairristas. Daí se passamos
a pensar na cidade como um todo, estaremos sendo classificados como uma pessoa
que defende somente o que lhe está próximo. Passamos então a defender o nosso
estado, que afinal das contas foi ele que nos ensinou todos os nossos costumes.
Passamos então a sermos considerados separatistas. Todas estas vontades que
temos de defender o que nos está próximo, sempre estará contrariando a vontade
de outrem. Se tentarmos agradar a todos nada faremos. Se a nenhum atendermos
faremos nada. Tudo vai depender da nossa vontade de que sejam atendidos o que
de fato queremos para a nossa pátria, estado, município, família ou para si
próprio. “A virtude do egoísmo” de Ayn Rand, nos demonstra porque devemos
escolhes esta última opção.
Sei
perfeitamente que depois do fato ocorrido, as soluções aparecem facilmente.
Como diz o ditado “depois da noiva casada, aparece pretendente”. A proximidade
do fato, o calor da emoção e a boa vontade de um dos envolvidos, também
facilita a ação do maledicente. Se o então presidente Bolsonaro foi impedido de
nomear o Diretor-Geral da Polícia Federal de sua escolha, pelo STF, não tivesse
acatado a ordem absurda, os rumos dos fatos seriam outros. Sim, depois da porta
arrombada, pouco adianta tranca de ferro. Passou o primeiro boi, e a
consequência foi de que a boiada veio atras. Demonstrou boa vontade, que foi
interpretada como fraqueza. E para quem não tem o mínimo de escrúpulo, sabe
muito bem fazer uso disso. E fez, pois não os tinha. Tergiversando, na época, o
líder da minoria no senado alegou que o Presidente não estava acima da lei
portanto, não poderia nomear quem ele nomeou. Bolsonaro recuou, o boi passou e
a tranca, que nem de ferro era, foi inútil para que a sanha totalitária do
poder menor, se considerasse como dona do poder total. Perdeu a parcimônia a
ponto de atravessar a praça dos três poderes e influenciar na nomeação dos
membros que iriam decidir a implementação do voto impresso na urna eletrônica.
Daí para frente, todo o tipo de arbitrariedade foi cometido sem que as vozes
contrárias fossem atendidas. O legislativo foi desprezado e as leis já
existentes, totalmente desconsideradas. A interpretação, mesmo que ao arrepio da
lógica, passou a ser usado pelo Supremo, capitaneado por um de seus partícipes,
a mando sabe-se lá de quem.
A tentativa de alegar a alta
criminalidade pela ausência do estado não se justifica. Não é a falta ou mesmo
a ausência deste que proporciona o crime. É isto sim, a incompetência estatal
ou o desvirtuamento do seu uso para fins escusos. O pior é quando este ente não
é omisso e sim conivente ou partícipe dos atos criminosos.
O emburrecimento, a feminização do
homem e o estímulo dissimulado, quando não explícito ao uso de drogas é, sem
dúvidas uma ótima estratégia para a tomada do poder pelos idiotas.
Afonso Pires Faria, 06.09.2023.
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