sexta-feira, 6 de março de 2020

TEMPESTADE PERFEITA; PRENDE!


A dita “tempestade perfeita” acontece quando vários fatores ocorrem simultaneamente em um mesmo sentido propiciando assim um caos ou um benefício a uma pessoa ou a uma comunidade. Nem sempre todos os fatos ocorrem voluntariamente. Um pequeno descuido de uma pessoa ao apertar um botão errado de um elevador, pode causar a sua parada e um de seus ocupantes atrasar-se para um compromisso que pode ser uma cirurgia cardíaca em que o paciente venha a óbito por isso. Seria o desavisado causador do caos um criminoso? Michael J. Sandel em sua obra “Justiça, o que é fazer a coisa certa”, exemplifica alguns casos em que um ato, voluntário ou não, pode causar uma tragédia ou a salvação de uma comunidade. O caso da boate Kiss, em Santa Maria, poderia ser enquadrado em algo semelhante a tempestade perfeita. Uma série de atos que ocasionaram a morte de muitos, poderia não ter acontecido se um dos fatores não tivesse ocorrido. Se os bombeiros não tivessem negligenciado, se o poder público municipal não tivesse facilitado, se o arquiteto tivesse tido o devido cuidado, se o dono do estabelecimento não tivesse contratado a banda, se um de seus integrantes não fosse afoito, se não tivessem sido os fogos utilizados de forma temerária, etc. Se somente um destes fatos não tivessem ocorrido é bem provável que não houvesse nenhum morto na festa. Mas não. Todas ocorrências levaram ao fato trágico. Agora ficam-se a procurar a punição. Sim, tem que haver punição a todos os envolvidos, mas penso que ela deve ser proporcional ao fato em si e não ao que ocorreu no somatório. Quem vendeu os fogos de artifício também é culpado? Sim, afinal não tivesse feito a venda todo o mal teria sido evitado. Se o caso for totalmente esquecido e não houver nenhuma penalização a qualquer parte, isto servirá como estopim para que se descumpra toda e qualquer regulamentação. Mas não podemos penalizar severamente cada um dos envolvidos como se assassinos fossem. Irresponsáveis sim. Mas eles foram apenas partícipes do elo de uma sequencia de fatos que levaram a uma tragédia.


Sou completamente favorável a prisão após condenação em segunda instância. Para deixar explícito que isto não tem nada a ver contra o chefe da quadrilha que assaltou o nosso país, e sim contra todos os criminosos, eu sugiro que se aplique esta lei excluindo-se o “lula”. Sim, não gostaria de vê-lo novamente enjaulado se passando por vítima. Este decrépito elemento é mais útil para a sociedade, solto proferindo impropérios, do que preso nos propiciando despesas com sua estada no cárcere de luxo a que tem direito, graças as porcas leis existentes no nosso país.

Afonso Pires Faria, 06.03.2020.

terça-feira, 3 de março de 2020

MUITA VONTADE E POUCA FORÇA.


Não tenho conhecimento de nenhum novo governo que ao assumir não tenha prometido cumprir a lei do tal “Teto Constitucional”. É paradoxal que uma norma tantas vezes editada e com amparo tão robusto como o da nossa carta magna, não tenha a sua aplicação efetivada. A lei maior é a constituição, existe um órgão composto por onze ministros, somente para fazer valer as suas normas e ajustá-las quando houver algum conflito, mas mesmo assim não conseguem fazer cumprir esta, que é clara, cristalina e de fácil interpretação. Desde que me conheço por gente vejo os presidentes prometerem o cumprimento desta famigerada lei e até agora nenhum o fez. Seria uma dificuldade matemática que causa a dúvida da mensuração dos valores? Teriam vossas excelências dúvidas se 80 é maior ou menor que 39? Sim, se for essa a dificuldade, ainda se pode entender, porque semântica, a dificuldade não é, pois está perfeitamente explícito que ninguém pode ganhar acima do teto e especificado qual é o parâmetro.  

Tivéssemos nós, sob um governo que eles dizem que nós estamos, estariam todos estes no paredão, por criticar o nosso presidente da forma que o fazem. Será que na Coreia do Norte alguém teria coragem de fazer um desfile de carnaval, se lá fosse permitido, exibindo um boneco do presidente deles?
Afonso Pires Faria, 03.03.2020.

domingo, 1 de março de 2020

CONSEQUÊNCIAS NEFASTAS.


A nossa constituição, dita cidadã, nada mais é do que um amontoado de leis desconexas proferidas por um bando de malucos de todos os calibres. Tudo o que poderia ser feito para inviabilizar a administração de um país foi colocado naquela “catrefa”. Juntou-se um bando de oportunistas que foram escolhidos por um monte de analfabetos, para fazer uma coisa da qual quem deveria estar fazendo, simplesmente olhava de fora e balançava a cabeça negativamente. Pode ser até que no meio dos mais de 500 deputados e senadores existam alguns que de fato, entendem alguma coisa de leis e de administração federal, mas esta minoria não tem voz e nem poder suficiente para contrapor aos demagogos que querem vendeta, poder e dinheiro. Fizeram uma constituição presidencialista, em que quem tem o poder de governar é o presidente, e emendaram a nossa carta com artigos parlamentaristas que impedem o presidente de exercer as suas funções sem o consentimento do parlamento, inclusive para funções exclusivas que deveriam ser exclusivamente dele.
 Afonso Pires Faria, 01.03.2020.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

TROCA DE SABERES.


Penso que cheguei a uma idade que me permite fazer certas escolhas. Aos poucos, estou me recusando a discutir certos assuntos polêmicos com certos tipos de elementos. Os ignorantes e os que sabem muito mais que eu. Com estes eu não polemizo, escuto e aprendo com eles, com aqueles eu deixo falar as asneiras condicentes com seu grau de conhecimento. Com os iguais, eu troco ideias e ora aprendo, ora ensino, é o que podemos chamar de comensalismo. Já com o primeiro e segundo grupo existe uma forma de parasitismo que somente faz perder o hospedeiro, enquanto o parasita, pouco ou nada ganha se não seu ego inflado de ter vomitado seus pretensos saberes sem ser contestado. Já saí de debates em cujo meu oponente mais me ensinou do que eu a ele. Fiquei com uma espécie de remorso por não ter tido a oportunidade de repassar a mesma quantidade de ensinamentos para ele. Mas, quem sabe se ele também não ficou com esta impressão? Tomara que sim.

Afonso Pires Faria, 20.02.2020.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

ARREPENDIDO. Só que não.


Em se tratando de pecado temos que levar em consideração alguns fatores: o tamanho dele, o mal causado, o custo/benefício, e o que pode salvar todos os males, que é o arrependimento. Este tanto pode salvar como agravar o fato. Podemos fazer combinações e arranjos com as opções, de forma que elas se agravem ou atenuem. Se o pecado foi grave, lhe causou grande prazer, mas prejudicou muito pouco, e poucos, pode até ser perdoado se houve arrependimento verdadeiro. A pessoa que vai admitir o arrependimento também é de fundamental importância levar-se em consideração. Mas vamos ao caso da visita ao papa, do último criminoso que ele recebeu. Falo do lula. Este energúmeno causou mal a uma nação inteira, utilizou-se de métodos espúrios e que usaram a boa fé de gente ignorante, e o pior de tudo; não se arrependeu do que fez. O que fez aquele que deveria afastar-se dele para evitar que outros cometessem as mesmas atitudes? Recebeu-o e deu-lhe o perdão, sem o criminoso demonstrar nenhum sentimento de ter se arrependido de seus crimes. Por isso, recuso-me a utilizar o nome destes sujeitos em letras maiúsculas. São dignos de repugnância tanto um como ou outro. Como podemos perdoar um homem que foi escolhido para reger os rumos do cristianismo, estar a abençoar os maiores criminosos da história atual?
 Afonso Pires Faria, 17.02.2020.

sábado, 15 de fevereiro de 2020

QUANDO O COPO TRANSBORDA.


Creio que todos nós somos um suicida em potencial. Muitos já pensaram em solucionar seus problemas de forma radical. A maioria dos que morrem afogados não teriam perdido a vida se tivessem sobriedade e calma. Por mais inteligente, sóbrio e lógico que seja o sujeito o somatório de seus problemas podem leva-lo a uma atitude extremada. O copo não só transborda porque recebeu um volume excessivo de líquido de uma só vez, ele pode perder o todo do seu conteúdo por outros motivos. Se houver uma frequente alimentação por um longo período de tempo, ou se um evento externo e/ou extemporâneo ocorrer precipitando o fato. E quem pensa que somente de forma violenta e rápida se soluciona o problema via suicídio pode estar errado. Alguns morrem aos poucos perdem a liberdade, a dignidade, a honra, os bens, o respeito e de tanto perder as coisas mais nobres de um ser humano, terminam por ele próprio, aos poucos, cometer o crime contra si mesmo. De gota em gota o copo enche. Uma enxurrada também o transborda, mas se alguém, mesmo de forma involuntária o empurra, ele perderá todo o seu conteúdo interno. Quem fará isso, de que forma e com que frequência ninguém sabe. Somente nos daremos conta de todo o enredo quando não houver mais o que fazer. Em cada um de nós existe sim um suicida prestes a agir, por isso temos que nos cuidar para não sermos o agente que colocará a última gota, nem o que abrirá a torneira que encherá o copo tampouco o que, de forma proposital ou descuidada vire-o.
Afonso Pires Faria, 15.02.01.2020.


quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

TEM MÉTODO.


Eu costumo utilizar uma expressão da qual desconheço o autor, mas se aplica ao que estamos vivendo no momento: “isso tem método”. É impossível que espontaneamente, em um curto espaço de tempo todos, eu disse todos, os jornalistas de uma um certo canal de comunicação se utilize de expressões pobres linguisticamente e excessivamente “inclusivas”. Esta inclusão forçada nada mais é do que seguir o que ditavam a Escola de Frankfurt, a dialética negativa de Theodor Adorno e os ensinamentos de Gramsci. Atualmente é impossível se ouvir os comunicadores, que por incrível que pareça são jornalistas, se expressarem sem a utilização deste estrupício linguístico, usando-o indiscriminadamente, de forma repetitiva, irritante, e desnecessária, falo da tal expressão “a gente”. A sua utilização é tamanha que se torna impossível em um minuto de fala o apresentador não a usar no mínimo cinco vezes, das quais quatro não teriam a sua supressão nenhum dano a inteligibilidade do conteúdo a ser comunicado. Alguém deve estar orientando estas amebas nesta missão de fazer uso dela ao limite do tolerável. Não existe mais eu, nem tu e nem ele, existe a gente. É muito mais “inclusivo” não é mesmo. Mas para mim “ISTO TEM MÉTODO”.

Afonso Pires Faria, 12.02.2020.