terça-feira, 21 de fevereiro de 2023

DA DISTOPIA A REALIDADE

 

Na década de 30, 40 e 50 do século passado, houve alguns autores que escreveram obras, possivelmente inspirada no famoso livro “Utopia” de Thomas More. Com significativo diferencial, estas obras tratavam de algo que não estava baseado em uma utopia, mas sim em uma previsão de um mundo que poderia ser de fato, vivido. Foram as chamadas obras distópicas. Quem nunca tiver lido nenhum destes clássicos literário, procure fazê-lo. Se ler um deles, certamente aguçará a curiosidade e passará a procurar outros. Alguns exemplos: George Orwell (1984 e A Revolução dos Bichos), Aldous Huxley (Admirável Mundo Novo) e Ray Bradbury (Fahrenheit 451). Se a leitura das obras lhe for penosa, leia uma. E mesmo assim se não lhe aguçar a curiosidade, procure uma resenha que eu garanto que a vontade de ler a obra brotará. Procure falar com alguém que tenha tido contado com pelo menos uma delas, ou outros livros que tratem do mesmo assunto, que despertará curiosidade sobre o tema. Seriam estas outras: (“O Senhor do Mundo”, “Nós” e “O Homem do Castelo Alto”). Quem tomar contato com este tipo de obras pensará que naquelas décadas foram paridos seres dotados do dom da premonição. Com um pouco de atenção aos fatos atuais, veremos que o futuro que nos aguarda não é nada prazeroso. Poderemos e, creio que deveríamos agir para impedir que tudo o que foi previsto por eles se concretize. Sim, tudo, porque parte da coisa já está posta.

 

Causou estranheza para alguns, a declaração do Presidente da Argentina, Sr. Fernandez, de que um dos responsáveis pelo fracasso do atendimento social em seu país seria causado pela resistência dos idosos em permanecer vivos. O número de dependentes dos que trabalham está aumentando desproporcionalmente, Deixou implícito que a solução seria inverter esta sequencia. A forma de se fazer isso é que ficou na dúvida, e já que a possibilidade de se criar empregos em uma economia já falida é praticamente impossível, fica a outra opção, que mesmo sendo mais cruel, e por isso não pode ser explicitada, seja acionada. Criou-se no nosso continente uma máxima de que o estado é responsável por atender os desvalidos, os idosos e os demais que não possam se sustentar. Aproveitando-se da situação, todo aquele que fica vulnerável, não tem o menor estímulo a procurar recuperar a sua condição financeira, tendo em vista que o papai estado tudo lhe supre. Cria-se aí um círculo vicioso e, mesmo que inconscientemente as pessoas percam o ânimo. Além de atender os desvalidos, para angariar simpatia das minorias, os governos de plantão procuram atende-las. Estas minorias somadas, muitas vezes viram maioria. E o ente que nada produz e arvora-se a atender o máximo de pessoas, termina tirando de uma minoria que produz, para atender o pleito das várias maiorias que lhe dão votos suficientes para que permaneçam no poder.

Afonso Pires Faria, 21.02.2023.

sábado, 18 de fevereiro de 2023

POBRE PAÍS, POBRE POVO.

 

As pessoas estão perdendo totalmente a noção do que é lógico e o que é verdade. Não é possível que seja levado a sério um cidadão que hora diz uma coisa, hora outra diametralmente oposta. Uma leve contradição ou uma mudança de opinião é aceitável para um fato ou ideia. Isto é possível e admissível se levarmos em conta alguns fatores como, o tempo decorrido entre as manifestações, fatos importantes que podem alterar a percepção do que se poderia interpretar como verdadeiro, possível ou mesmo salutar. Também devemos levar em consideração a cultura do ente que está emitindo estas ideias. Esta pessoa poderia ser iletrada quando falou algo e, após ser esclarecida, poderá mudar o seu ponto de vista. Em um curto espaço de tempo, um sujeito com alta formação não tem o direito de alterar o seu conceito das coisas de forma tão abrupta como foi o caso de um Ministro que foi o escolhido para falar sobre o avanço das urnas eletrônicas. Estas teriam acopladas nelas, uma impressora que dariam mais transparência e segurança aos pleitos eleitorais. Sem justificar o motivo, este togado, passou a criticar o melhoramento, inclusive participando de entrevistas no exterior, usando de argumentos totalmente desconexos da realidade, dizendo que se queria o voto em cédulas de papel. Em um curto espaço de tempo, sem nenhum fato novo, pelo menos aparente, o sujeito não alterou o seu nível de intelectualidade e muda seu ponto de vista! O que poderia ter ocorrido? Este mesmo ministro, quando advogado, defendia um criminoso e seguiu alegando sua inocência mesmo depois de ter sido guindado ao alto cargo que ocupa. Também era e seguiu sendo seguidor de um “curandeiro”, o qual dizia ser um exemplo a ser seguido. Depois da prisão do falsário, não houve por parte deste ministro, nenhuma retratação. Se um agende que ocupa um alto cargo, tem uma formação acadêmica que permite ocupar um alto cargo na República age desta forma tão contraditória, como podemos criticar os eleitores do “nove dedos”? Nem todo o povo tem o governo que merece. Os governos é que fazem do povo o que eles desejam que eles sejam. Assim está sendo no nosso país. Os últimos governantes deixaram a população a mercê de uma ideologia nefasta, e esta está cumprindo seu papel. Sic transit gloria mundi.

Afonso Pires Faria, 18.02.2023.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2023

GENTE VIL!

Se matarem o teu filho tu: Tentarias te vingar, odiaria para o resto da vida o assassino, ficaria indiferente ao criminoso e entregaria a Deus a vida do infeliz, perdoaria o autor e procuraria ajuda-lo espiritualmente, ou te aliaria a ele para seguir cometendo outros crimes semelhantes, em outras pessoas? Infelizmente temos gente que se enquadra no último tipo. Pior. Recebe a confiança do povo, para ser seu representante em altos cargos da nossa nação. A perda de um ente querido ascendente é muito triste, mas o nosso espírito já está preparado para que isso aconteça. É da natureza humana os mais velhos partirem primeiro. O tamanho da indignação e do inconformismo é proporcional a proximidade que temos do ente que partiu. Os avós, pais, tios, irmãos e cônjuge são ascendentes ou colaterais. Sentimos sim suas perdas. Mas quando perdemos um filho, a ordem das coisas se inverte e temos, ou deveríamos ter uma sensação de injustiça e, de forma instintiva vem o desejo de vingança quando ela foi provocada por outro. Não que esta, seja obrigatória, é quase como se fosse um instinto e creio que o Criador até nos perdoa se manifestarmos este sentimento. Porém creio que o perdão incondicional, é uma demonstração de fraqueza, e a união aos criminosos, é a certeza de que este é um ser vil. Pior ainda é quando esta união se dá em nome do poder e do dinheiro.  

 Afonso Pires Faria, 07.02.2023. 

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2023

SÓ A HISTÓRIA REVELARÁ.

 

Estou demorando a confirmar minhas impressões devido a minha formação. Mas confesso que estou um tanto quanto decepcionado com as atitudes das nossas FFAA. Tenho consciência da minha ignorância e isso me faz pensar duas vezes em declarar tacitamente o que penso ter acontecido no relacionamento entre o PR e as forças que lhe estavam, ou deveriam estar lhe apoiando. Tudo o que eu aprendi durante a minha estada no EB e depois o que li e ouvi falar do nosso braço forte e mão amiga, me faz titubear. As explicações para que não houvesse um apoio incondicional ao governo, quando havia todas as evidências, é de que o exército fez um papel de palhaço quando foi convidado a fiscalizar as urnas e demonstrou que seria necessário o acesso a forma de apuração. Esta, lhe foi negada e eles prorrogaram a entrega, depois aceitaram a negativa. Estas, não são práticas de quem tem honra. Algo muito grave deve ter ocorrido para tal atitude. Algo que transponha as fronteiras nacionais. Coisas que extrapolam o racional ou o humano. Teriam sido os fardados convencidos de que o mal é mais conveniente que o bem? Teriam sido todos eles cooptados? Se sim, por quem e sob quais argumentos? Como as coisas ainda estão meio nebulosas, seria temoroso classificar a atitude dos militares. Sempre que faço alguma avaliação de fatos e suas consequências, não são bem recebidas. Somente decorrido mais de 5 anos é que elas começam a se delinear como verdadeiras. Vou me arriscar: Os militares que aderiram ao novo governo serão guindados a cargos aparentemente importantes e levarão consigo alguns de seus seguidores. Muitos destes e daqueles serão utilizados como papel higiênico e somente se darão conta disso quando já for tarde demais. Poucos sobreviverão. Não me entra na cabeça que um sujeito com a formação de um general acredite que aqueles que os odeiam, de repente sintam por eles um certo apreço. Caíram no canto da sereia ou já de berço traziam esta índole nefasta de trair? Qualquer que seja o motivo, o arrependimento será medonho. Não poderão estes crápulas, sair na rua ou olhar para seus filhos ou sequer no espelho. Sentirão vergonha de terem feito o que é pior para uma casta que defende o que há de mais nobre.

Afonso Pires Faria, 03.02.2023.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2023

O POSSÍVEL TRISTE FIM DE UMA NAÇÃO.

 

Quando os patriotas diziam com grande orgulho que o nosso PR estava jogando xadrez e o inimigo jogava damas, eu não tinha certeza disso. Torcia para que fosse verdade. Mas o decorrer do tempo mostrou que o inimigo jogava pôquer e o governo mal jogava pontinho. Não quero aqui culpar o antigo governo de ter agido dentro das normas constitucionais e se regozijado disso. É da índole do militar e do bom cidadão assim agir. O problema é que não estávamos lidando com gente do mesmo calibre. Eles sabiam perfeitamente que a vitória os aguardava e que não teríamos nós, o povo, outra opção que não aceitar a “derrota”. Ela veio e estamos agora, amargando os efeitos do cumprimento de todas as promessas ora explícitas, ora veladas, do que iriam fazer com a nossa pátria. O povo que foi doutrinado por duas décadas em uma ideologia esquerdista, foi levado a isso, devido a baixa qualidade do ensino que lhes foi imposto. Além de fraco, tendencioso. Sem o contraditório, quase a totalidade dos que saíram dos bancos universitários, não tem a lógica como princípio e sim uma percepção disforme de como são as coisas. Nada é real, tudo é relativo. Estão vendo o sofrimento causado pelo regime esquerdista no país vizinho, mas bovinamente acredita que: “aqui será diferente”. Quando os dirigentes, ainda pregavam isso, poderíamos perdoar os ignorantes e inocentes, pois eles estavam acreditando em uma ilusão. Mas agora, os vermelhos perderam o receio e já não negam que querem de fato implantar o regime que está dando errado, e que aqui será igual sim. Eles agora não precisam mais blefar para convencer o povo. Jogam aberto. Nós faremos de vocês, exatamente o que vocês não estudaram nos livros de história, porque estavam lendo outros autores bem menos realistas, mas que lhes prometiam os céus. Acredito que pensam que para chegar ao céu é necessário passar pelo inferno. E lá estão eles a caminho. Se fossem sozinhos, seria problema tão somente deles, mas não; estão levando junto, uma nação inteira. Quando se arrependerem já será tarde.

Afonso Pires Faria, 13.01.2023.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2023

TODOS PAGARÃO.

 

Não é possível que o povo, não só brasileiro, mas a totalidade do nosso planeta, não esteja notando o quanto está sendo enganado por um discurso “limpinho”, de igualdade e humanidade como princípio, mas que no fundo está impondo a toda a raça humana o retorno aos primórdios da humanidade. Se não for isso, é coisa muito pior. Algo de muito diferente está por acontecer em todo o planeta e poucos estão percebendo este fenômeno. Tal qual o sapo, que colocado em um recipiente com água, que é aquecida lentamente, morre cozido por não ter a percepção da alteração da temperatura, nós humanos, estamos também sendo submetidos a tal aventura. A nossa medida de intervalo temporal se altera com o avançar da nossa idade. Isto é comprovado por estudos. Um determinado período de tempo para nós idosos é bem mais curto do que quando éramos jovens. Isto se explica porque o nosso cérebro deixa de processar como o tempo passa, relativo as coisas que repetimos. É por isso que o público alvo desta nova revolução são os jovens. O cozimento desta massa terá mais efetividade, pois possui mais tempo para ser operacionalizada. Como explicar para os que somente vivem do presente e miram exclusivamente o futuro, que houve um passado, e que este foi a base de tudo o que hoje temos. Como explicar que na década de cinquenta do século passado um cidadão previu o que estaria ocorrendo hoje, com uma precisão cirúrgica nos fatos, errando apenas no quesito temporal? Este autor imaginou que seria em “1984”. Para quem tem um pouco de conhecimento deve já ter ouvido falar em George Orwell, e sabe do que eu estou falando. Fomos abduzidos. Ele previu que seríamos escravizados por um governo opressor, e a forma utilizada, para a época foi considerada tão impossível, que beirava ao ridículo. Um ente que tudo dominaria nos submeteria a ser obedientes a uma nova forma de falar, agir e tudo o mais que dizia respeito ao comportamento humano. Já estamos sob as ordens de um ministério da verdade, que diz o que é e o que não é, o que existe e não existe. Estamos também submetidos a pensar, não de acordo com os ensinamentos que herdamos dos nossos pais e educadores e sim ao que dita a cartilha de um politicamente correto. Uma confusão mental está de tal forma incutida em nossas mentes, que somos obrigados a aceitar absurdos como agir e falar contra a democracia para provarmos que somos a favor dela. E fizemos isso, primeiramente de forma instintiva e inocente, mas passamos em um curto período de tempo a defender estas ideias, como se coerentes e verdadeiras fossem. Estamos no brete rumo ao cadafalso, batendo palmas e cantando hinos de louvor aos carrascos. Ouço, e parece ser o da internacional socialista.

Afonso Pires Faria 11.01.2023.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2023

SE FOI A GATEADA COM A CINTA.

 

Somente a partir do dia 05/01/2023 é que eu vou me manifestar sobre o que ocorreu no nosso país nos últimos dois anos. É muito fácil, eu sei, fazer críticas as atitudes que não foram tomadas por pessoas que as deveriam agir no exato momento do fato. Muitos criticam o que ocorreu no nosso país referente a inação dos outros dois poderes frente as atitudes daquele que somente é um suporte deles. Hoje eu digo que o momento de ter agido, foi quando o Barroso cruzou a praça e interferiu na vontade do poder legislativo diante da decisão, já tomada, de adotar o voto impresso. Quando ele parafraseou o José Dirceu dizendo que “eleições não se ganha, se toma”, e não foi preso, foi perdida a grande e única oportunidade de se evitar o mal maior. Alguns detentores de mais conhecimentos deveriam imaginar que aquele não era o momento mais conveniente e postergaram o ato. Quem sabe imaginavam que os togados iriam agir cada vez mais fora da lei, e com isso seriam mais incriminados e que os excluídos da vida pública, seriam em maior numero. Pois seguiram. Seguiram e nada foi feito, até culminar com o que estamos vendo hoje: a eminência de vermos general de quatro estrelas, bater continência para um grandessíssimo filho de uma puta. Coisa esta que eles, no alto de seus coturnos juraram que não aconteceria. Repito; não tenho conhecimento de todos os fatos que levaram o alto comando das FFAA, agirem com estão agindo, segundo o meu conceito, de uma forma covarde. Como não tenho a mesma capacidade do nosso PR, que se disse “imbrochável”, eu o sou, e logo após a promulgação do resultado do segundo turno das eleições, não tive a menor capacidade de escrever e publicar nenhuma linha a respeito dos fatos ocorridos no nosso país. Imaginei que os comandantes da nação estivessem se espelhando em Napoleão, quando disse que não deveríamos impedir o inimigo de agir, quando ele tivesse cometendo erros. No nosso caso os erros eram absurdos e dignos de serem considerados como atos de amadores. O nosso comandante, agindo candidamente dentro das regras, via o nosso inimigo cada vez mais “sambando” fora delas. Nada fez. Eu imaginava que o contragolpe seria proporcional ao tamanho das ilegalidades cometidas pelos inimigos da pátria. Eles seguiam cometendo crimes e o povo todo orando. E o nosso presidente bradando que agiria na hora correta e que o povo deveria seguir na frente do acantonamento daqueles que os iriam salvar. Infelizmente a minha percepção hoje, é a de que os nossos pretensos salvadores foram exatamente aqueles que nos traíram. O povo, principalmente aqueles que perderam dias preciosos das suas vidas junto aos familiares e deixaram de produzir, merecem explicações do que foi que deu errado. Se o Presidente dizia com tanta convicção que a salvação seria viria daqueles que não tiveram suas reivindicações atendidas, o que se esperava é que, ou eles entregariam o segredo das urnas ou pagariam o preço, pela negação. Mas não ocorreu nenhuma coisa nem outra. O que houve então? Ainda podemos nutrir esperanças? O nosso congresso fará impeachment de algum ministro da suprema corte? Supomos que sim. Mas vocês sabem muito bem quem nomeará os seus substitutos não é mesmo? Sempre acreditei que pudesse haver algo que nos salvasse das mãos dos vermelhos, não tinha nenhuma informação privilegiada como muitos influenciadores diziam ter, mas acreditava que a coisa seria provável. Nunca descartei a possibilidade de que o pior acontecesse, mas tinha fé. Agora, espero estar errado novamente quando digo que: se subiu a rampa, não desce mais. Meios para isso não lhes faltam. Dirão os crédulos: ah, mas as leis! Sim as leis, se fossem cumpridas, a coisa não chegaria aonde chegou. Seguirão agindo fora das quatro linhas, e agora com dois dos três poderes a favor deles. Nós seguiremos orando, acampando na frente das escolas, depois dos quarteis, iremos para cima de uma ponte, e por fim nos jogaremos de lá de cima, ou os nossos corpos cairão no rio com um tiro na nuca. Eles já ameaçaram isso e nada lhes aconteceu. Não foi considerado ato antidemocrático, assim como foi, rezar e pedir socorro na frente dos quarteis. Penso que: “consummatum est”.

Afonso Pires Faria, Torres, 01.01.2023.