Assuntos diversos, prioritariamente de política e comentários sobre a conjuntura nacional.
quarta-feira, 21 de dezembro de 2016
LAVA JATO SALVADORA
terça-feira, 20 de dezembro de 2016
JUSTIÇAS.
O presidente João Belchior
Goulart foi guindado ao poder por ser vice de Jânio da Silva Quadros, que
renunciou. Ele sequer era o vice da chapa de Jânio, mas mesmo assim foi eleito
pelo fato de, naquele tempo, as eleições para presidente e vice serem
separadas. Agora, foi afastada a presidente Dilma e assumiu o seu vice, este
foi eleito na mesma chapa, não é permitido concorrer separadamente, ou seja, a
chapa é única. A cassação da presidente foi por crime de responsabilidade
cometido exclusivamente por ela, mas caso haja irregularidades nas contas de
sua campanha, salvo melhor juízo, Temer deverá também sofrer as consequências,
ou não haveria motivo para que não se permitisse que os vices concorressem
separadamente.
O Estado, este
leviatã, se mete em tudo, e sempre para defender o direito do cidadão. Pelo
menos é o que diz e o que entendem os defensores do “politicamente correto”. Além
do Estado impedir ou obrigar, conforme o caso, o uso ou o não uso, de certos equipamentos
ou utensílios, também nos impedem de agir ou até mesmo de pensar. Agora,
resolveu interferir também no valor a ser cobrado pelas empresas aéreas. Estas
notaram que o peso excessivo das bagagens estava onerando os custos das
empresas, e consequentemente o das passagens. Este custo era repassado para
todos os passageiros, quer usassem ou não os serviços de transporte de bagagens
extras. Resolveram então fazer justiça àqueles que onerassem menos a empresa
transportando menos peso, cobrando a bagagem à parte. Uns pagariam R$ 110,00,
outros R$ 90,00 em vez de R$ 100,00 todos. Não é que as leis não permitem! Isto
me faz lembrar um sujeito que perguntou o preço do cafezinho, ao ser informado,
achou o valor muito alto e perguntou o preço do açúcar, ao lhe dizerem que este
não era cobrado ele pediu 5 Kg do produto. Sejamos racionais. A cada um deve
ser cobrado proporcionalmente ao que ele custa ao que lhe está prestando
serviço, e não indistintamente, causando assim vantagens para uns e injustiça
para outros. Mas vai convencer aqueles que defendem o Estado gigante e
fiscalizador de julgar o que é e o que não é bom para o seu servo.
domingo, 18 de dezembro de 2016
COVARDIA, ALIMENTO DO ÓDIO.
Os comunistas, travestidos de socialistas e até de democratas,
tentaram chegar ao poder pelas armas e foram fragorosamente derrotados por no
mínimo duas vezes no nosso país. Seguindo os ditames gramscistas, lograram
êxito pelo voto e ficaram no poder por mais de vinte anos. Foram apeados de
forma pacífica e não conformado com isto tentam voltar ao poder utilizando-se
de métodos rudimentares. Será que não aprenderam que a forma de se tomar o
poder agora é pelo voto e não pela violência e quebradeira, como vem fazendo os
militantes ligados a braços anarquistas do PT? Será que não sabem que todos os atos
impopulares do atual governo estão sendo tomados para consertar justamente o
estrago feito por eles, não de forma física, mas monetária? As urnas já deram a
esta gente o primeiro recado nas eleições municipais e se seguirem com atos de
vandalismo, não será somente as urnas que terão que responder. Temo que seja
necessário falar com eles na única linguagem que eles entendem. O nosso país
não merece. Será que é tão difícil desta
gente entender que esta sendo utilizada como massa de manobra, que seus
comandantes estão ricos e ainda impunes dos rombos que praticaram no erário? Os
seus lideres estão somente esperando por uma vítima fatal. Uma só que seja já
os alimenta por um bom tempo. O desespero é grande por dois motivos, um é de
que muitos perderam uma fonte fácil de renda, muito dinheiro com pouco
trabalho, e outro de serem descobertos por crimes que cometeram para chegar e
se manter no poder. Na última manifestação houve ações de norte a sul do país,
em alguns com danos relevantes ao patrimônio público e particular. Se ninguém
for responsabilizado por isto, a próxima investida será mais violenta. E daí a
culpa terá que ser repartida entre agredidos e agressores, estes pelos atos em
si e aqueles pela omissão e covardia da não reação.
sexta-feira, 16 de dezembro de 2016
A VOLTA.
Não é só o nosso país que sofre dos maus humores impostos a
sua população. O mundo todo ora tende para um lado ora para outro. Tivemos
durante toda a existência da humanidade períodos de barbáries e outros de
relativa paz. Tivemos também épocas em que predominou no mundo os regimes
fortes e ditatoriais para depois haver uma democracia a dominar os povos. Os
ciclos se repetem, mas não sempre com a mesma intensidade, tanto as ditaduras
como as democracias apresentam-se travestidas de formas de governos ora mais
duro, ora mais complacente. No Brasil também experimentamos alguns períodos de
governos mais ditatoriais e mais tendendo as liberdades democráticas. Vargas
governou tanto em uma como na outra. Em um dos períodos obteve mais sucessos,
progressos e reconhecimento popular. O período em que nosso país esteve
submisso a um regime com menos liberdade, coincidentemente foi o que houve
maior desenvolvimento. Não quero com isto defender que somente com perdas de
liberdades é que o país cresce, houve apenas uma coincidência. A plena
liberdade de um povo é um Ideal a ser seguido pelos governantes de qualquer
país do mundo, mas penso que esta deve ser exercida com responsabilidade, sem
isto tendemos a regredirmos em nosso comportamento e transformamos o que é
perseguido em uma libertinagem. Não temos mais governo e isto é sabido. Aqueles
que estão no timão da nossa nau batem cabeça e são reféns de seus crimes.
Tiramos um governo populista e corrupto para colocar no seu lugar um governo
austero, mas igualmente envolvido em ações não menos prejudiciais ao país do
que os que foram tirados do poder. A mudança do populismo pela austeridade não
está sendo suficiente para atender os anseios do povo. Este clama por uma coisa
que o governo não pode lhes dar. Estamos diante de um impasse que necessita de
uma ação urgente. A ditadura Vargas não foi igual ao regime militar. O governo
Jango, não foi também o mesmo que o período do PT no poder. Embora ambos tenham
sido governos de exceção e populistas respectivamente, com o tempo estas
peculiaridades foram abrandadas. Se tivermos agora um governo com
características menos populistas, certamente será mais branda do que a
anterior. Penso que é o que estamos não só precisando como estamos prestes a
presenciar. Não existe outra forma de organizar o que aí está posto. O excesso
de democracia fez muito mal ao nosso país. Que ela volte após um breve período,
mas de forma mais branda e com menos populismos e promessas vãs a um povo ignorante.
segunda-feira, 12 de dezembro de 2016
Segunda divisão.
Se tu és dono de uma empresa em que existe um grupo que esta produzindo
abaixo da média do restante do total, o recomendável é tomar qualquer atitude
referente a ele que não o apoio. Chamar a atenção, advertir e até
admoestar-lhes para que incrementem a sua produção. Trago isto para o futebol.
Se uma equipe não está produzindo o suficiente e a torcida comparece em peso e
lhe dão apoio, os jogadores pensaram estar cumprindo sua missão corretamente, o
que é totalmente falso. Por isto eu digo que o segundo maior culpado do
fracasso do Sport Clube Internacional são os seus dirigentes, mas o maior
responsável é a torcida que, sempre que convocada para dar apoio compareceu,
dando assim motivos para os dirigentes e jogadores acreditarem que estavam
fazendo a coisa certa. Fui criticado por muitos quando eu disse em alguns jogos
que lugar de torcedor de verdade era em casa e não no estádio. Quem sabe não
tivessem recebido o apoio, criassem um pouco mais de vergonha na cara e se
esforçado mais durante os jogos. A última partida foi o retrato do time,
apático, sem vontade, sofrível. Uma vergonha. Fizeram por merecer. Agora uma
nova etapa; passa a régua, bola no centro e começamos uma nova etapa.
domingo, 11 de dezembro de 2016
ARMADILHA BISOL.
- Não
tivesse ocorrido o episódio das maletas, eu diria que o STF, foi cauteloso ao
não afastar da presidência do senado o “coroné”. Mas não. Para um cidadão que
se recusa a receber um oficial de justiça tenha ele o cargo que tiver, a pena
deveria ser a mesma. Não foi. E não foi justamente pelo episódio supracitado.
Existem mais coisas entre o céu e a terra do que aviões de carreira. O fato é
tão grave que eu peço a Deus que não seja descoberto. Se for, adeus república,
adeus democracia. O caso Cunha foi semelhante, não igual ao do Renan, mas o que
foi preponderante para a tomada de decisão dos juízes foram as maletas, e isto
é muito mais grave do que possa parecer preliminarmente. O que continha
naqueles fatídicos equipamentos não seria tão grave, não se tratasse do
envolvimento de quem se trata. Mas é, alem de grave catastrófico tanto para o
povo como para as instituições. Pior. Para toda a nação.
- As alegações das defesas da família Lula
da Silva são tão ridículas que, não duvidem que surja a alegação de que o juiz
Vallisney, pelo nome que ostenta, não poderia ocupar o cargo que ocupa e sim
ser jogador de futebol.
- Eu não acredito que um
delator, sabendo todas as consequências de uma declaração falsa, irá se
arriscar em fazê-la. A única chance de o PMDB permanecer governando é de que
todas as doações declaradas pelo delator da Odebrecht sejam legais. O que eu,
sinceramente, não acredito.
- Estou até agora defendendo
que se conceda pleno direito de defesa aos citados na lista de delação da
Odebrecht. Muitos dos citados receberam contribuição de forma lícita e legal.
Portanto tem de se aguardar para separar o joio do trigo. Para quem já ouviu
falar na “armadilha Bisol”, deve saber qual é o meu temor. O que fica muito
estranho é o nome dos recebedores ser substituído por apelidos, apelidos estes
que não deixam nenhuma dúvida de quem se trata. Pode-se alegar que o dinheiro
foi lícito, mas jamais tentar se desvincular da alcunha. Os codinomes se
encaixam no beneficiado como uma luva.
quinta-feira, 8 de dezembro de 2016
OU CALMA OU MUITA CALMA.
Um pouco de coerência, não faz
mal. Vejam quantos paradoxos existem tanto nos que defendem ou criticam
qualquer governo. Lula se queixa do autoritarismo de um juiz e viaja a Cuba
para prestar homenagem a um ditador sanguinário. Os defensores do atual governo
criticam Renan, mas ao mesmo tempo o bajulam porque necessitam dele para o
“serviço sujo” de aprovar os “pacotes de maldades”. Os oposicionistas que eram
ferozes opositores a Cunha, não são tão corajosos assim contra Renan. Os gays,
nunca se sentiram excluídos do governo durante os 13 anos de mandato do PT por
não ter nenhum ministro defensor da causa e nem por isto deixaram de apoiar
este partido. A comunidade branca de olhos azuis, não fica a reivindicar que
alguém da raça negra seja incluído na lista da lava jato, e nem mesmo a
comunidade gay se sente excluída de lista. Os sindicatos, tão defensores dos
direitos, só pensam no presente e não colocam a mão na consciência para pensar
nos filhos dos privilegiados hoje com tantas benesses, que serão pagas pela
geração futura. Confundem privilégios com direitos sem se ruborizarem com isto.
Os que defendem a reforma da previdência, sequer mencionam nos cálculos que as
receitas não são somente advindas das contribuições. Fanatismo é fogo.
“O povo que não conhece a sua
história estará condenado a repeti-la”. A frase repetida por muitos
personagens, inclusive Guevara, é atribuída originalmente a Edmund Burke. Temo
que ele tenha razão, pois estamos vivendo no nosso país o que Wanderley
Guilherme dos Santos classificou como “paralisia decisória” o período pós 1961.
Um governo fraco e pendular, com uma oposição raivosa que o impedia de agir. O
final da história só se deu em fins de março de 1964. Os tempos eram outros e
os relacionamentos interpessoais e entre as nações também eram diferentes dos
de hoje. O que era comum para a época em países de democracia nascente, hoje
seque é admitido, ainda mais em um regime já consolidado. Poucos gramas de
precaução podem nos poupar toneladas de arrependimentos no futuro. Se os três
poderes, criados para que a República funcione em harmonia, não souberem se
comportar dentro de suas limitações, e no seu interior não houver sensatez a
história pode sim, vir a repetir-se.
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