quarta-feira, 28 de outubro de 2015

POVO IGNORANTE MERECE TUDO ISTO.

Pois depois de algum tempo de progresso o nosso país voltou as origens e retomou aos primórdios dos anos 20 e 30 do século passado. Perdemos a oportunidade de aproveitar o que o resto do mundo todo aproveitou em matéria de crescimento para crescermos ideologicamente. Voltamos a ser exportadores de commodities preterindo a industrialização. Optamos por atender aos necessitados com fartas distribuições de esmolas no lugar de investirmos em criação de novos empregos. A copa do mundo veio para o nosso país e a infraestrutura que deveria ser para escoar a nossa produção foi aplicada na construção de estádios e propaganda. Pois a produção primária produz emprego em número cada vez menor devido a modernização de maquinário e tecnologia genética, além de uma baixa remuneração ao trabalhador. As bolsas que deveriam ser um paliativo tornaram-se permanentes e com incremento anual, desestimulando o trabalho produtivo. As obras do PAC 1, 2, 3, 4 e infinitos, só eram acrescentados numerais para propaganda petista para enganar incautos.Neste governo o sucesso de um empreendimento depende muito menos da criatividade do empreendedor e a aceitação do seu produto pelo público, do que a proximidade que os donos da empresa tem com o governo. A corrupção, que é atribuída ao capitalismo por sua ganância ao lucro, paira a solta no nosso país, e não podemos atribuir a este a sua causa, pois, vivemos a mais de 20 anos sob o domínio de partidos socialistas. Não conheço nenhum país com economia de mercado, nome correto do que eles chamam de capitalismo, administrados por ditaduras. Ao contrário, não conheço nenhum com a economia planificada que tenha um regime democrático a conduzir o seu povo. Na balada que vamos, em breve teremos no nosso país um socialismo mais presente. Estamos chegando próximo da Argentina, em breve Venezuela onde, segundo Lula, o que não falta é democracia, e em breve o tão sonhado regime adotado pelos irmãos Castro. Daí brotara no nosso povo várias lideranças pois temos como exemplo a abundância delas em Cuba. O Brasil foi tolhido delas pelo regime militar, mas o social/comunismo nos trarão de volta as lideranças. Exemplos não faltam não é mesmo?




A oposição quer de todo o jeito derrubar a presidente Dilma, usa de todos os meios possíveis, válidos ou não para obter seu intento. Distorce fatos e turbina outros para parecerem mais horrendos do que já são. Conta para isto com o auxílio da imprensa que quer vender jornais e revistas e para isto quanto mais espetacular a notícia, mais vende. De fato houve no nosso país, após a tomada do poder pelos petistas um incremento nos mal feitos. Este crescimento foi exponencial, mas nem todos os desvios foram efetuados para beneficiar o partido ou pessoas do governo, muitos destes crimes já eram cometidos mesmo antes do governo FHC. Ocorre que a oposição, para tomar o poder e a imprensa para vender mais, põe tudo no mesmo saco e todo e qualquer desvio de conduta de um servidor público, ou suborno de empresário, vira dinheiro desviado para o PT. Não é assim. Tem que se separar o que já era feito de crime antigamente, e continua sendo feito, para o que foi um incremento do crime. Mas a oposição não quer nem saber, mistura tudo e a imprensa, vendo afundar o barco, embarca celeremente no bote salva-vidas. A imprensa está sempre do lado de quem lhe paga melhor, agora ou no futuro. Agora é o governo que ela defendeu o quanto pode e se locupletou disso, mas no futuro a vaquinha terá outras cores e eles sabem perfeitamente isto. Por isto o apoio incondicional ao futuro vencedor. A diferença dos crimes cometidos pelo atual governo e os dos anteriores é que houve uma institucionalização na sua prática. O governo inaugurou, com o mensalão, a corrupção dos parlamentares, comprando uma base aliada, e deu sequencia com a cobrança de uma comissão dos desvios que já ocorriam. Os malfeitores vendo-se protegidos pelo governo pisaram no acelerador a ponto de quase quebrar a maior empresa estatal do nosso país. Houve sim um avanço significativo nos crimes e a culpa é sim do PT, mas nem tudo é desviado para os cofres do partido. O povo gosta de ser enganado e a oposição sabe muito bem disso, já foi vítima e agora tenta ser algoz. Quer tirar proveito da ignorância e do efeito manada e vai em frente misturando verdade com invencionices, misturando tudo e tocando goela abaixo da população menos avisada via imprensa.


Afonso Pires Faria, 28 de outubro de 2015.

terça-feira, 27 de outubro de 2015

DO PASSADO AO PRESENTE.

                                   Chama-se incompetência, se não é coisa pior, o fato de um jornalista fazer uma entrevista com um cidadão que está sendo acusado de usar da influência de Lula quando era presidente, para beneficiar empresas e intermediar negócios escusos, e quando pergunta se ele tinha alguma relação com o ex presidente, negar. Negou como Pedro negou Cristo. Disse inclusive que nem tinha crachá para entrar no palácio do planalto, sendo que uma revista publicou a foto de uma autorização para este cidadão não ser barrado e ter entrada franca e direta no gabinete presidencial. Incompetência, ou é outra coisa?

                            Segundo conversas, Lula estaria indignado com a operação da Polícia Federal no escritório de um de seus filhos. Culpa, direta ou indiretamente, a atual presidente por isto. Se pegarem o Lula, pensa Dilma, vão me esquecer. E penso que ela tem razão. Os crimes cometidos por ela serão considerados ínfimos quando começarem a desvendar os rolos que o seu criador fez para chegar e se manter no poder, e ainda por cima seguir governando.
Relendo algumas obras, me deparei com o clássico da literatura gaúcha “Antonio Chimango” de Amaro Juvenal, pseudônimo de Ramiro Barcelos, adversário político de Julio de Castilhos. Nesta obra ele satiriza a forma de escolha do seu sucessor Borges de Medeiros, ao qual serviu a alcunha. A semelhança do que se satirizou com o que, de fato, ocorreu na escolha sucessória para a presidência da república pós Lula, é de muita semelhança quando se lê os seguintes versos:
Um dia chamou o Chimango
E disse: escuta, rapaz,
Vais ser o meu capataz;
Mas, tem uma condição:
As rédeas na minha mão,
Governando por detrás.
Assim creio ter sido a ciência que o Lula teve para escolher Dilma, com a intenção de que ela fosse obediente, conforme seguem os versos:
Sei que tu és maturrango,
Porem, dou-te a preferência.
Nisto está minha ciência,
Escolhendo-te entre os outros;
Eles sabem domar potros,
Mas tu tens a obediência.
    -   x   -
Toda a minha gente é boa
Pra parar bem um rodeio,
Boa e fiel, já ló creio,
Mas, eu procuro um mansinho,
Que não levante o focinho
Quando eu for meter-lhe o freio.
Parece ter dado certo no primeiro mandato, mas agora parece que o Chimango se rebelou.
Afonso Pires Faria, 27 de outubro de 2015.

“Não há tirania pior do que obrigar um homem a pagar pelo que ele não quer, simplesmente porque você acha que isso seria bom para ele.” Robert A. Heinlein

domingo, 25 de outubro de 2015

DAS COISAS DO NOSSO PAÍS.

                         Eu gostaria de saber até onde iria a convicção ideológica de um militante que apoia o atual governo, se não houvesse nenhuma destas entidades: ONGs, CUT, MST, CNBB, ou que alguma destas entidades deixasse de receber polpudas verbas do governo. Ficariam, creio, somente os artistas. Mas estes também sumiriam, se lhes fossem suprimido os patrocínios da “democrática” Lei Rouanet.

                            O papel higiênico que Lula usa tem nome, sobrenome, endereço, CPF, fala, ouve, mas parece que é desprovido de sentimentos. Nenhum dos pedaços, do rolo que ele está usando, foi capaz de dizer de quem é o traseiro que eles estão limpando. A maioria das pessoas que se aproximam deste cidadão sabem que podem, uma hora ou outra, ser usado para justificar ou fazer um serviço sujo. Mas mesmo assim o procuram, o custo final é incerto, mas talvez, aos que não tenham caráter, compense.

                            José Carlos Bumlai, talvez um dos últimos pedaços do rolo do papel higiênico que Lula usa para limpar suas defecadas, recebeu dinheiro de Fernando Baiano, R$ 2.000.000,00 porque estava em “dificuldades financeiras” segundo alegou. Um mês depois comprou um empreendimento de R$ 152.500.000,00. Não tem lógica, mas o que vale mesmo é o que o Lula vai dizer sobre isto.

                            Ficou famoso o ato do presidente Obama, logo após entrar em uma aeronave, voltar para cumprimentar o soldado que o prestava continência. Alguns atos se prestam mais como exemplo do que o fato em si. O nosso país está sofrendo uma crise econômica causada por motivos que já foram por demais explicitados. A presidente Dilma veio a região sul prestar solidariedade aos atingidos pelas enchentes. Pouco mais do que prestar solidariedade e a liberação do FGTS, dinheiro este que não é seu, a presidente pode fazer, pois não existem recursos para poder amparar os necessitados. Não é falta de vontade, é falta de recursos mesmo. O ato simbólico que o governo fez, para demonstrar austeridade, foi a integração de ministérios e o corte de alguns cargos de confiança. Este foi postergado para o futuro e aquele não resultou em nenhuma economia e sim só simbologia, tal qual o ato do presidente dos EUA. Mas um ato que seria simbólico e de efeito econômico, seria, por exemplo, se deixássemos de enviar a Cuba os ¾ dos salários dos médicos cubanos e lhes pagassem integralmente seus proventos para que eles aqui consumissem. Mas não no ato da presidente não houve nem simbolismo significativo em dispêndio pecuniário, só marketing mesmo. Tudo isto coberto pela mídia golpista.

                            Os três candidatos a presidência na Argentina são ou foram, ou kischireistas ou peronistas. Segundo estudos de analistas políticos argentinos é impossível governar o país sem o alinhamento com estes setores. Os sindicatos inviabilizariam qualquer governo fora deste eixo. Qualquer semelhança com o que vivemos no nosso país, não é mera coincidência.

Se uma mentira, mil vezes repetida termina sendo aceita como verdade, também é fato de que uma verdade se é repetida tantas vezes é porque carece de veeracidade. Serve como exemplo o mantra do Partido dos Trabalhadores referente as doações a campanha da presidente Dilma às eleições em 2014. “As doações são legais e declaradas a justiça eleitoral”.

                            Não creio que a liberação, ou não das drogas, deva ser alvo de tanta discussão. A princípio sou contra, mas sou ainda mais contra ter de pagar para que haja um tratamento para drogados. O Estado ao se declarar incompetente para coibir o uso se acha responsável por isto tendo que assistir os viciados. Seria menos oneroso a sociedade se liberasse o uso e se isentassem a sociedade de arcar com as consequências dos danos causados pelo uso da droga.


                            Haverá cortes drásticos nos planos de assistência social prestados pelo Governo Federal este ano. O argumento que resta ao PT é dizer que se fosse o PSDB, os cortes seriam muito maiores. Seriam mesmo. 
Afonso Pires Faria,25 de outubro de 2015.

sábado, 24 de outubro de 2015

ALIADOS E CONIVENTES.

                                 Quando eu digo que não sou a favor do impeachment da presidente Dilma, não quer dizer que eu concorde com os que dizem que isto é um golpe. Não é. Se fosse, teria sido também o do presidente Collor e isto os atuais governistas mais do que saúdam, veneram. Acham que foi a coisa mais bem feita na república, festejam e cantam loas para o fato. Porque o mesmo ato aplicado a atual presidente, que cometeu crimes muito mais explícitos e magnânimos do que o do anterior deve ter uma classificação diferente daquele. Também não sou partidário daqueles que acham que tem que deixar o governo sangrar até 2018 para lá dar-lhe o troco nas urnas. Penso que o troco tem que ser dado sim nas urnas, mas já em 2016 quando das eleições para vereadores e prefeitos. Qualquer voto dado a qualquer partido da dita “base aliada” é ponto para o PT. É assim que vai ser feita a leitura, assim que se computarem os votos. O PT, pode ter diminuído o número de prefeitos e edis, mas a base aliada, aqueles que lhe presta o nome para executar o serviço sujo, estes foram inocentados do ato infame. E seguira o partido do atual governo, mesmo com a minoria, pondo os seus asseclas a fazer o serviço no qual ele não pode sujar as mãos. Mais uma retirada de presidente do poder e se enfraquecerão as instituições e isto não é bom para o país. Pode ser horrível para o PT, mas é muito pior, à longo prazo, para o Brasil que será visto lá fora como uma republiqueta de bananas. Fiquei filiado por muito tempo em um partido da base aliada, ouvindo o argumento de que o partido, aqui no estado, é diferente. Nós combatemos o governo federal. Sim, combatiam mas recebiam verba do conglomerado para se eleger, fechando os olhos para a origem de tanto dinheiro. Não se enganem pensando que um deputado, um prefeito ou um vereador, por ser voz destoante de toda a manada, vai representar alguma coisa em termos de decisão. Quando for uma matéria importante o voto é decidido pela liderança, e esta será tão mais representativa quanto o número de votos que sua bancada recebeu, independente de existir, um, quatro ou dez deputados em desacordo com o seu líder. Não se deixem iludir com falsos argumentos de partidos que ajudaram o atual governo a cometer os mal feitos que hoje afloram nas páginas de jornais, ora na coluna de política, ora na policial. Eles fizeram, estão fazendo e farão novamente. “Cachorro que come ovelha, só que mate”.

Afonso Pires Faria, 23 de outubro de 2015. 

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

PERNICIOSO MAS POLITICAMENTE CORRETO.

                      A lei diz que ninguém pode ser condenado por um crime que quando cometido não fosse tipificado como tal. Chega a ser quase uma obviedade tal preceito, mas convém que fique explicitada tal regra. O que me chama a atenção é a existência de crimes de tortura denunciados, ainda hoje nas cadeias do Brasil e que isto não seja evitado, coibido, ou que tenha alguém responsabilizado por estes crimes agora hediondos.  Mas o que causa estranheza é que atos de supostas torturas, cometidas durante o regime militar, quando a tipificação deste ato não era nem crime, quanto menos hediondo está sendo investigado e existe intenção de se punir com o rigor da lei de agora aqueles atos do passado. O atual governo ainda acha que um tiro desferido com a mão esquerda é menos criminoso que um que foi efetuado por um destro.
                                   
                            Da plêiade de inversões de valores e tergiversações utilizadas demagogicamente pelos governos populistas, defensores ferrenhos do “politicamente correto”, atento ao que considero mais pernicioso. As cotas. As famigeradas cotas são criadas com o fim mascarado de atender àqueles que não possuem condições de ascender culturalmente, mas o critério para tal é injusto, tendo em vista que classifica o privilegiado não pelo motivo pelo qual ele não atinge seus objetivos, mas sim por outro, que pouco, ou quase nada tema ver com o caso. A cor da pele. Se a política tivesse como intuito a correção desta injustiça, e não outra, que é a de criar um conflito entre raças, simplesmente destinaria uma parte do dinheiro despendido com pagamento de faculdade para aqueles que não necessitam e destinariam para a melhor qualificação dos necessitados. O governo insiste em consertar o teto das instituições quando sabidamente o problema está nos alicerces da estrutura.

                            De encontro ao que pensa o senso comum, eu acho que a cadeia, não é para largar o cidadão em condições para conviver com a sociedade, esta é a função da família. A cadeia é uma punição. Também contrariamente ao que muitos dizem, penso não ser necessário um tratamento desumano durante a privação da liberdade dos que delinquem.
Afonso Pires Faria, 22 de outubro de 2015.

“Parece que, onde quer que o estado de bem-estar social tenha se instalado, o preceito moral “Não roubarás!” é alterado para dizer: “Não roubarás, exceto se você tiver uma causa nobre, onde você imagina que possa utilizar o produto do roubo melhor do que a vítima.” F. A. Harper