sexta-feira, 31 de maio de 2019

VERDADEIRO, MAS MUITO FALSO.


O que muito dificulta a tomada de decisão dos governos é a posição corporativista de certos setores. Deputados que quase nada tem a ver com alguma classe, para ganhar votos, trata de posar de defensor do grupo. Agora, apareceu um sujeito querendo aposentadoria especial para os garimpeiros. Não faltarão justificativas, quase todas elas verdadeiras, mas desconectadas do fato em si, para que seu pleito logre êxito. Para não dizer que apenas critico os fatos que não me prejudicam, cito o exemplo do filho do agricultor, que pelo fato de ter ajudado na agricultura quando novo, recebeu tratamento especial para a aposentadoria. Justificativa: o agricultor dá o seu suor para alimentar o povo urbano e o seu filho tem que receber estímulos para permanecer no campo. Nada mais verdadeiro, mas sem nenhuma justificativa para que outrem tenha que trabalhar mais para que ele tenha um possível estimulo para permanecer na área rural.
Afonso Pires Faria, 31.05.2019.

segunda-feira, 27 de maio de 2019

BOAS MANEIRAS E PARCIMÔNIA.


Conversar civilizadamente com àqueles que pensam diferente de nós, só nos faz bem e nos engrandece. Saber ouvir, discordar e expressar a discordância de forma elegante sem com a réplica, impedir a tréplica, é uma arte. Estou exercitando esta prática com algum êxito. Também aprendi que o que desarma mais um oponente agressivo é uma lisonja. Como faz bem ouvir pessoas sabidamente mais esclarecidas do que nós e tirar proveito disso. A princípio não é fácil pois pode passar a impressão de humilhação, mas não é nada disso, já ensinava Hugo de São Vitor. É difícil aceitarmos opiniões divergentes quando o assunto é espinhoso como política e religião. Já o futebol é um caso à parte porque não temos lógica, só paixões. Se a religião exige de nós uma parcimônia elevada para aceitarmos trocar ideias com um ateu, sendo nós fervorosos defensores do criacionismo e na existência divina, na política a coisa fica um pouco mais complicada. A fé de uma pessoa tem que ser respeitada. Até a inexistência dela. Mas quando se trata de política o assunto não exige tanto respeito e temos que, muitas vezes, nos conter para não perdermos a calma ao notar que estamos falando com uma pessoa que defende ao mesmo tempo um e outro lado. Fica difícil aceitar a pecha de fascista, vindo de um sujeito que defende um Estado que tudo pode, que a ele tudo devemos, e podemos e devemos dele tudo cobrar. Se dizem do bem e defendem regimes autoritários, são defensores das minorias e estampam no peito uma imagem de um sujeito que confinou a um campo de concentração, pessoas inocentes, pelo simples fato de terem uma orientação sexual minoritária. Um defensor da lisura nas lides com o erário que contesta a condenação de um ídolo seu, já condenado em várias instâncias, com todos os direitos de defesa possíveis e impossíveis, não pode ser levado a sério. Aquele que defende que no período militar só houve progresso, que os governos, todos, foram honestos e que não houve nenhum ato de exceção, só porque os presidentes morreram pobres, e que alguns que se disseram vítimas de torturas mentiram, também não podem ter muito prestigio. Um assunto que poderia ser discutido com facilidade, pois trata-se de ideias, somente ideias e não paixões, torna-se impossível de ser abordado porque seus debatedores não aceitam utilizar o cérebro ou o coração para tal, preferindo o fígado e eventualmente até mesmo o órgão excretor para tomada de decisões.

Pelas mãos de quem virá a resolução dos problemas existentes no nosso país, pouco importa. Mas a ideologia que ele defende é de fundamental importância.
Afonso Pires Faria, 27.05.2019.

sábado, 25 de maio de 2019

ESCRAVO POR OPÇÃO.


O indivíduo, quanto mais ignorante, mais propenso está a ser manipulado por àqueles que dele querem fazer sua ferramenta de chegada ao poder. É sabido que os governos, nas últimas duas décadas estão serviço de tornar o povo cada vez menos capacitado a discernir de forma correta, os problemas que o cercam. O objetivo disso é única e exclusivamente fazer com que o “gado” aja de acordo com o que eles desejam. Um cidadão com algum discernimento, jamais agirá contrário a obtenção do seu bem. Mas o idiota aceitará com a maior facilidade uma vã promessa, pois não terá condições de saber se ela lhe trará o bem ou o mal. Não exitará em escolher o conforto imediato, mesmo sabendo que este o conduzirá a futuros desconfortos, a si e a seus descendentes. Vejam o caso em que os brasileiros inflam o Estado e reclamam dele. Qual a solução que seria coerente para este caso? Diminuir cada vez mais a dependência deste, que não o atende. Mas o que faz o ignorante? Solicita a criação de leis que obriguem o governo a lhes atender cada vez melhor, sendo que não sabem que para isso lhes será tirado cada vem mais possibilidades de dependência daquele que é justamente quem o sacrifica. Somente serão atendidos os pleitos solicitados, se forem tolhidos mais direitos ainda do cidadão pagador de impostos, estes mesmos que imaginam que terão benesses sem que antes já não tenha pago por elas. Pior; de forma desproporcional, e em sua desvantagem. Reclamam do governo e clamam cada ver mais por ser seu escravo. Isto somente é possível ser aplicado em um povo que, pelo menos vinte anos tenha sido doutrinado para isso. A equação adotada é a seguinte: para nos livrarmos do nosso carrasco, solicitamos que ele nos aprisione mais ainda.
Afonso Pires Faria, 25.05.2019.

quinta-feira, 23 de maio de 2019

FAZER O CORRETO TEM SEU PREÇO.


Não tenho, como todos sabem, nenhuma simpatia por Lula. Também não votei em nenhum candidato a presidência que tenha sido eleito após 1988, exceto Collor. Por isso digo que sempre fui oposição. Poucos fizeram um governo digno do país que estavam a comandar, excetuando-se o Itamar. Este nem eleito foi. O ano citado como ponto de partida coincide com a proclamação da nossa famigerada CF. Um Frankistaim incrementado com todos os defeitos dos vilões de toda a história cinematográfica de todos os tempos. Como afirmei não ter nenhum apreço pelo primeiro presidente petista e nem pelos demais, quero aqui amenizar um pouco, todos os mal feitos por eles realizados. Na verdade, não tiveram eles uma oposição no nível do que hoje tem o atual governo. Fernando Henrique, por exemplo, tinha como falsa oposição o PT, que não era nada mais do que o seu aliado, o presidente estava somente aplainando o terreno para que o seu amigo assumisse. E assim foi feito. Quem não lembra o sorriso de satisfação na entrega da faixa presidencial? Mas todos eles governaram com uma espada no pescoço chamada fisiologismo parlamentar. O chamado “centrão” dava as cartas e jogava de mão, somente teve que dividir o poder, também conhecido por propina, com os seus colegas governistas. Estes receberam bem mais, mas aos fisiologistas isto pouco importava, tendo o seu garantido, estava tudo certo. E o tinham. Bastava o governante ceder aos pleitos e teriam uma vida fácil, a espada ficaria bem afastada de sua jugular. Por isso eu perdoo, de certa forma os que assim agiram para poder governar, só não sou complacente com o que amealharam para si e para os seus, com prejuízos nefastos a nação, foi este o caso do Lula. Não resistiu as tentações da carne, ao contrário dos presidentes anteriores, mais fisiológicos. Agora o novo governo, que foi eleito com intensão de não ceder, conta com uma oposição raivosa e um grupo comprometido em não perder o poder de chantagem. Este tem uma espada na jugular e um punhal à altura do coração. Ou cede, ou terá muito trabalho para conseguir se safar desta sinuca de bico, tendo em vista que os homens de pouca fé, que queriam resultados imediatos, já estão descrentes do sucesso da empreitada. Pior, por qualquer puerilidade, detonam o governo como se fosse um descumpridor de todas as promessas de campanha. Povo ignorante não merece um governo decente.
Afonso Pires Faria, 23.05.2019.

quarta-feira, 22 de maio de 2019

CUIDEM DE MIM QUE EU NÃO SEI CUIDAR.


Pode parecer revoltante, mas é plenamente justificável. Os informativos locais gastam quase todo o tempo de reportagem falando e carência de educação e saúde. Uma simples informação de falta de médicos em um posto de saúde, é contemplado com mais do que o dobro do tempo necessário para isso. Entrevistam um paciente, outro e mais outro, sempre com situações, as vezes pueris como uma simples dor de barriga, mas se tornam um drama quando relatado pelo paciente. É justo o pagador de impostos passar por estas carestias? Claro que não, mas o drama não é tamanho que justifique tal espaço de reportagem e nem tamanha relevância. Não deixa de ser diferente em outro assunto muito significativo para a população que é o ensino. Alunos de uma escola que sentiram necessidade de uma área de convivência, pois a que tinham foi interditada por estar em péssimo estado de conservação, vira um drama shakespeariano. Alunos reclamam de forma acintosa e em tons dramáticos a falta que faz o espaço que lhes foi usurpado. Encenam um teatro para demonstrar o fato, mas se olhássemos o local ora faltante a pouco tempo atrás, se veria um ótimo patrimônio. Não conservaram, picharam, quebraram e usaram o bem como se não fosse seu, de fato não era. Tivessem sido chamados a responsabilidade de consertar o que haviam quebrado, estariam os mesmos, queixando-se da arbitrariedade e truculência do poder público para com a comunidade. Mas que reclamem e que se divulguem as reclamações. Agora pergunta para qualquer um se eles não achariam melhor que eles, em vez do governo cuidasse destas necessidades! Mesmo os que admitirem que seria melhor eles próprios serem responsabilizados pelo que hoje pleiteiam, se perguntado em que ideologia votaram, a maioria dirá que foi em um candidato que lhe prometeu todas as facilidades e que hoje está lhe negando. A séculos é assim: entregam tudo aos cuidados do governo, e depois reclamam que não são atendidos. Quando lhes é oportunizado alterar o sistema, negam-se a fazê-lo. Preferem mesmo ser gado.
Afonso Pires Faria, 22.05.2019.

segunda-feira, 20 de maio de 2019

INIMIGO NA TRINCHEIRA.


É inegável a existência na face da terra de pessoas que somente veem na floresta, lenha para fogueira. Fosse esta, para aquecer algumas pessoas, seria perdoável, mas não. A fogueira por muitos idealizada é para aquecer a si próprio ou para destruir o bem construído por outros. Se existe isto na humanidade em relação a pessoas, existe também em relação a ideias. Algumas religiões, tem como mote destruir todo aquele que pensa diferente de si, tratando-o como infiel, inimigo. Para o caso político não é muito diferente. Alguns elementos, no desespero de amealhar para si o máximo possível, não se importam com o mal que com isso, causa aos demais partícipes do seu meio. Sempre com um discurso falso de que está procurando o bem dos seus semelhantes, estes ninguém mais são dos que os seus e ele próprio. Pouco interessa se o monte é suficiente para satisfazer as necessidades básicas e de algum conforto. O objetivo não é só material, mas também de poder. De poder ilimitado e que despreza o seu semelhante. São poucos àqueles que se dispõe a sacrificar parte de sua existência para se dedicar a uma causa nobre. Quantos foram os exemplos, conta-se nos dedos de uma mão, se considerarmos toda a humanidade. Mas em algumas comunidades, encontra-se facilmente pessoas abnegadas que dedicam parte do seu tempo para atender o seu bairro e alguns vereadores e prefeitos a fazer prosperar a sua cidade. O número e volume de pessoas com esta índole, vai diminuindo proporcionalmente ao tamanho da população e do território que abrange sua atuação. Veja agora o caso do atual presidente que já demonstrou seu grande desprezo aos bens materiais e, pelo menos até agora a um projeto de poder também. Mesmo sabendo do risco que corria ao contrariar o establishment, se arriscou e quase perdeu a vida por isso. Não desistiu e segue tentando salvar o nosso país das mazelas causadas a ele nos últimos 21 anos de governos com fins evidentes de servir a uma causa muito maior do que o atendimento de uma nação. É tosco o nosso presidente? É. Assim como inábil para lidar com os pleitos dos vários seguimentos que necessitam de urgente atenção. Mas existe dificuldade se não impossibilidade de seguir a dois senhores concomitantemente. Os problemas do Brasil na atualidade são profundos. Foram mais de duas dezenas de anos com árduo trabalho para se construir o que aí está posto. O mal maior só ainda não foi causado porque o tempo gasto para isso foi dividido entre efetivação do trabalho e a construção de alicerces para que, em um eventual afastamento do poder, ele frutifique através de sementes que foram plantadas no longo do caminho. Destas sementes, a mais perigosa foi a incapacitação do povo de reagir, tanto física como intelectualmente. Desarmando e desinformando, respectivamente. Com um discurso fácil de atender as classes mais pobres, não fizeram isso sem servir avultadamente os mais ricos primeiramente, como também criaram uma luta de classes para impedir que se desgarrassem do rebanho, os que foram parcamente atendidos. Existem dois elementos que bem representam os dois lados ideológicos do nosso país. Ambos, a meu ver, abnegados pela causa e agindo sem fins pessoais. Falo de Bolsonaro e José Dirceu. Qualquer pessoa que se dedique a estudar a conjuntura do nosso país, seja durante toda a república, seja durante e após a era Vargas ou a nova situação pós 1988, saberá distinguir perfeitamente quem são uns e outros. Os de direita, os de esquerda, os patriotas, os entreguistas, os esquerdistas patriotas e entreguistas e também os de direita patriotas e entreguistas. Poderia eu aqui ficar criando e mesclando os vários representantes de políticos do nosso país, mas me ative apenas a estes. Estamos em uma encruzilhada. Ou salvamos o país aceitando sermos governados pelos que foram eleitos pelo povo, ou retrocedemos e seguimos os caminhos que estávamos. Não condeno quem escolha um ou outro. Apenas gostaria que todos tivessem ciência de que eles são diametralmente opostos e que existe sim, segundo meu ponto de vista, um risco de enveredarmos para um governo que se torne impopular, mas isto eu creio que é um risco e não uma certeza. A certeza para mim está em que a sequência do governo anterior era o de se tornar cada vem mais popular, mas no pior sentido que esta palavra represente. Seria um governo que já foi testado várias vezes e com fracassos com consequências cada vez mais desastrosas. Espero ter deixado transparente a minha parcialidade, mas que não tenha sido tão parcial que descontextualize o que, de fato é, a situação que vive o nosso Brasil nestes períodos.
Afonso Pires Faria, 20.05.2019.


sexta-feira, 17 de maio de 2019

INVERSÃO DE VALORES.


Sei que pelo meus parcos conhecimentos, não consigo penetrar nas profundezas das técnicas relativas a comunicação. Mas pelo pouco que sei, porém, me arvoro a dizer que consigo perceber a malicia de certas atitudes. Vejam por exemplo o que faz a imprensa brasileira, mais precisamente a maior emissora do país. Com a falsa intensão de dar voz ao povo, colheram e divulgaram quais os maiores e mais importantes pleitos do povo. Quais foram? Saúde, segurança e educação. Nada de surpreendente. Mas baseado nisso o que eles fizeram? Deram ênfase a estes assuntos, mas não de forma mais profunda e sim superficial. Quando tratam de saúde, falam em vacinação e o mal que causou a população mais pobre, a retirada dos médicos cubanos do serviço que prestavam a população mais pobre. Quando falam em segurança, destacam o perigo que será se todo o cidadão possuir e portar uma arma e mostram agressões no trânsito supondo que, se houvesse um dos elementos armado o mal seria ainda maior, também informam os maus trato dos que são encarcerados de forma desumana e em desacordo com as normas defendidas por organismos internacionais de direitos humanos. Quanto a educação, distorcem os fatos e atos do atual governo, demostrando de forma totalmente incorreta, todo e qualquer contingenciamento, como se fossem cortes. Deixam de mostrar o antro que é uma universidade federal e dos desvios que eram feitos com os recursos que foram tomados do povo mais pobre para utilização no mínimo duvidosas. Desconsideram totalmente que, o que chamam de democratização, nada mais é do que uma transferência de recursos retirado dos mais pobres, em pequenas quantidades, mas em grande número, para transferir a uma considerável parcela de ricos que estão sendo beneficiados com verbas federais, sem terem a menor necessidade disso.

Destruíram a economia do país e não contente com isso, ainda tentam desesperadamente impedir a atuação dos que querem conserta-la.
Afonso Pires Faria, 17.05.2019.