segunda-feira, 30 de novembro de 2015

SITUAÇÃO PERICLITANTE

-Os governistas estão acusando a Polícia Federal e Ministério Público de prática de tortura ao prender os criminosos e relaxar suas prisões a troco de delação premiada. Quer vê-los mudarem de ideia? É só dizer que o próximo delator irá falar sobre as privatizações do FHC. De uma hora para a outra a prática passa de tortura a uma benevolência merecida ao preso.

-Após a instalação de um governo adepto da “República Bolivariana”, não é só pelo voto que lhes tiram o poder. Macri, na Argentina, vai enfrentar as “Mães da praça de maio”, aqui no Brasil, a coisa é bem mais numerosa e diversa.

-A inflação em uma economia de mercado é causada por diversos fatores, alguns controláveis por medidas governamentais, outros não. Quando temos escassez de um ou mais produtos e estes não possuem um similar no mercado, o seu preço aumenta. Isto é da lei da oferta e procura e o governo não deve, ou não deveria intervir, sob pena de beneficiar uma parte da população e prejudicar outra. A única forma correta de o governo influenciar na redução da inflação é baixando impostos. Quando o governo tem alguma necessidade financeira e a inflação está controlada, é justo e correto efetuar um aumento na carga tributária para satisfazer suas necessidades. O problema do nosso país atualmente é que o governo tem necessidade de recursos e uma inflação acima do teto estabelecido pelo próprio governo como admissível. Uma equação difícil de ser resolvida. Somente um governo com forte apoio popular poderia tomar uma medida austera e resolver o problema. Não temos no Brasil nada que ajude.


-Delcídio, o idiota, segundo Lula, não soube fazer a coisa certa desta vez, por isto foi chamado pelo epíteto pelo mandante da coisa. Aquele que nada sabe e nada viu. Será que o senador, de uma hora para a outra, ficou burro e não sabe mais fazer o que já havia feito antes com tanta habilidade. É que Marcos Valério não tinha um filho que fizesse a gravação e o negócio, ou negociata, deu certo. Aguardemos o desfecho desta trama. Um ministro já disse que o pior está por vir. Os fatos ocorreram e existem provas, o problema é que os envolvidos são de tamanha magnitude, que não se pode prender todos de uma só vez, sob pena de uma convulsão nacional.

-Até quando os ingênuos vão acreditar no que estão ouvindo e deixar de lado o que os seus olhos veem? A pergunta menos temida e a mais fácil de ser respondida é a que frequentemente se faz ao Partido dos Trabalhadores. Trata-se da origem das doações. Ora isto é a coisa mais fácil de responder: “Foram todas elas legais e regularmente, contabilizadas.” A pergunta que deveria ser feita, e não é, seria onde está todo o dinheiro arrecadado e desviado das falcatruas petistas pelo país. Eles fingem que temem a pergunta para dar um grau de importância ao interlocutor, mas este não é nada mais do que um instrumento a seu serviço. São os jornalistas chapa branca.

-A forma de governo adotado pelo nosso país na Constituição de 1988, que é um misto de parlamentarismo com presidencialismo, só funcionaria em um país com o povo altamente educado e um governo totalmente honesto. Não temos no Brasil, nem um nem outro. Desnecessário discorrer sobre o desfecho.
Afonso Pires Faria, 30 de novembro de 2015.


sábado, 28 de novembro de 2015

CURTAS

É no mínimo curioso o fato de o presidente da Câmara dos Deputados ser o responsável pelo não encaminhamento de pedido de afastamento da presidente e os militantes petistas solicitando a sua derrubada. É o legítimo morde e assopra.

Como podem os defensores dos atuais imigrantes africanos, no intuito de defendê-los, comparar a sua imigração a dos japoneses, alemães, italianos e portugueses? Será só ignorância ou tem algo a mais por trás disto?

É uma incógnita, para alguns, não para mim, porque que os sindicatos, centrais sindicais e movimentos populares ainda dão apoio a um governo que só faz sacrificar a classe operária.

Os participantes do atual governo eram críticos ácidos às privatizações quando estavam na oposição. Depois, quando no governo, passaram a admiti-las, mas somente se fosse para beneficiar a população, ou seja, de forma a sacrificar o comprador vendendo a quem oferecesse a menor tarifa. Agora com o leilão das hidrelétricas, capitulou de vez.

Possivelmente o presidente do PT irá se arrepender de ter jogado o senador Delcídio aos leões. Por ele não ser de origem petista e por ter agido para se defender, e não ao partido, foi abandonado pela cúpula partidária. Os que possuem mandatos foram unânimes em condenar a atitude do Sr. Rui Falcão. Teriam eles medo de alguma retaliação por parte do  senador preso?

Os muçulmanos fogem de onde estão para viverem em um mundo o qual eles abominam e os mais radicais querem exterminar. Eles tem  certeza de que conseguirão implantar no mundo ocidental o seu modo de vida, tal a passividade e ingenuidade dos governantes dos países que os acolhem. Haverá arrependimento, mas já será tarde.


Em um almoço na sede da CUT, Lula teria dito que Delcídio teria cometido uma atitude de imbecil. O Instituto Lula, tratou de desmentir a fala. Mas é assim mesmo o sujeito faz e diz que não fez, fala e diz que não falou. Tudo de acordo com a plateia que lhe está presente. Tivesse o senador a mesma perspicácia do filho do Serveró, e gravado uma só conversa que teve com o Lula, estaria sendo bajulado e não criticado.

Mais um pedaço do rolo de papel higiênico que o partido, para o qual os fins justificam os meios, foi usado. Foi usado e jogado na lata do lixo.

O povaréu está fazendo um estardalhaço contra os deputados governistas que votaram contra a vinculação do reajuste dos aposentados ao Salário Mínimo. Esquecem-se, portanto que ele era, e foi tirado por um governo que os justiceiros de plantão hoje, defendem.
Afonso Pires Faria, 28 de novembro de 2015.



quinta-feira, 26 de novembro de 2015

ATROPELOS PERIGOSOS



A República Federativa do Brasil é composta por três poderes, Executivo, Legislativo e Judiciário, independentes entre si e cada um com sua função. Esta independência é que permite que nenhum poder possa, de forma autoritária tomar medidas em descumprimento a nossa lei maior. A Constituição Federal. A nossa atual data de 1988. Esta, na  Seção V no Art. 53 trata da inviolabilidade dos parlamentares. No parágrafo primeiro explicita quem os julga, o STF, no segundo o procedimento dos poderes no caso de prisão. O STF terá que encaminhar a casa do respectivo condenado, a solicitação de sua prisão e esta avaliará por voto da maioria a sua autorização, ou não. Esta já é uma nova redação que não impõe a forma de votação, que antes era secreta. Para os casos de omissão ou de lacunas de procedimentos, existe um Regimento Interno na casa que supre as dúvidas. O Regimento do Senado diz claramente que nos casos de prisão, a avaliação por parte dos pares deverá ser de forma secreta. A intenção desta regra é para preservar os colegas de futuras retaliações. O que ocorreu no senado no dia 25 de novembro, a meu ver, foi uma sucessão de atos totalmente ao arrepio das normas. Primeiro: uma vez esclarecido por parte do presidente da casa que a votação deveria ser secreta, de acordo com o RI, não haveria porque ele consultar o plenário se seria ou não secreta. Fez isto. Segundo, e a meu ver a mais grave das atitudes, foi tomada pela oposição que, ferindo a norma de independência dos poderes, e diminuindo o poder de sua própria instituição, entrou com um mandato de segurança, caso a votação fosse de forma secreta, para anulá-la. O pior é que contrariando a norma a votação foi aberta, e se não tivesse sido, já havia no final da apuração a intervenção do STF obrigando a o presidente Renan a efetuar a votação de forma aberta. Esta intervenção de um poder em outro não é saudável a democracia e o que mais causa preocupação é que esta se deu com a conivência do poder que deveria se preservar. Tudo em nome do populismo barato e rasteiro com fins eminentemente eleitoreiros. Afinal de contas o que se visa é a eleição este é o fim precípuo de um parlamentar, embora não devesse ser. Eles, mesmo de forma enrustida rezam na cartilha de que os fins justificam os meios.
Afonso Pires Faria, 26 de novembro de 2015.


quarta-feira, 25 de novembro de 2015

SOLTEM O DELCÍDIO.

Quem não é soldado do partido e é preso pela operação lava jato, faz delação premiada e fornece dados importantes. Bumlai, não é soldado do partido e foi preso, logo......

Chega a 20% o percentual de jovens desempregados no país. Os jovens petistas, elegendo bandidos como heróis. Alguém tem algum palpite de qual a carreira que estes militantes seguirão?

Dilma prometeu fazer uma recuperação no rio doce para entregá-lo melhor do que ele era antes. Assim foi com o Brasil.

Foi preso em Brasília neste dia 25 de novembro o Senador Delcídio do Amaral que era filiado ao PSDB.

Bunlai disse que não era tão próximo assim de Lula como dizem, mas era um dos poucos, se não o único, que tinha passe livre para entrar no gabinete do presidente. Tu vai acreditar no que eles dizem ou no que os teus olhos veem?

Petistas soltos no Brasil serão tão raros como o mico leão dourado.

O senador Delcídio, em nome da democracia e da independência dos poderes deve ser solto imediatamente, voltar para o senado, ser julgado pelos seus pares e se perder o mandato, aí sim, ser julgado pelos seus erros.
Afonso Pires Faria, 25 de novembro de 2015. (20 horas e 20 minutos)


segunda-feira, 23 de novembro de 2015

FRUSTRAÇÕES E DESESPERANÇAS

                  Que outro partido político poderá assumir o governo do Brasil que proporcione tanta liberdade e verba aos movimentos sociais que nem o atual grupo governista? Não acredito que haja algum, e estes grupos sabem muito bem disto e não vão vender fácil a entrega do poder. Eles não terão nenhum escrúpulo em cometer qualquer tipo de atrocidade para a garantia do óbolo, e tomem cuidados os que respeitam a lei, para quando eles gritarem “movimentos sociais brasileiros; uni-vos”. Haverá derramamento de sangue, choro e ranger de dentes.

                            Os que classificam como um atraso a imposição do voto impresso nas urnas eletrônicas, não deixam de ter razão. Uma vez optado por um sistema moderno a justificativa para dar-nos um passo atrás, só se justificaria por um argumento muito convincente como a desconfiança de fraude por exemplo. O problema é que no nosso país, com os governantes que tem, não podemos deixar o mínimo de chance para que haja alguma chance de que se cometa alguma irregularidade que ela será aproveitada.

                            Acompanhei a votação, pelo Congresso Nacional, da derrubada do veto da presidente Dilma do reajuste aos funcionários do poder judiciário. Finda a votação e derrotados, a plateia ensandecida falava impropérios aos parlamentares governistas, ou que votaram com eles. Fiquei imaginando o arrependimento que aqueles participantes da plateia, que votaram no PT, devem estar sentindo. Mas não tem problema, já em 2016 eles novamente serão cativados pelo sindicato ou pela central sindical a fazer o mesmo. E farão.

                            Ouvi a notícia de que o governo admite que obras de infraestrutura, poderão ter a participação de fundos de pensão para a sua construção. Senti neste “poderão”, um certo grau de imposição.

                            No Brasil, não é só o que se ouve que é diferente do que se diz. Algumas vezes o ouvinte ouve exatamente o que o locutor falou, mas interpreta de forma diferente. A culpa é ora de um, ora de outro. Ocorre que muitas vezes a notícia é dada de forma à exatamente confundir o povo menos esclarecido. Um exemplo claro disto foi o resultado da auditoria que a oposição solicitou fazer nas urnas eletrônicas. Terminada a auditoria, os analistas informaram não ser possível se fazer uma auditagem nos referidos equipamentos. Notícia que saiu na imprensa: Oposição declara que as urnas são seguras.

                            Temo pela segurança de um país que tem um partido que chegou ao poder, e pretende permanecer nele ad eternum, dizendo-se ser o partido da ética, da honradez, da moralidade e da honestidade e agora tem na sua juventude, militantes que saúdam como heróis, delinquentes e ladrões. Gente que esteve no poder e deveria envergonhar qualquer entidade que a tivesse um dia os abrigado nos seus quadros. Tudo isto acontecendo, sem termos uma entidade que possa tomar o poder para acalmar esta horda. Este partido, apesar de ter pregado a moral e a democracia como mote, jamais teve esta inspiração para governar. Seus quadros possuem elementos que foram assaltantes, assassinos e justiceiros. Não seria assumindo o poder que se converteriam em santos.

                            O ex senador Suplicy, após receber um “chá de bando”, teve suas esperanças de ser recebido pela “presidenta”, frustradas. Este foi mais um dos pedaços do rolo de papel higiênico que serviu para limpar a sujeira da bunda do partido que está no poder. Foi um triste e melancólico fim que tiveste senhor senador. Mas mereceste, assim como os outros lacaios que serviram ao governo e hoje estão presos ou foram descartados na lata do lixo. Outros mais virão. Tantos quantos forem necessários para manter no poder o partido que se dizia da ética. Merecem todos. Até tu petista ferrenho que está lendo este texto, um dia me olhará nos olhos, como muitos já fizeram e me dirão com voz rouca baixa e trêmula: é, tu tinhas razão. Mas já será tarde e nem eu vou poder rir dele por pena. Pena esta que certamente é imerecida.
Afonso Pires Faria, 23 de novembro de 2015.


domingo, 22 de novembro de 2015

FAMÍLIA OU UM CONGLOMERADO?


                            Mais de uma vez a sociedade e os entes representativos foram chamados a opinar sobre o assunto família e em todas elas deixou brecha para deturpá-la e atacá-la, direta ou indiretamente e na maioria das vezes de forma vil, pela frente, retaguarda, por cima, por baixo e pelos flancos direitos e esquerdos, mais estes do que aqueles. Mesmo existindo na Constituição Federal o conceito explícito do que é uma família, este foi reforçado como sendo a formação de um par entre um homem e uma mulher, quando da consolidação do que seria uma união estável. Mas os que lutam, de forma incessante e violenta contra a manutenção do que é uma família tradicional, não desistem de que se forme um conceito diferente do que seja um homem e uma mulher. Estas derivações conceituais estão, de forma mascarada, tornando possível a criação de um conglomerado de homens, mulheres com o conceito de família. Pode ser tudo, menos família. Para os homossexuais não basta viverem juntos e em paz, eles querem que haja na sua união o nome de família, deturpando assim o que, de fato, é uma família. Se o gênero foi alterado, o número, o grau e a espécie, é só uma questão de tempo e teremos que aceitar como família um grupo de coisas, animais e gente em número incerto e não sabido com este conceito. As funções exercidas por cada membro da família já foram descaracterizados a bastante tempo quando a mulher não mais exerce a função precípua de cuidar do lar e o homem de sustentá-lo. A mulher, antes responsável apenas aos afazeres domésticos passou a exercer funções, antes destinadas somente ao sexo masculino. Foi iludida com isto como se fosse um direito seu, e hoje é uma obrigação. Mulher, que tinha o direito de trabalhar, agora já tem a obrigação. Pior. Pensa que isto é um direito seu. Quando vejo a notícia de falta de creches em um município, fico a pensar no ditado que o assaltante de bancos usa para amenizar o seu crime, “o que é pior para a sociedade, assaltar ou fundar um banco?”. Penso o mesmo, sobre qual é o crime maior para uma sociedade, a não existência de creches ou a necessidade de sua existência? Quando tivermos vivendo novamente nos primórdios da selvageria, nos daremos conta dos valores que fomos perdendo pelo caminho e sentiremos falta de uma família tradicional. Estaremos em plena barbárie.
Afonso Pires Faria, 22 de novembro de 2015.