terça-feira, 22 de agosto de 2017

AÇÕES PRECIPITADAS.



Até onde vai o direito coletivo em detrimento do individual? Qual o limite de manifestação do indivíduo? A quem é dado o direito de emitir juízo de valor sobre os indivíduos? Penso que sempre que possível devemos beneficiar o maior número de pessoas, mas se tivermos para isto que agir com violência e contra a vontade do possuidor do bem a ser dividido, deixa de existir uma benevolência, para ser cometido uma injustiça. Imagino também que um cidadão pode perfeitamente se manifestar dizendo-se não gostar de negros, embora não seja isto uma boa conduta. Vivemos em uma época em que o simples fato de eu não concordar com o casamento gay, sou rotulado de homofóbico, embora não tenha por gays nenhuma aversão. É o coletivo impondo normas ao indivíduo o tempo todo. Vamos a um fato: Uma mulher por julgar que o comportamento de um deputado é contra os gays, achou-se no direito de agredi-lo fisicamente. Uma professora achou o gesto perfeitamente normal e manifestou-se publicamente a este respeito. Esta mesma professora, chamou a atenção de um aluno em sala de aula e foi agredida por este aluno. Onde estão os limites desta gente que acha normal a agressão por um motivo de suposto conceito, mas não acha normal ser agredida por uma ação que ela cometeu contra um aluno que, segundo os conceitos das agressoras e agredidas respectivamente. Ou seja, tu tens o direito de agredir uma outra pessoa por um suposto conceito que tu tenhas dele, mas não podes ser agredida por um ato que tu tenhas cometido. Refuto todo e qualquer tipo de violência, mas como explicar que um pode e o outro não?

A emenda parlamentar de um político destinado a verba para qualquer finalidade, por mais nobre que seja, tem que ser olhada com muito cuidado, pois ele está transferindo dinheiro que poderia ser talvez, mais bem aproveitado em uma comunidade mais carente da qual foi destinada, mas que não lhe renderiam votos.

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

LEIS ESDRÚXULAS.

Tanta são as leis existentes no nosso país que é praticamente impossível um cidadão, vez por outra, não incorrer em uma infração. A impunidade é um estimulo para que se pratique crimes. Inicia-se com um de pequena monta, como por exemplo, jogar um papel de bala no chão de uma rua qualquer de Caxias do Sul. Esta lei é descumprida diariamente por muitos caxienses, não porque eles sejam transgressores, é porque, além de serem desleixados, ignoram a existência de uma lei, que criminaliza esta atitude. É lei, acreditem, e sujeito a multa. Como não se punem estas pequenas infrações, as maiores, ficam também ignoradas ou servem como argumento para que, já que não se pune um, que não se puna os outros também. O excesso de leis é um convite ao seu desrespeito. Por isto, quando acusam um deputado ou senador de não ter apresentado nenhum projeto de lei, vejo nele um potencial merecedor de meu voto, e não ao contrário do que o “povaréu”, classifica como benéfico.

O que me deixa contrariado é a dissimulação. Gente que se diz defensor dos direitos humanos, da democracia e da livre manifestação, não poupa seus adversários, utilizando-se de métodos que vem totalmente de encontro a estes princípios. Defender regimes com atitudes totalmente ditatoriais como Cuba e Venezuela, em nada depõe a favor da democracia. Não acho simpático demonizar um ou outro regime de governo. Posso ter minhas preferências mas devo respeitar a dos outros. Somente me recuso a argumentar com quem se diz democrata e defende a ditatura e o comunismo. Uma total incoerência que faz com que qualquer tentativa de diálogo se desfaça. Se tu és simpático a ditadura, respeito o teu direito de livre pensar, mas tenha a hombridade de assumir esta posição e não de se esconder atrás de um escudo diametralmente ao oposto de teus princípios.

Se um macaco pode subir em uma árvore e um humano também pode, pode-se concluir que uma garrafa possui cheiro. Esta, para mim foi a lógica utilizada pelo STF, para concluir que como uma união estável pode ser considerada como casamento, o fato de duas pessoas do mesmo sexo conviverem juntas, isto lhes dá a legitimidade de serem consideradas como se de sexo diferente o fossem, e assim fosse permitido o casamento entre eles. Assim também agiu o STJ, ao condenar um deputado a indenizar uma deputada que defendia estupradores, por dizer que não á estupraria, como se isto fosse um estímulo ao estupro.

Eu não me importo se esqueceram os crimes cometidos pelo Lula e estão perseguindo outros políticos que não do PT. Enquanto a Lava Jato estiver prendendo bandido, para mim não interessa a ordem dos crimes cometidos e nem a que partido pertençam.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

CRIATIVIDADE ZERO.



- O governo, agora, sinaliza com um congelamento no reajuste de salários dos servidores federais. Pois eu vou além: Aceito também não ser reajustado no meu salário de aposentado. Mas onde está a contrapartida? Se, sabidamente a culpa das dificuldades em fechar as contas do orçamento governamental, é do inchaço do Estado, como pedir sacrifício de quem, até agora, foi o único a contribuir? A lógica governamental é a seguinte: se o povo está sofrendo por causa de um Estado avultado, avultaremos mais o ente governamental e sacrificaremos mais ainda quem está sofrendo para isto.

- Estamos em uma fase de reconhecimento dos erros. O PSDB, foi para a mídia reconhecer que errou. Muito do nosso dinheiro foi gasto para eles dizerem isto. E querem que nós, os pagadores de impostos, incrementemos este tipo de estímulo a enganação ao povo, com financiamento público. Já o PT, foi mais altruísta, não gastou dinheiro público para reconhecer o seu erro. Esta missão, coube ao seu líder maior ao proferir uma palestra para alunos e professores de uma faculdade de direito. Ocupou-se o sr. Luís Inácio a reconhecer os erros maiores do partido quando no governo: Não terem “melhor orientado” as FFAA, e não terem “democratizado” a imprensa. Leia-se: Não aparelharam uma e não censuraram a outra.

 - Meu Deus. O governo agora prepara uma PEC, para implantar; atentem: “efetivamente” o teto remuneratório dos servidores dos poderes, Executivo, Legislativo e Judiciário. Bando de palhaço é que são, ou que somos. Até quando este povo vai aceitar estas mentiras deslavadas. Faz mais de 10 anos que, ano sim ano não, se faz uma lei nova para se regular os salários e nada se efetiva.

- Se pode perfeitamente fazer uma campanha eleitoral, altamente esclarecedora com financiamento público com um gasto infinitamente menor do que se pretende. Basta alterar o nome da campanha de propaganda, para esclarecimento. Seria além de menos oneroso, mas esclarecedor.

- Quando o governo acena em não dar o reajuste de salário aos funcionários públicos, eles alegam que tem direito a ele. Sim. E nós a obrigação de pagá-los.

- Vocês lembram da geração em que os filhos não podiam ouvir como resposta paterna a palavra “não”? Estão aí hoje, a invadir escolas, impedindo os outros de estudar, sem a possibilidade de serem contrariados. Não foram acostumados com isto.

- Em qualquer país minimamente sério como Burkina Faso, partidos como o PP, PMDB e PT, já estariam extintos. O PSDB, só não, por falta de oportunidades.