sexta-feira, 14 de novembro de 2014

NÃO TEM COMO NÃO DAR CERTO.


Enquanto as eleições forem da forma que são, os resultados serão sempre os mesmos, ou seja, não espelharão a realidade por mais que ela seja explicitada nas fuças de todo o povo. Munido de um bom marqueteiro um candidato que não tiver escrúpulos em segui-lo, obterá sucesso com toda a certeza. Um mundo fantástico, totalmente descolado da realidade poderá ser montado por aquele que se dispuser a conquistar o cargo maior da nossa pobre república. Ele poderá ser um poste ou uma tartaruga em cima dele, qualquer energúmeno atingirá qualquer alvo se se prostituir ao marqueteiro. Faça o que o mestre mandar. Pronto. Some-se a isto um oposicionista fraco, cheio de medo de ferir a sua honra ou de ser politicamente incorreto e dizer a verdade. Um adversário com um telhado de vidro, que tenha um vice que é irmão siamês do candidato inescrupuloso. Esta pronta e resolvida as eleições no Brasil.
O candidato Aécio não podia agredir a candidata Dilma de estar quebrando o Brasil que esta já vinha com o argumento de que o seu mentor FHC havia quebrado ele antes, mesmo que isto não fosse verdade, mas para um povo com poucas luzes, dito com tanta ênfase se torna verdade inconteste. Os crimes de lesa pátria cometidos pelo atual governante nem foram citados nos debates eu não sei por que, mas deve haver um motivo semelhante ao do porque não foi dito que o “coração valente”, de valente não tinha nada e sim de ser uma guerrilheira, mas isto não poderia ser dito o seu vice, Sr. Aécio, tal como Zé Dirceu, era companheiro de armas da sua adversária. Impossível tocar no assunto não é mesmo? Quando se tem de um lado a mentira e do outro a covardia, exposto a um povo ignorante, 99,8% das vezes vence o primeiro.

Afonso Pires Faria – 13.11.2014.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

DE LÁ PARA CÁ.


Conta-se que em uma pequena cidade do interior deste meu Brasil havia anualmente uma competição para saber qual agricultor colhia a maior espiga de milho na sua propriedade. Estranhamente era sempre o mesmo agricultor que ganhava o prêmio, e em comemoração à vitória, brindava todos os seus vizinhos com a semente da espiga vencedora. Um dia questionado de como é que ele conseguia sempre vencer, e  porque de fazer a distribuição da melhor semente, uma vez que estaria, de certa forma contribuindo com os futuros adversários. Respondeu ele que uma coisa era consequência da outra, com os vizinhos com uma lavoura de alta qualidade a sua receberia uma polinização também de alta qualidade.
As coisas migram de um local para o outro em pequenas e grandes distâncias. Se copia as coisas que estão dando certo em uma cidade vizinha, assim como um estado pode adotar medidas promissoras tomadas por outro dentro de um país. Assim também as ideologias vão se aperfeiçoando e os governos adotando políticas que deram certas em determinados países ou continentes.
Estranho, porém, é quando copiamos algo que não deu certo. E isto está acontecendo, e bem embaixo do nosso nariz, quem que alguns se deem conta disto. Quando caiu o muro de Berlim em 1989, e tivemos a impressão do fracasso de um modelo que ceifou vidas tanto pela miséria quanto pela tentativa de fuga do regime, o nosso glorioso Luís Inácio, juntamente com o visionário Fidel Castro, tiveram a brilhante ideia de criar o Foro de São Paulo com a função precípua de recuperar na América Latina o que foi perdido no leste europeu.
O que lá se perdeu? Todos sabem, ou deveriam saber ou pelo menos perceber que, se houve só comemoração por parte tanto do lado oriental quanto ocidental daquela cidade, o que se perdeu não foi algo a se lamentar, mas nós estamos trazendo para cá. Certamente a nossa lavoura não será fertilizada com pólen de boa cepa. Eles se livraram das plantas de má qualidade e nós às estamos recebendo de braços abertos. Pobre continente o nosso, pobre país em que vivemos.

Afonso Pires Faria – 11.11.2014.

sábado, 8 de novembro de 2014

CONFORME O VENTO.


O que um gaúcho imaginaria de um amigo que torce para o Inter quando este esta ganhando e deixasse de torcer quando tivesse perdendo, e passasse a torcer para o time adversário? Certamente este seria considerado “melancia”, serviria de chacota e não levado a sério. Mas se para o futebol, que em nada implica nas nossas vidas, somos tão rigorosos, porque para a política e para a administração pública, somos tão coniventes com as trocas de opiniões? Vejo hoje partidos da oposição, defenderem o fim da reeleição com argumentos sólidos de que o governante, no poder, pode interferir no andamento do pleito, tendo em vista a sua influência nos meios financeiros governamentais. Ora, estes mesmos partidos outrora foram os que defenderam e implantaram este expediente, e hoje vendo beneficiar o adversário repudiam-no. Quando o partido opositor ao atual governo, supostamente cooptou parlamentares para votar a favor da reeleição foram veementemente criticados pela adoção de tão nefasta prática. Hoje no poder se adota descaradamente, e agora com provas contundentes, esta prática.
O partido que esta na situação jacta-se de ter tido votos nos rincões menos favorecidos da pátria, alegando que beneficia os desvalidos, no que é criticado pela oposição que diz serem estes os votos mais desqualificados. Discurso este que era exatamente o oposto de quando as situações estavam invertidas.
Daí fica a pergunta: como pode um político que adota tal prática, olhar-se no espelho pela manhã sem ruborizar-se? Seria ele dotado de tamanha imbecilidade que fica convencido de que está praticando a coisa certa? O caso Maluf – Sarney – Lula – Collor – Marina, é emblemático. Odiavam-se e passaram a se amar e amavam-se e passaram a se odiar, com data certa para novamente alterarem os gostos. Data esta que será as próximas eleições onde os arranjos serão novamente efetuados e o ódio vira amor e o amor novamente vira o ódio sem nenhuma cerimônia e sem nenhuma vergonha na cara.

Afonso Pires Faria. 01.11.2014.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

É, MAS PODE NÃO SER SENDO.


Ao causar no povo uma confusão mental tamanha que alguns, menos dotados do poder de discernir, pensam estar tudo normal. No livro 1984 de Jorge Orwell, ele demonstra como age um governo com pendores totalitários. Um deles é de manter o povo em constante confusão. Ora o amigo é um ora é outro, ora a verdade é uma ora é outra, e por aí vai. O nosso país, pode não estar vivendo exatamente o que predizia o autor do famoso clássico, mas está bem próximo.
Vejamos o que ocorre em relação aos nossos políticos, que ora ocupam o poder da nossa pobre nação. Quase tudo o que defendiam no passado, hoje acham um absurdo. Classificam de golpe o pedido de impeachment da presidente eleita Dilma. Acusaram seu opositor de que, no caso de vitória, estaria prestes a aplicar um pacote de maldades que ela mesma aplicou, pois foi ela a eleita. Isto tudo não é nada perto do que fez com os Correios e com verbas oriundas de desvios efetuados por doleiros. Verbas estas advindas de outro órgão público. A Petrobras.
A desfaçatez é tamanha que agora, não bastasse os médicos cubanos, sem revalida e alguns com patente de capitão, eles estão fazendo alianças e tratados com o governo venezuelano para treinar os Sem Terras para implantar uma revolução socialista no nosso país. Este movimento não  pode nem ser punido por este ato, pois não existem legalmente. Mas quando é para receber verbas públicas passam a existir. Dizem uma coisa e fazem outra com tanta naturalidade que o povo passa a entender que a mentira é um ato bem natural. E quando o exemplo vem de cima a coisa pega. E o povo já não sabe discernir o que é correto e o que é errado, o que é verdade ou mentira, o que é e o que não é e parece ser.
Meu Deus será que o povo não está vendo que está sendo vítima de uma mentira constante? De um ser hoje e não ser amanhã, de um o que hoje é verdade amanhã é mentira, do que é um mal quando os outros faziam, quando eu faço é maravilhoso? Quanta mentira quanta falsidade quanta desfaçatez e tergiversações em nome da conquista do poder. E a boiada segue célere rumo ao matadouro sem ao menos se questionar por quê??!!

Afonso Pires Faria – 04.11.2014.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

NO CRAVO E NA FERRADURA.



ATITUDE DE ESTADISTA.
Segundo informações a equipe econômica do governo planeja alterar as formas de aposentadoria no Brasil, adotando medidas ainda mais severas do que o malfadado fator previdenciário. Eu não só aprovo como sugiro ir além destas medidas. Mesmo as aposentadorias já concedidas, teriam que ser revistas, pois para alguns, o fator previdenciário, não foi suficiente para estipular corretamente o salário benefício que o aposentado recebe. Alguns talvez tenham o salário aviltado. Pode ser o meu caso, mas não reclamarei,  é justo e é uma medida de uma legítima estadista que visa tão somente a proteção do instituto previdenciário e não as próximas eleições.
Sei que não é da índole do atual partido no governo tomar medidas impopulares. As impopularidades governamentais ficam por conta da mentira da desfaçatez e dos desvios de recursos. Mas o fato de sempre fazerem a coisa de uma forma não impede que, pelo menos uma vez, se tome uma medida responsável. Os trabalhadores podem reclamar que foram enganados, mas isto não precede. Um voto dado a um partido que tem na sua gênese a mentira e os outros predicados citados acima, não pode esperar coisa diferente.
Parabéns “presidenta” Dilma, pelo menos uma vez a senhora toma uma medida impopular com intuito de salvar a população do futuro e não salvar as próximas eleições. Nunca terá meu voto, com certeza, mas um pouco do meu respeito por esta medida sim.

Afonso Pires Faria – 30.10.2014.

domingo, 2 de novembro de 2014

NO CRAVO E NA FERRADURA.


Vou procurar com este título fazer um ponto e contra ponto do que se noticia na imprensa do nosso país. Procurarei ser um pouco isento quando postar algo com este título. Todos que me leem sabem da minha posição anti petista mas procurarei ser menos virulento nas críticas olhando o outro lado também. Não pensem meus amigos que virei petista ou estou me acovardando, mas eventualmente podemos também termos compreensão com o oposto, isto só nos faz crescer. Não quero ficar no nível de um debatedor, que quando debate comigo tem como argumento mais profundo de que eu não gosto do Lula porque ele é pobre. Certamente vou bater mais no cravo do que na ferradura mas, serei nestes momentos, um pouco complacente com os erros governamentais.

Afonso Pires Faria – 01.11.2014.