sexta-feira, 12 de outubro de 2012

É DA ÍNDOLE


Existe uma fábula de um escorpião que em querendo atravessar um rio e não sabendo nadar, pede ajuda a tartaruga. Esta alega que sendo ele um animal peçonhento, seria temeroso, pois poderia em uma picada, tirar-lhe a vida. O escorpião alegou que se isto ocorresse ambos morreriam. A tartaruga acreditou, mas no meio da travessia o escorpião deu-lhe uma picada fatal e alegou: não adianta, é da minha índole, e ambos morreram.
            Pois no Brasil ocorre a mesma coisa. Aqueles que tentaram chegar ao poder pela força, roubando e assassinando, em não conseguindo, optaram pela via institucional. Lograram êxito, através da mentira, mas chegaram lá. Mas a índole do roubo e do assassinato, não cessou. Os escândalos de, desvio de dinheiro publico, apropriação indébita, e premiação de quem roubou e assassinou com fins espúrios, é sistemática. O enriquecimento de pessoas ligadas ao governo, do dia para a noite é freqüente e ninguém é punido, pior, alguns são premiados.
            Foi pela via institucional, mas não adianta. É da índole.

Afonso Pires Faria
01.06.2011

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

SERA QUE IRÃO FAZER DE NOVO?


Não te preocupa Zé Dirceu. Logo, logo depois de tu preso, os teus correligionários, sequestrarão um embaixador, e te libertarão da prisão. Isto já aconteceu uma vez, não custa fazer de novo não é?
Afonso Pires Faria
11.10.2012

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

FICHA LIMPA, INJUSTA.


           Sempre fico com um pé atrás quando surgem leis, principalmente as de iniciativa popular, que aparentemente, agradam a todos. Um exemplo é a famosa lei da “ficha limpa”, que com o propósito de tirar de circulação, políticos desonestos, tira também a possibilidade e o direito da população escolher quem é, e quem não é digno de ser seu representante. Este direito passa a ser exercido pelos magistrados.
            Pois eu sou contra este intervenção de qualquer órgão, no direito do povo de escolher seus representantes. Este tolhimento de direito, abre um precedente para que, em um futuro, não muito distante, tenhamos um espectro tão exíguo, que será difícil escolher quem se enquadre no perfil de ser candidato.
            já no primeiro passo, se cometeu, a meu juízo, uma grande injustiça. O prefeito Tarcísio Zimermmann, de Gravataí, foi escolhido pelo povo, mas não poderá, a principio, tomar posse, pois a uns 8 ou 10 anos atrás, apareceu em uma foto com um governador, na inauguração de uma obra.
            As próximas leis de impedimento de candidaturas podem alcançar candidatos caricatos, depois os feios, e aí por diante.  Também poderemos criar cotas para candidatos negros, mulheres e gays em uma proporção muito maior do que a que já existe. E isto tudo dentro do politicamente correto, pois a quanto tempo os brancos, homens e héteros vem ocupando estes cargos? Nada mais justo do que fazermos justiça e criar possibilidade para estes excluídos. Riem de mim, mas se continuarmos nesta marcha, teremos um parlamento e um executivo formado apenas por pessoas escolhidas, não por nós, mas pelos magistrados, que não seria de todo mal, mas também pelo poder executivo e legislativo, o que seria o caos.
Afonso Pires Faria
Caxias do Sul. 10.10.2012

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

PRENDE E SOLTA




Sempre defendi, e sigo defendendo, os magistrados, que de forma, muitas vezes temerosa, solta elementos que cometeram crimes graves, e muitas vezes prende quem comete um pequeno delito. A culpa destes atos, sempre recai sobre o juiz que manda soltar o de maior, e prender o de menor periculosidade.
            A maior vítima deste emaranhado de leis que temos, depois da sociedade, é o juiz que tem que decidir, em poucas horas, qual a lei e qual a doutrina a ser aplicada para o fato.  Quando um erro é cometido pelo responsável pela soltura de um marginal, que logo depois de solto, comete outro crime, a imprensa é prodiga em acusa-lo de negligente ou em responsabiliza-lo pelos delitos cometidos pelo marginal solto.
            Não podemos isentar totalmente de responsabilidade aquela autoridade responsável pela soltura, mas não podemos esquecer que, estes mesmos que o condenam, criticam o parlamentar que foi eleito e não apresentou nenhum projeto de lei. Por outro lado aplaudem e tratam com pompas e circunstâncias aqueles, que de forma irresponsável, criam leis, muitas delas absurdas.
            A mão que afaga, é a mesma que apedreja. Quanto mais liberais forem as leis criadas pelos nossos deputados, mais aplaudido ele é. Se cria alguma lei que é severa para com o cidadão, não faltam entidades e pessoas para critica-lo. Enquanto tivermos vivendo sobre a ditatura do “politicamente correto” e do tratamento igual aos desiguais, estamos fadados a este tipo de coisas.
            Não se queixem dos magistrados. Simplesmente não votem em deputado que  fazem leis benevolentes, e que lhe rendem votos para sua longa e irresponsável permanência como  representante do povo.

Afonso Pires Faria
Caxias do Sul, 05.10.2012


quarta-feira, 3 de outubro de 2012

A HORA É AGORA.


Todos sabiam que as coisas não eram, realmente, como de fato eram, mas a contabilidade perfeita e os meandros que a justiça oferece, faziam parecer que a coisa era,  como eles achavam que deveria ser.  Até parece um pouco confuso este ser e não ser, mas a coisa sempre funcionou bem assim até que um deputado atirou no que viu e acertou no que não viu, e deu-se a merda. Este é a meu ver o resumo do que gerou o processo 470 (mensalão).
            Sempre se fez as coisas erradas na política, mas sempre se achou um meio de encobri-las, e tudo ficava resolvido. Quando algum membro do sistema se arvorava a discordar, dos métodos utilizados, os caciques ou o ignoravam, ou expulsavam do partido com requintes de crueldade. Aqueles que não tiveram a sorte de, nem expulsos nem ignorados, depararam-se com um fim bem menos interessante.
            Assim age o partido que agora está no poder. Acobertam, desdenham, e eliminam todas as vozes dissonantes do que seus membros, no passado, traçaram como meta. Ascender ao poder total de qualquer forma, utilizando-se de quaisquer meios para atingi-los e em atingidos, usando também de todas as formas para manterem-se nele.
            Rogo a Deus, que dizem ser brasileiro, ilumine as mentes e os corações dos brasileiros que agora, já sendo alertado sobre os fatos, pelos representantes maiores da justiça, tomem uma decisão correta não hora de votar e elimine, de vez, do nosso país mentes tão nefastas que emporcalham o nosso meio político.
Afonso Pires Faria
Caxias do Sul, 03.10.2012