É a
matemática, estúpido. É a lógica, imbecil. É a contabilidade, boçal. É tudo
isto que faz com que não se possa terminar com o Fator Previdenciário no nosso
sistema de aposentadoria. O plano já é deficitário, se diminuirmos a idade de
aposentadoria, o cidadão ficará mais tempo recebendo e consequentemente
aumentará o rombo de um sistema já combalido. A consequência será aumentar mais
ainda impostos para que poucos recebam mais, para muitos mais pagarem. Isto é
matemática, lógica e contabilidade. Para enganar o povo, os políticos são
pródigos na tergiversação. Escamoteiam e usam de artifícios para enganar os
incautos. Para aprovar a lei que, praticamente impede os pais de repreenderem
os filhos com alguma severidade, deram-lhe de “Lei menino Bernardo”. Quem teria
coragem de votar contra uma lei com um apelo tão sentimental, quando o povo
ainda tinha na memória o crime bárbaro cometido pela madrasta em uma vítima
inocente? Uma coisa nada tinha a ver com a outra, mas a lei passou. Quando o
governo tenta impedir a falência de um instituto que serve para beneficiar o
cidadão no seu futuro, vem os políticos aproveitadores dizer que é para tirar o
direito do trabalhador. O direito é uma coisa, o abuso no uso da coisa pública
é outro. O povo, iludido pelo político demagogo, tem dificuldade de entender
que o que é público, não é do governo e sim de todos. Não é o governo que vai
se beneficiar com a Previdência Social e sim os seus futuros dependentes. Se
tirarmos tudo o que pudermos hoje, não sobrará para nós e nem para os nossos
dependentes, no futuro. É a matemática, é a lógica e é a contabilidade, que
assim como a lei da gravidade, é inevitável de ser aplicada. Não se pode tirar
mais, de onde se colocou menos. Este era o comportamento do atual governo, que
vendo que estava errado, tenta alterar o seus métodos para melhor. Mas surgem
os “defensores do povo” da oposição e o impedem de agir de forma racional. Que
credibilidade tem o PSDB em querer extinguir o Fator Previdenciário que foi ele
mesmo que o criou? Todas as medidas de ajuste econômico proposta pelo atual
governo, em pouco irão lhe ajudar, mas irão salvar o Brasil de uma catástrofe
ainda maior que ocorrerá nos próximos cinco anos, se elas não forem adotadas.
Que as medidas tomadas por um partido que às negava quando estava na oposição é
uma total incoerência, isto é mesmo, agora negar a sua implantação pelo simples
motivo de querer “sair bem na foto” para o povo, mesmo o prejudicando, é uma
incoerência ainda maior. Mas, infelizmente, é assim que se faz política no
Brasil, aproveitando-se da ignorância, da boçalidade e da estupidez dos
eleitores.
Afonso Pires Faria, maio de 2015.
“A diferença entre a empresa privada e a
empresa pública é que aquela é controlada
pelo governo, e esta por ninguém."
(Roberto Campos)
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