quarta-feira, 9 de agosto de 2017

DESCENTRALIZAR E CONTROLAR!!!



Sim, todo o cuidado com o dinheiro público ainda é pouco. Exemplos de sua má aplicação, quando não desvio, não faltam. Para que se faça o adequado controle, é necessária gente com responsabilidade e empenhada para este fim. Mas somente isto não basta pois mesmo os bem intencionados estão sujeitos a serem ludibriados, sem contarmos com àqueles que se utilizam da oportunidade para se locupletarem. Para isto, criam-se órgão de controle. Tudo isto faz parte da máquina burocrática do governo. Pesada máquina diga-se de passagem. Quanto maior a gama de fiscalizadores e controladores de fiscais, mais impostos temos que pagar para mantê-los bem remunerados. Se não forem bem pagos, maior a chance de se envolver em desvios e subornos. Pelo menos este é o argumento aceito no momento. Como podemos convencer o cidadão comum de que cada benefício que ele recebe do Estado, já lhe foi subtraído antecipadamente, e que o quantum por ele despendido foi tão maior quando das necessidades que ele possui? Cada vez que vejo na rua, um cidadão humilde, sinto vergonha em saber que ele, inconscientemente, contribui para que eu possa ir à praia por uma estrada toda asfaltada, com túneis e viadutos. Por que diabos não sou eu, que utilizo a referida rodovia, que devo pagar pelo seu uso, e tenho que dividir o seu custo de manutenção com que sequer sabe de sua existência? E porque eu, tenho que pagar o meu imposto de renda, cada vez maior, para que o governo possa financiar com juros subsidiados, altamente subsidiados, empresas para fazer obras em países os quais eu nunca visitarei? Um Estado gigante é perigoso. Quando tem muitas leis tributárias, é muito perigoso. E se torna ingovernável, muito perigoso e temerário, quando, de forma dissimulada, cria vários órgãos de controle. E quando tem como título “controle” e subtítulo “popular”, já se perdeu tudo.

terça-feira, 8 de agosto de 2017

CONFORME A CONVENIENCIA.



Entendo que a melhor saída para o Brasil, na atual circunstância, seria manter o atual governo até as eleições de 2018, ao contrário estaríamos causando uma instabilidade social e econômica de difícil solução. Sim é a melhor solução para o presente. Mas a que custo para o futuro? Esta forma de se conduzir a política brasileira se manterá a até quando? A cada dia que postergarmos a mudança necessária será um ano a mais que teremos que esperar para alcançarmos o patamar que deveríamos estar colocados no cenário mundial.

O prédio onde moro é composto por 8 apartamentos que representa 950 metros quadrados do total do prédio, os restantes 50 metros são ocupados por uma sala de um órgão do governo que a utiliza para armazenar documentos. Para a conservação dos referidos documentos e outros itens, é necessária a climatização do ambiente. O ar condicionado fica ligado 24 horas por dia. O valor do condomínio é dividido pela área ocupada. Dos R$ 2.000,00, o órgão público paga 10%, sendo que, o seu custo é de 80% dos gastos. Qualquer semelhança com o que vivemos no nosso país em matéria de produção dos funcionários públicos e do que eles nos custam, não é mera coincidência.

Tenho uma imensa dificuldade em entender a tal premonição. Alguns, dizem, tem o dom de antever alguns acontecimentos. São pessoas diferenciadas. Mas o fato de tu ser jornalista, penso não ser um requisito que permita a pessoa ter este dom. Cito dois casos: em uma reportagem um cidadão que foi preso durante o regime militar, afirmou que foi preso, não por ter matado um soldado do exército, e sim pelo fato de ser pertencente a um partido de oposição ao governo. Em outro, na mesma emissora, foi divulgado uma estatística que afirma que a maioria dos assassinatos a mulheres o motivo foi o fato, simplesmente de ela ser mulher. Que seres são estes que leem a mente dos outros?

Não é tanto o viés partidário que está fazendo com que a Rede Globo aja com tamanha fúria contra o atual governo. É a perda de poder econômico mesmo.

sábado, 5 de agosto de 2017

ENXUGANDO GELO.



- Para que complicar tanto? O governo cria impostos escorchantes e muitos cidadãos ou empresas se veem em tamanha dificuldade para pagá-los que terminam por sacrificar o seu patrimônio, se desfazendo de bens abaixo do de seu valor real, para poder atender suas responsabilidades para com o erário público. O fato em si já é uma injustiça, e torna-se revoltante quando uma empresa, em dia com seus tributos, vê a sua concorrente ser beneficiada com isenções do pagamento de dívidas, que ela para atender o fisco, teve que se sacrificar. O governo sempre cobra além do que devia dos que pagam, para justamente compensar o não pagamento dos que foram isentos. Se todos fossem tributados justamente não haveria necessidade de tanta fúria arrecadatória. Além dos que são beneficiados com a complacência dos arrecadadores existem também os que simplesmente sonegam na certeza da impunidade e da facilidade de se escapar, tamanho é o emaranhado de leis e decretos que lhe facilitarão ser perdoado. Assim o malandro, o esperto, o ligeiro e o mal intencionado, vai ficando rico, as custas do honesto. O pior de tudo é que a culpa é sempre colocada no governo de plantão e se fica na esperança de que, se mudarmos o plantonista se solucionará o problema. O problema, de fato é estrutural. Se está mudando os governantes sem se alterar a estrutura. E quando se faz alguma alteração, esta é para piorar, com promessas de melhora. Exemplo melhor do que a nossa Constituição Cidadão, não existe.

- Na atual situação política do nosso país, o quadro é de que: para se cometer justiça, o correto seria prender toda a cúpula do governo e fuzilar toda a oposição. Os 1% restantes dos políticos, deveriam ser extraditados.

- Que baita sacanagem fizeram com presidente Temer em não aceitar as acusações do procurador Janot. Fosse ele condenado pelos crimes que está sendo acusado, estaria livre de responder pelo que lhes serão imputados quando sair da presidência.

- Os nossos governantes gastam maior parte do tempo articulando formas de se manter no poder do que de governar. E as instituições, executivo, legislativo e judiciário, cada vez são mais uma alegoria institucional. No caso Temer, trocaram uma perda de mandato por uma prisão perpétua.

- Faz parte sim da política, alguns conchavos, troca de cargos por apoio político. Isto é normal em todas as democracias. Mas existe um limite para esta atuação. Alguns governos dedicam um percentual de seu tempo e de seu staff governamental para estes fins. O tempo dedicado e este tipo de trabalho varia conforme o grau de democracia existente no país, das transparências com que age o governo e da tradição que o país tem neste tipo de atuação. O tempo e o material humano gasto neste tipo de atuação demanda um custo a nação, e quanto maior ele é, pior para o seu povo. Se em condições normais de democracia algum governo dedica 10% de sua atuação neste setor, o nosso país na atual circunstância, está demandando 95% para isto, os outros 5% são dedicados 4% em preocupações jurídicas para se defender de acusações e os restantes 1% para, efetivamente governar. Este país, só por um milagre consegue sobreviver. E seu povo sofre e segue votando sempre nos mesmos.