Sim, todo o cuidado com o dinheiro
público ainda é pouco. Exemplos de sua má aplicação, quando não desvio, não
faltam. Para que se faça o adequado controle, é necessária gente com
responsabilidade e empenhada para este fim. Mas somente isto não basta pois
mesmo os bem intencionados estão sujeitos a serem ludibriados, sem contarmos
com àqueles que se utilizam da oportunidade para se locupletarem. Para isto,
criam-se órgão de controle. Tudo isto faz parte da máquina burocrática do
governo. Pesada máquina diga-se de passagem. Quanto maior a gama de
fiscalizadores e controladores de fiscais, mais impostos temos que pagar para
mantê-los bem remunerados. Se não forem bem pagos, maior a chance de se
envolver em desvios e subornos. Pelo menos este é o argumento aceito no
momento. Como podemos convencer o cidadão comum de que cada benefício que ele
recebe do Estado, já lhe foi subtraído antecipadamente, e que o quantum por ele
despendido foi tão maior quando das necessidades que ele possui? Cada vez que
vejo na rua, um cidadão humilde, sinto vergonha em saber que ele, inconscientemente,
contribui para que eu possa ir à praia por uma estrada toda asfaltada, com túneis
e viadutos. Por que diabos não sou eu, que utilizo a referida rodovia, que devo
pagar pelo seu uso, e tenho que dividir o seu custo de manutenção com que
sequer sabe de sua existência? E porque eu, tenho que pagar o meu imposto de
renda, cada vez maior, para que o governo possa financiar com juros
subsidiados, altamente subsidiados, empresas para fazer obras em países os
quais eu nunca visitarei? Um Estado gigante é perigoso. Quando tem muitas leis
tributárias, é muito perigoso. E se torna ingovernável, muito perigoso e temerário,
quando, de forma dissimulada, cria vários órgãos de controle. E quando tem como
título “controle” e subtítulo “popular”, já se perdeu tudo.
Assuntos diversos, prioritariamente de política e comentários sobre a conjuntura nacional.
quarta-feira, 9 de agosto de 2017
terça-feira, 8 de agosto de 2017
CONFORME A CONVENIENCIA.
Entendo que a melhor
saída para o Brasil, na atual circunstância, seria manter o atual governo até
as eleições de 2018, ao contrário estaríamos causando uma instabilidade social
e econômica de difícil solução. Sim é a melhor solução para o presente. Mas a
que custo para o futuro? Esta forma de se conduzir a política brasileira se
manterá a até quando? A cada dia que postergarmos a mudança necessária será um
ano a mais que teremos que esperar para alcançarmos o patamar que deveríamos
estar colocados no cenário mundial.
O prédio onde moro é composto por 8 apartamentos que representa
950 metros quadrados do total do prédio, os restantes 50 metros são ocupados
por uma sala de um órgão do governo que a utiliza para armazenar documentos.
Para a conservação dos referidos documentos e outros itens, é necessária a
climatização do ambiente. O ar condicionado fica ligado 24 horas por dia. O
valor do condomínio é dividido pela área ocupada. Dos R$ 2.000,00, o órgão
público paga 10%, sendo que, o seu custo é de 80% dos gastos. Qualquer
semelhança com o que vivemos no nosso país em matéria de produção dos funcionários
públicos e do que eles nos custam, não é mera coincidência.
Tenho uma imensa dificuldade em entender a tal premonição.
Alguns, dizem, tem o dom de antever alguns acontecimentos. São pessoas
diferenciadas. Mas o fato de tu ser jornalista, penso não ser um requisito que
permita a pessoa ter este dom. Cito dois casos: em uma reportagem um cidadão
que foi preso durante o regime militar, afirmou que foi preso, não por ter
matado um soldado do exército, e sim pelo fato de ser pertencente a um partido
de oposição ao governo. Em outro, na mesma emissora, foi divulgado uma
estatística que afirma que a maioria dos assassinatos a mulheres o motivo foi o
fato, simplesmente de ela ser mulher. Que seres são estes que leem a mente dos
outros?
Não é tanto o viés partidário que está
fazendo com que a Rede Globo aja com tamanha fúria contra o atual governo. É a
perda de poder econômico mesmo.
sábado, 5 de agosto de 2017
ENXUGANDO GELO.
- Para que complicar
tanto? O governo cria impostos escorchantes e muitos cidadãos ou empresas se
veem em tamanha dificuldade para pagá-los que terminam por sacrificar o seu
patrimônio, se desfazendo de bens abaixo do de seu valor real, para poder
atender suas responsabilidades para com o erário público. O fato em si já é uma
injustiça, e torna-se revoltante quando uma empresa, em dia com seus tributos,
vê a sua concorrente ser beneficiada com isenções do pagamento de dívidas, que
ela para atender o fisco, teve que se sacrificar. O governo sempre cobra além
do que devia dos que pagam, para justamente compensar o não pagamento dos que
foram isentos. Se todos fossem tributados justamente não haveria necessidade de
tanta fúria arrecadatória. Além dos que são beneficiados com a complacência dos
arrecadadores existem também os que simplesmente sonegam na certeza da
impunidade e da facilidade de se escapar, tamanho é o emaranhado de leis e
decretos que lhe facilitarão ser perdoado. Assim o malandro, o esperto, o
ligeiro e o mal intencionado, vai ficando rico, as custas do honesto. O pior de
tudo é que a culpa é sempre colocada no governo de plantão e se fica na
esperança de que, se mudarmos o plantonista se solucionará o problema. O
problema, de fato é estrutural. Se está mudando os governantes sem se alterar a
estrutura. E quando se faz alguma alteração, esta é para piorar, com promessas
de melhora. Exemplo melhor do que a nossa Constituição Cidadão, não existe.
- Na atual situação
política do nosso país, o quadro é de que: para se cometer justiça, o correto
seria prender toda a cúpula do governo e fuzilar toda a oposição. Os 1%
restantes dos políticos, deveriam ser extraditados.
- Que baita
sacanagem fizeram com presidente Temer em não aceitar as acusações do
procurador Janot. Fosse ele condenado pelos crimes que está sendo acusado,
estaria livre de responder pelo que lhes serão imputados quando sair da
presidência.
- Os nossos
governantes gastam maior parte do tempo articulando formas de se manter no
poder do que de governar. E as instituições, executivo, legislativo e judiciário,
cada vez são mais uma alegoria institucional. No caso Temer, trocaram uma perda
de mandato por uma prisão perpétua.
- Faz parte sim da
política, alguns conchavos, troca de cargos por apoio político. Isto é normal
em todas as democracias. Mas existe um limite para esta atuação. Alguns
governos dedicam um percentual de seu tempo e de seu staff governamental para
estes fins. O tempo dedicado e este tipo de trabalho varia conforme o grau de
democracia existente no país, das transparências com que age o governo e da
tradição que o país tem neste tipo de atuação. O tempo e o material humano gasto
neste tipo de atuação demanda um custo a nação, e quanto maior ele é, pior para
o seu povo. Se em condições normais de democracia algum governo dedica 10% de
sua atuação neste setor, o nosso país na atual circunstância, está demandando
95% para isto, os outros 5% são dedicados 4% em preocupações jurídicas para se
defender de acusações e os restantes 1% para, efetivamente governar. Este país,
só por um milagre consegue sobreviver. E seu povo sofre e segue votando sempre
nos mesmos.
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