sexta-feira, 4 de agosto de 2017

FANATISMO.



Para que negar o óbvio? Existem regimes democráticos? Sim, existem. E ditatoriais? Seria uma insanidade negar a sua existência. Qual é o que predomina? Um ou outro? E do que isto vale? Vamos deixar de ser hipócritas e assumirmos, de vês a nossa posição, sem termos medo de sermos responsabilizados por ela. Onde fica a coerência dos que condenam os black blocs por atos de vandalismos e de esconderem o rosto quando estão no Brasil, mas os aplaudem por estarem na Venezuela? Porque pessoas que apoiam regimes sabidamente ditatórias como Cuba, por exemplo, e na hora de se manifestar em público, se dizem extremamente democráticos? E não vejo nenhuma unanimidade em nenhum dos regimes. Acho que tanto um como ou outro tem lá suas vantagens e desvantagens que devem ser levadas em conta na hora de sua aplicação. Se o povo a ser governado é mais ou menos culto, o território, os costumes a vontade popular. Que mal tem por exemplo um povo optar por viver sem muito esforço e ter o mínimo necessário para sobreviver e abrir mão do direito de escolher quem irá representa-los? Que se crie um ambiente propício para este tipo de vida e que nenhum órgão externo intervenha em sua vida. É o caso da Venezuela e de Cuba. E que o povo que viva estes países, tenham a liberdade de escolher sair ou entrar neste, ditos, paraísos. Estaria assim, resolvido o problema.

Carecem de inteligência, lógica e bom senso os caminhoneiros que estão fazendo greve. Primeiro, agem com violência, obrigando seus pares a aderirem a uma reivindicação que, nem em tudo tem coerência. O exemplo mais esdrúxulo é a solicitação de mais governo, mais cabresto e menos liberdade, quando exigem uma tabela mínima para os fretes. Ou seja, não querem eles, estipular o preço de seus serviços, delegando isto ao interventor de plantão. Esta é a falta de inteligência. A falta de lógica e coerência é obrigar aqueles que não concordam com o movimento, aderir a ele. Estão demonstrando que não tem cérebro suficiente para entender o que é direito e o que é dever de cada cidadão. Deveriam estar no pasto e não na boleia de um veículo pesado.

Dos tipos de deputados votaram contra Temer: 1, os que não suportam corrupção; 2, os que são contra o atual governo. São também dois os tipos que votaram a favor do presidente: 1, os que se venderam; 2, aqueles que acham que tirando ele, assumirá um pior. Daí podemos tirar algumas constatações. O primeiro grupo não alteraria o voto qualquer que fosse o criminoso, já o segundo, se fosse o Lula o réu, o absolveria. No terceiro grupo, novamente não haveria alteração no voto e sequer do preço que cobrariam pelo seu voto. O quarto grupo, se o presidente investigado estivesse afundando o país, e seu sucessor fosse outro, possivelmente mais competente, alteraria o voto e o condenaria.

Recibo assinado pelo Temer de que o dinheiro na mala era para ele, tem? Não, então não é dele. Esta é a lógica petista.

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

NADA MUDA.



- Senhores abigeatários, existe uma lei que não permite que fazendeiros contratem milícias armadas para protegerem o seu patrimônio em detrimento da vida de vocês. Jamais acontecerá, dentro da lei, a possibilidade de um dos de vocês serem atingidos por um disparo de arma de fogo durante o seu “trabalho”. Existe agora uma força tarefa que está causando um forte declínio na atividade de abigeato, mas logo voltará ao normal pois os elementos que agem nestes atos e que foram presos, logo estarão agindo novamente. Temos leis severas que impedem que estes elementos fiquem reclusos e sejam importunados no seu labor. Já o Lula, ah este sim, todos querem ver preso.

- Ao ter R$ 3,4 milhões bloqueado em suas contas, Bendine, solicitou, por intermédio de seus advogados a liberação dos seus bens. Ou seja, ele que fique preso, o interessante são os bens, o patrimônio, o dinheiro. Maquiavel tinha muita razão ao afirmar que o homem esquece mais facilmente a perda do pai do que do patrimônio. Cada vez me convenço mais de que não é a prisão o maior castigo para esta gente.

- Enquanto houver cabeças pensantes como Marco Aurélio Garcia, Marcio Thomas Bastos e José Dirceu, o nosso país corre sérios riscos de se tornar uma ditadura. O risco diminuiu 66%, mas ainda existe.

- Duvido alguém ouvir um debate entre Paulo Henrique Amorim e Alexandre Frota, sem sentir náuseas.

- Ou obriguem os seus membros a se comportarem com civilidade, ou cubram com uma lona e altere-se o nome, daquilo que eles chamam de câmara, para circo.

- A smartmatic informou que houve violação nas urnas eletrônicas quando da eleição na Venezuela. Mas garante que isto só acontece lá. Será?

terça-feira, 1 de agosto de 2017

VENDETAS.



Sei que temos que respeitar normas tanto sociais como estatais para que possamos conviver em harmonia em uma sociedade. Os limites devem ser respeitados para que o direito de um não invada o do outro, e para isto temos que cumprir algumas normas. Quando do não cumprimento de leis e normas, deve haver uma sanção proporcional ao crime e de modo que sirva como exemplo tanto para o infrator como para o restante da sociedade, para que doravante não seja repetida. A proporcionalidade e eficiência desta pena deve ser atendida concomitantemente sob pena de, ou se ser injusta ou se perder a sua eficácia. O ser humano tem algumas necessidades a serem atendidas e existem hierarquia entre elas. Temos necessidades fisiológicas, segurança, sociais, estima e auto realização segundo a pirâmide de Maslow. Para obtermos sucesso na vida temos que contar, ou com muita sorte, muito trabalho ou ser desonestos. Quando infringimos uma lei, existe o Estado para normatizar as penas. Nos primórdios da humanidade as penas tinham uma intensidade maior do que a do crime em si, tanto que a lei de Talião, que dizia que deveríamos cumprir a proporção de “olho por olho, dente por dente”, era para amenizar a forma com que as pessoas se vingavam de um mal, feito a eles ou a um parente. Uma desonra poderia ser punida com a perda da vida do infrator. O não abrandamento das penas a serem impostas aos infratores está fazendo com que muitos deles fiquem impunes. A punição, não deve ser uma vingança e sim uma forma de se evitar futura repetição por parte de quem a comete. Defendo a proporcionalidade e a eficácia na aplicação de uma pena. Se um cidadão dá um desfalque em uma empresa pública, é preso e sua família fica desfrutando das benesses do seu furto, e mesmo ele, depois de cumprida a pena se locupleta destes bens, é um estímulo tanto a ele como a outros, cometerem desvios, e a sociedade pagaria duplamente com isto. Ficaria privada dos bens e arcaria com o ônus de ter que pagar o custo do elemento na prisão. O ideal é que a pena fosse de ele trabalhar para se recuperar todos os bens desviados, com algum ágio a sociedade. A pena de morte não seria descartada para qualquer elemento que fosse reincidente e comprovadamente incorrigível. A privação da liberdade deveria ser somente para aqueles que, em liberdade, colocasse em risco o restante da população, não como forma de vendeta única e exclusivamente. Toda a pena deve ter a sua finalidade. O ambiente prisional para muitos é uma escola para o incremento do crime e para outros o argumento para os ignorantes, de que ele foi vítima de uma injustiça e poderá ser considerado como um mártir de uma sociedade injusta. De que adianta prender um cidadão que não possui nenhuma periculosidade e pode ser controlado de outra forma para não cometer os crimes que lhe levou a ser punido? Cito como exemplo Lula. Imaginem este cidadão sendo desmascarado, tendo como pena a privação de todo seu patrimônio e do que ele desviou para seus comparas e parentes, também sendo impedido de exercer qualquer cargo remunerado e tendo que trabalhar para se sustentar para o resto de toda a sua vida. Virará esta criatura um reles coitado humilhado perante seus iguais. Não seria para ele pior do que passar alguns meses encarcerado às custas da sociedade que nada ganhará com isto, nem o que ele amealhou para si e para os seus? Quantos destes saíram do cárcere como heróis e voltaram a delinquir? Do que adiantou a pena mal aplicada? Que o impeçam, para o resto da vida, de governar e de obter qualquer vantagem que ele ficara muito mais bem punido, servirá melhor como exemplo para que outros não façam o mesmo e a sociedade recuperará os bens indevidamente auferidos por este delinquente. Mas pelo que estou sentindo, a sociedade quer mesmo é a vingança e, em breve, vê-lo sair como herói do povo brasileiro. Exemplos no mundo não faltam.