Assuntos diversos, prioritariamente de política e comentários sobre a conjuntura nacional.
quinta-feira, 4 de setembro de 2014
quarta-feira, 3 de setembro de 2014
A NÃO VIOLÊNCIA
Quando
um bandido mata uma vítima que reagiu a um assalto, logo vem a mídia
desestimulando a reação. Não devemos reagir, violência gera violência. E a
notícia é alardeada aos quatro cantos como forma de desestimular que o cidadão
de bem exerça o seu direito a defesa. Já quando um cidadão, ao ser assaltado
reage e mata o bandido nada é dito em relação a vantagem que levou a vítima em
relação ao seu agressor.
Uma
senhora idosa, mesmo sem saber atirar, matou um bandido que tentava assaltar o
seu estabelecimento comercial e esta notícia foi pouco divulgada na mídia
aberta. Se no lugar de pregarmos a não agressão aos bandidos, treinássemos e
armássemos os cidadãos de bem, o estímulo ao roubo seria bem menor. O policial
já não evita a ação do criminoso, pois estão cerceados de agir. Se atirar em um
bandido tem que provar que foi alvejado primeiro. Se não mata o delinquente, em
breve ele estará rondando a casa do policial ameaçando a sua família.
Existe
por parte dos nossos governos, federal, estadual, municipal, poder executivo,
legislativo e judiciário, um estímulo ao crime. E vos garanto, o que está por
trás disto, é muito pior.
Afonso
Pires Faria. 01.09.2014
terça-feira, 2 de setembro de 2014
O NOSSO RICO DINHEIRINHO II
É
uma fortuna o custo de 30 segundos de propaganda na televisão. Se em uma
emissora como a Globo então são duas fortunas. Se somados estas duas fortunas
da Globo às demais emissoras de televisão então, o custo é astronômico.
Levando-se
em conta que o voto no Brasil é obrigatório e quem não vota está sujeito a uma
multa, questiono: por que motivo o Estado, eu falo o Estado, não o Governo,
gasta esta fortuna fazendo propaganda para o povo votar. Como se não bastasse o
horário gratuito que é muito bem pago, ainda se gasta com anúncio incentivando
o eleitor a votar. Para que tudo isto? Este tipo de gasto além de desnecessário
é o que poderíamos chamar de tiro no pé. Um desestímulo a arrecadação. Se menos
gente paga multa, menos se arrecada. Sei que não é um propósito do Estado
arrecadar com este tipo de ação, mas gastar dinheiro para se evitar a
arrecadação é no mínimo um paradoxo.
Afonso
Pires Faria Caxias do Sul, 01.09.2014
sábado, 30 de agosto de 2014
quarta-feira, 27 de agosto de 2014
Álcool e intolerância.
Recebi um e-mail falando que devemos ser
pacientes com os transtornos que a vida nos apresenta eventualmente. Cita como
exemplo o fato de um motorista trancar-nos a porta de entrada do nosso
automóvel em um estacionamento. Quando poderíamos entrar pela outra porta, as
vezes, optamos por tirar satisfação do dono do veículo que nos causou o
incômodo. Quantas vezes isto não causa um mal muito maior do que o desconforto
de termos que entrar pela outra porta?
Fala-se também que se estivermos sob o efeito
de uma bebida alcoólica, esta atitude pode ser mais violenta. Nem sempre.
Conheço pessoas que quando estão levemente, eu disse levemente embriagadas
ficam de uma passividade quase que infantil, ficam uns verdadeiros bobos
alegres. Tenho algumas restrições por isto, pelo fato de ser tão severa a multa
para quem dirige embriagado. A multa deve ser severa sim, mas não pelo fato de
estar dirigindo embriagado e sim por deixar que a embriaguez potencialize a sua
estupidez, este sim um comportamento deveras abominável.
Afonso
jan. 2014.
terça-feira, 19 de agosto de 2014
O NOSSO RICO DINHEIRINHO
“Se
é para desfazer, porque que fez?” Esta é parte da letra de uma música da qual
eu me valho para exemplificar o que é feito no nosso parlamento. A algum tempo,
foi feito uma lei que obrigava os estabelecimentos comerciais a cobrar o mesmo
preço de uma venda tanto em dinheiro quanto em cartão de crédito. Agora fizeram
outra que permite os estabelecimentos darem descontos a quem pagasse em
dinheiro pois desta forma o estabelecimento está isento de pagar uma taxa a
operadora de cartões.
Tenho
visto muitas manifestações contrarias a isto porque tira a liberdade do
consumidor. Entendo diferente, acho que a primeira lei é que tirava o direito
tanto do consumidor de pleitear um desconto e do comerciante que se via tolhido
do direito de conceder este desconto ao seu cliente.
Assim
vai o nosso rico dinheirinho de contribuinte, gasto com parlamentares
fartamente remunerados para fazer e desfazer leis. Tenho presente que quanto
mais leis existem em um país, mais difícil se torna o cidadão de ser honesto.
E
vamos gastando cada vez mais em burocracia e leis feitas para serem desfeitas
em breve por não serem cumpridas. Exemplo mais absurdo disso foi o referendo
para a compra de armas no Brasil que logo foi praticamente anulada pelo
“Estatuto do Desarmamento”. Se é para não cumprir, porque que fez?
Caxias
17.08.2014
domingo, 17 de agosto de 2014
Os Black Blocs.
Quem são e o que reivindicam, os grupos
intitulados de Black Blocs? Pelo que entendo eles estão lutando por mais
direitos e por democracia. Para atingir seus objetivos depredam, picham muros e
enfrentam com violência quem os reprime. Até hoje as suas ações violentas,
causou a morte de um cinegrafista. Não acho correto deixar estes atos impunes. O
que a sociedade deve ter presente é que estes elementos, hoje considerados fora
da lei, podem, no futuro, beneficiarem-se financeiramente pelo fato de terem
sido reprimidos.
Quando os militares ocupavam o governo, havia
um partido de oposição, o MDB, que lutava para que houvesse mais democracia no
nosso país. Eles julgavam o regime militar autoritário e clamavam por mais
direitos. Tudo dentro das normas vigentes na época. Porem havia também um grupo
que lutava para tomar o poder, mas não para implantar uma democracia, mas para
implantar a ditadura do proletariado. Duas formas de se fazer oposição, uma na
legalidade e com fins democráticos e outra violenta com fins ditatoriais.
Se traçarmos um paralelo com o que reivindicam
hoje, com o uso da violência, os Black Blocs e o que reivindicavam os grupos
guerrilheiros do tempo do regime militar, veremos uma grande semelhança entre a
forma de agir. Haverá uma diferença no número de vítimas fatais e o número de
entidades reivindicantes. O propósito de ambos era semelhante. O primeiro
queria derrubar uma pretensa ditadura para implantar uma mais bem fundamentada,
a do proletariado, o outro quer derrubar uma democracia para implantar uma mais
eivada de direitos.
Se aqueles que lutaram e mataram para
implantar uma ditadura, por serem reprimidos, hoje se acham no direito de serem
indenizados por isto, porque os de hoje, no futuro, não poderão reivindicar os
mesmos direitos? Preparem os cofres da viúva. Assim como os governos são
pródigos em premiar os nossos heróis jogadores de futebol, não hesitarão em
indenizar fartamente as vítimas da repressão de hoje. A “Sininho” passou a ser
um bom partido. Quem casar com ela terá, possivelmente, uma prole sem problemas
financeiros.
Afonso Pires Faria – Caxias do Sul,
05.08.2014.
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