Assuntos diversos, prioritariamente de política e comentários sobre a conjuntura nacional.
quarta-feira, 5 de junho de 2013
sábado, 1 de junho de 2013
Temor e respeito
Aqueles que te respeitam
hoje, porque te temem, amanhã, quando tuas forças acabarem, não te temerão
mais, nem te respeitarão. Assim é para os que compram amizade com dinheiro.
Quando o dinheiro acabar, vai-se a amizade. Somente conquistamos amizade e respeito,
através de atitudes. E que elas não sejam superficiais, que sejam tão sinceras,
que os que estejam à tua volta te respeitem e não te temam que gostem de ti e
não do que tu tens.
Na vida, as coisas não
acontecem por acaso. O plantio é voluntário, mas a colheita é obrigatória. É
quase certo que aquilo que fizemos para os outros, um dia se voltará para nós,
se não de forma concreta, pelo menos no inconsciente.
Certamente não é visando uma
recompensa que fizemos o bem, quando assim for, certamente ela não virá. As
benesses que obtemos, são frutos de atos que fizemos de forma involuntária. Não
é válido fazer o bem, somente para obtermos uma recompensa, ele tem que ser
feito com o coração. E que comecemos por perto. Tratemos bem os que estão a
nossa volta, que assim eles vão nos tratar também.
A roda da vida nos ensina, e
muitas vezes nós não aprendemos. Costumo brincar com meus filhos, que eu os
trato bem, porque são eles que, no futuro, irão escolher a qualidade do asilo
que vão me internar. Mas creio que a coisa é o inverso. Eles que tratem de me
cuidar direito, senão os filhos deles farão o mesmo com eles. Pequenos gestos
muitas vezes, dizem muito do caráter de uma pessoa. Tratar mal os desvalidos e
fracos, e fazer com que te respeitem, não é uma demonstração de poder, e sim de
fraqueza de caráter. Cuidado que a mesma facilidade que tu tens de humilhar e
humilhas, terão os outros de usar contra ti no futuro.
Afonso
Pires Faria – Torres, 30.05.201.
terça-feira, 21 de maio de 2013
Vale tudo.
A coisa é muito mais grave
do que parece. Para o individuo mais simples, que ignora os preceitos básicos
de uma democracia, votar é o suficiente. Ignoram, os brasileiros que a democracia,
não é estática, não é uma dicotomia de sim ou não. Para haver de fato uma
democracia em um país, vários preceitos, alem das eleições, são necessários,
tais quais, imprensa livre, direitos individuais, como o de propriedade
plenamente atendidos e um dos mais importantes, a harmonia e repartição entre os poderes, cada
um ocupando os seus espaços, sem imiscuir-se um no outro.
Pois é neste último, e um dos mais importantes, que no
nosso país vai muito mal. O poder legislativo, esta sendo tolhido de seu
direito constitucional, que é de legislar. Isto está sendo feito tanto pelo
executivo, através de medidas provisórias, como pelo judiciário, vez por outra
alterando artigos constitucionais por um simples ato administrativo. Tudo isto
em nome de uma causa muito obscura, que a imprensa, não da o devido conhecimento ao povo do que
esta acontecendo.
A nossa Constituição Federal, no seu Artigo 226 caput:
Família, base da sociedade tem especial proteção do estado, § 3º é reconhecida
a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei
facilitar a sua conversão em casamento.
Pois o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que é um órgão do Poder
Judiciário criado para fins de fiscalização administrativa e financeira dos
demais órgãos do mesmo poder, resolveu também fazer às vezes de poder
legislativo decretando a obrigatoriedade dos Cartórios Civis, descumprir o que
estipula a nossa lei maior. Este órgão quer que, contrario ao que está escrito,
considere dois gêneros diferentes, como iguais.
Pois já que se quebrou o preceito do gênero, não custa
quebrar também o de número, e poderemos ver o casamento de um homem com duas
mulheres, ou de três homens. Está bom assim? Ainda não? Pois já que se abriu
precedente, que tal aceitarmos também a inclusão de uma mudança de espécie?
Haveria uma maior liberdade e uma menor exclusão, se permitíssemos também a
aceitação a união entre um homem e uma cabrita, ou uma mulher com dois cavalos. E em breve o gran
finale com o homem finalmente podendo casar, com a sua moto, duas cabritas, uma
mulher e também com um outro homem.
Isto parece uma peça de humor, mas é uma tragédia
anunciada. As mulheres cozinhavam que
nem as mães, e hoje, bebem iguais aos pais, fumar era elegante entre os homens,
e ser “puto”, era feio. Hoje fumar é feio e ser gay é ser moderno e protegido por
leis. Duvidem que cheguemos a situação esdrúxulas relativo ao casamento, e em
breve verão que eu não estava exagerando.
Afonso Pires Faria – Caxias
do Sul – RS 19.05.2013
quinta-feira, 16 de maio de 2013
Quando devemos retroceder.
Nos tempos medievais, quando
os reis eram o senhor de tudo e de todos, nada acontecia sem o conhecimento
e/ou anuência deles. A complexidade das coisas e o número de pleitos a serem
atendidos, fizeram com que fossem criados empecilhos para que as reivindicações
chegassem ao soberano. Iniciava-se aí a burocracia, benéfica medida para igualar
os cidadãos, pois todos eram tratados por servidores mais próximos de si e não do
rei.
Acontece que esta mesma
burocracia que facilitou a vida dos súditos no passado, hoje, muitas vezes, nos
trazem complicações tamanho número de servidores e documentos que nos são
exigidos para mantermo-nos dentro das normas.
As desigualdades entre os
cidadãos também, no passado, eram muito grandes e alguns eram tratados como
cidadãos de terceira classe, e outros recebiam benesses que nem sempre lhes
eram dignas. Com o tempo, foram criadas leis que diminuíssem estas
desigualdades, diminuindo-se assim, as injustiças antigamente existentes.
Como também na burocracia,
estas medidas de igualdade, a meu ver, também muitas vezes extrapolam os
limites e tratam iguais, os desiguais.
Creio que temos que saber a
hora de parar. A diferença entre o remédio e o veneno, é a dose. Não é porque
eu fiquei um dia inteiro sem beber água, que à noite eu vá conseguir beber três
litros de uma só tacada. Tomemos cuidado então, para não matar o doente com o
remédio da cura.
Afonso Pires Faria – Caxias
do Sul 15.05.2013.
segunda-feira, 13 de maio de 2013
terça-feira, 7 de maio de 2013
Hoje é piada, amanhã, realidade.
Existe uma piada de que o
Google teria comprado uma determinada franquia de pizza, e quando o cliente
ligava a atendente já sabia exatamente o que o cliente gostaria de encomendar,
pois já sabia seus gostos, por um cadastro de pretéritos pedidos. Pois o que
hoje é uma piada, amanhã pode ser perfeitamente uma realidade. Seremos
impedidos de manifestar nossas preferências, por um motivo ou por outro.
Hoje já somos impedidos de
manifestar nossas preferências por um determinado tipo de pessoa, já avançando
um pouco, também não podemos manifestar nosso desconforto por acharmos estranho
um homem casado com outro homem. Isto já é crime. Independentemente de eu agir
ou não com violência contra este tipo de coisa.
Não tardará o dia em que as
minhas preferências gustativas, também sejam controladas pela sociedade
“politicamente correta”. Se um cidadão, um dia agrediu outro, por este gostar
de pizza de camarão, todo o cidadão que não gostar de pizza de camarão, será
considerado um criminoso. Pode parecer ridículo isto, mas o racismo e a
homofobia para ser considerados como crimes, tiveram assim o seu início.
Através de uma medida
simpática, tolhe-se o direito do cidadão. Também é por medidas simpáticas,
aparentemente inofensivas, se vai implantando o ódio de uns para com os outros.
Se não o ódio, pelo menos a discriminação. Criam-se castas, onde não havia. O
governo na incapacidade de pagar bem os professores, apoia uma lei, que os
isenta do pagamento de impostos. Parece inofensivo e simpático não? Mas é mais
um monstrengo legislativo, mais uma lei discriminatória que se cria para
justificar o injustificável.
Afonso Pires Faria – Caxias
do Sul, 28.04.2013.
quinta-feira, 2 de maio de 2013
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