quinta-feira, 24 de setembro de 2015

E ME CORRIJAM SE EU ESTIVER ERRADO.

                              Em uma crítica ao capitalismo, Bauman, em seu último livro traduzido para o português, silogisticamente interroga no seu título se “A Riqueza de Poucos beneficia a todos nós”. É claro que não Sr. Bauman. E tanto menos beneficiará, quando maior for a concentração existente na mão de somente uma elite dominante, conforme atua o regime que o senhor defende.

                            A mão que afaga, não é a mesma que apedreja. Os países europeus que estão negando asilo aos refugiados, são tidos como a mão que apedreja por negar guarida aos que fogem. Fogem de quem esta sendo afagado e causando mal aos seus conterrâneos. Até quando o ônus do mal será atribuído a quem tem pouco a ver com os conflitos internos de um país e o bônus dado a quem interfere instigando o ódio entre os irmãos?

                            São inexpressivos os casos de “maridicídios”, se levássemos em conta a facilidade que as mulheres tem de envenenar os seus maridos através do alimento.

                            Ah esta maldita oposição e esta imprensa golpista que vem a mais de 12 anos atrapalhando a execução dos bondosos atos do partido dos trabalhadores. A culpa, segundo a presidente, é daqueles que apostam no quanto pior melhor. Não fossem estes malfeitores, o nosso país já estaria em patamares semelhantes ao da Argentina ou Venezuela. E com alguma sorte do governo, a níveis de Cuba.

                            Se uma verdade precisa ser repetida mil vezes para ser aceita como tal, ela deve ser mentira.

                            E cada vez que um deputado ou senador é aclamado por ter sito o mais atuante, o que mais enviou projetos e fez leis, o povo o aclama como um benfeitor da sociedade. Muito pelo contrário, este é o que mais contribui para que o nosso Estado não ande e a nossa justiça seja lenta, tamanho o emaranhado de normas a serem cumpridas. Serve também para livrar os ladrões do dinheiro público de cumprir pena por isto. Um exemplo é o fracasso das operações “boi barrica”, “satiagraha”, “castelo de areia” e outras. Qualquer político envolvido em alguma falcatrua chamava de pronto o advogado Marcio Tomas Bastos, e estava solucionado o problema, ele sabia exatamente onde estava o furo da coisa. Era bom nisto. Agora na sua falta, surge a operação “lava jato”, que está indo longe demais para o gosto dos políticos. Terão os políticos envolvidos, agora, que lidar com gente de mais alto grau. Estão apelando para o Supremo Tribunal Federal.
Afonso Pires Faria, 24 de setembro de 2015.



 “O fato de que tantos políticos bem sucedidos são uns mentirosos sem vergonha não é apenas um reflexo deles próprios, é também uma reflexo de nós mesmos. Quando as pessoas querem o impossível, apenas os mentirosos as podem satisfazer.”  Thomas Sowell

terça-feira, 22 de setembro de 2015

QUER ESTADO MÁXIMO, PAGA O PREÇO.

                     Um Estado quanto menor, menos impostos ele cobra de seus cidadãos, menos ele contribui e menos interfere na vida do cidadão. No estado mínimo, que a meu ver seria o ideal, os impostos seriam diminutos. Ocorre que agora, tanto o estado do RS como a nível federal, existe um clamor por mais impostos por parte dos governantes. A grande maioria é contra, e seria normal que, aqueles que como eu, são pela menor intervenção do Estado na vida do cidadão, fossem contrários também. Mas não. Existem casos especiais, que se deve abrir mão das convicções políticas, partidárias e ideológicas e pensar na salvação do Estado. O estado do Rio Grande do Sul não tem dinheiro suficiente, sequer para pagar seus funcionários, pois é uma grande fatia do orçamento destinada a eles. As medidas tomadas pelo governador, somente terão efeito a médio e longo prazo e as de curto que são conhecidas são as que estão sendo tomadas, ou seja, aumento de impostos.  A presidente enviou ao congresso um orçamento em que as suas despesas são maiores do que as receitas a serem auferidas no decorrer do ano. Se não forem tomadas medidas imediatas para cobrir o rombo, o país corre o risco de perder o grau de investimento de outras agências de classificação de risco, e os danos a toda a nação serão mais nefastos do que o aumento de impostos. Ninguém gosta de pagar mais por aquilo que pode pagar menos. Temos que ter presentes esta equação, na hora de escolher os nossos governantes. Se quisermos um governo que atenda a todas as nossas necessidades e tenha uma máquina atuando para nos atender, teremos que pagar por isto. Agora o assunto é outro, trata-se de salvar o estado e o país. Mas nas próximas eleições se escolhermos novamente aqueles que nos prometem facilidades, tenha certeza que serão cobrados por isto. Temos que aumentar sim o ICMS e recomeçar a cobrar a CPMF para livrarmo-nos das catástrofes, mas temos que saber que se não houver reformas estruturais, tanto no estado como no país, em breve estaremos majorando a cobrança destes impostos para cobrir novos rombos. O aumento tem de ser temporário e em conjunto com reformas se não, não vai adiantar nada todo o sacrifício ao qual nos submeteremos. 

domingo, 20 de setembro de 2015

ASSUNTOS DIVERSOS.

                            Segundo os conceitos de Engels, a família é a origem da propriedade privada e o casal nada mais é do que uma união entre o opressor e o oprimido. Somando-se a estes conceitos os de que o ser humano deve ter direito de autonomia sexual e que os pais podem e devem colocar seus filhos o mais cedo possível em uma instituição educacional, teremos uma mistura explosiva. Estaremos assim destruindo a família em todas as suas frentes de atuação e dispondo a educação dos nossos filhos a terceiros. O Estado, sabedor disto, ocupara o vácuo e, em breve estará com o poder total.
                           
                            É muitas vezes tênue a linha que divide a fantasia da realidade. Por isto temos que ter o discernimento para mantermos equilibrados entre um lado e o outro. Nem tanto ao pragmatismo exacerbado nem ao mundo da fantasia.

                            Os fatos nos levam a crer que não sairemos tão cedo desta crise que atravessa o país. A crise política alimenta a crise econômica e vice versa.

                            Eu me sentiria ofendido se alguém me dissesse que eu sou um guerreiro. Os que assim foram chamados ultimamente estão presos, ou em vias de ser.

                            No capítulo III, item 14 de “O Príncipe”, Maquiavel ensina que “quem cria o poder de outrem, se arruinará”. Creio que Lula, sentindo isto, mesmo que ignorando o autor, escolheu para sua sucessão uma criatura medíocre que jamais poderia ocupar o seu espaço.

                            Existe uma significativa diferença entre quando se faz um elogio a outro quando se está necessitando de um favor seu, e de quando se faz uma critica a uma pessoa, esperando talvez, no futuro apenas um reconhecimento por ter tentado ajudar.

Afonso Pires Faria, 20 de setembro de 2015.


“Não é o negócio do governo fazer os homens virtuosos, religiosos, ou tentar preservar os tolos das consequências das suas próprias tolices. O Governo não deve ser repressivo mais do que o necessário para garantir a liberdade, protegendo os direitos iguais de cada um contra a agressão por parte dos outros; no momento em que as proibições governamentais se estendem além desta linha, colocam em risco os próprios fins a que se destinam servir.”  Henry George

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

UM TEXTO E DOIS "TESTÍCULOS"


                            Em todo o local do mundo e em todas as vezes que foi tentado deu errado. Deu errado a tal distribuição de renda em cujo critério é “a cada um conforme a sua necessidade, de cada um conforme a sua possibilidade”. Dividiram um país rico ao meio, de um lado o capitalismo do outro o socialismo, um quase morrendo de fome tentando passar para o outro lado que era próspero e rico. Mesmo após o termino da divisão, para que os irmãos não sofressem os males de uma política atrasada, os derrotados não se convenceram que de onde não tem nada, nada se pode tirar. Aqui no Brasil, se mudarmos o governo agora, será atribuído aos novos governantes, todas as maldades necessárias para se corrigir as “bondades” feitas pelos governos populistas anteriores. Para um povo com o mesmo raciocínio de uma ameba e a lembrança de um cogumelo, vai ficar a mensagem de que o governo do PT só fez o bem e depois veio o governo malvado para terminar com a felicidade do povo dantes alegre cheio de benesses, copa do mundo, olimpíada e bolsas que não acabam mais e um país cujos vizinhos só elogiavam, pois para eles iam bilhões em recursos de um banco brasileiro que não tinha limites de gastos. Teremos que trabalhar muitos anos ainda para pagar aquilo que não se pode estancar de imediato. Os cofres da viúva vão seguir sangrando até morrerem todos os, por exemplo, indenizados por crimes praticados pela ditadura militar. Muitos já se esqueceram, que tem assassinos/justiceiros recebendo polpudas indenizações por “atos de coragem” como os Josés Dirceu e Genuíno. Teremos também que esperar que grandes empresas restituam ao banco brasileiro milionário, os polpudos empréstimos que receberam para fazerem obras faraônicas, nem todas no nosso território. O Brasil é um dos países que mais investe em educação no mundo, o problema é que o que ele ensina é o aluno a pensar que este modo de governar é que é o correto. Até aqui vem dando certo, pois quanto mais erros cometem, mais o povo aplaude. Fica Dilma, fica PT, até corrigirem toda a porcaria que fizeram no nosso pobre país. Se é que se pode consertar um erro cometendo outro maior ainda, que é o que este governo vem fazendo sucessivamente.



                            Faz parte da natureza esquerdista, impor a sua vontade aos outros. Os transgênicos por exemplo. Quem não quiser consumi-los, que não o façam, é um direito de cada um. Agora impedir que este alimento mate a fome de milhões de seres humanos, que deles necessitam é de uma crueldade sem fim.

                            É mais do que necessário que o congresso aprove as medidas propostas pelo governo. Elas são imprescindíveis. Sem elas os brasileiros provarão um remédio tanto mais amargo quanto o tempo de demora para cobrir o rombo que temos nas finanças do país. Mas a verdade é que estas mesmas medidas não seriam nem imprescindíveis nem necessárias, não tivesse o governo cometido atos, sabidamente irresponsáveis e populistas com fins precípuos de ganhar as eleições.

Afonso Pires Faria, 16 de setembro de 2015. 

terça-feira, 15 de setembro de 2015

PARA NÃO FICAR DESATUALIZADO.

-É de Maquiavel a frase que diz que “uma pessoa esquece mais fácil a perda do pai do que a do patrimônio”. Pode ser cruel, mas é verdadeira em muitos casos, principalmente para os mais incultos. O mais impopular doa presidentes militares, nunca necessitou aparatos de segurança iguais aos que foram necessários para proteger a atual presidente no desfile do dia 7 de setembro. Houve excessos nos governos pós 64, mas o povo não foi traído com falsas promessas e não teve, como agora o seu patrimônio aviltado e com a certeza de que o fundo do poço ainda não chegou.

-A amizade do atual governo brasileiro para com as nações cresce inversamente proporcional ao grau de democracia da nação em questão.

-Das prisões que estão sendo feitas na operação lava jato, a do ex presidente Lula, só poderá ocorrer quando todos os outros já estiverem enjaulados a ponto de não haver mais nenhuma dúvida sobre a sua participação direta em todos os crimes. Os fanáticos não aceitarão a pena se as provas não forem tão explícitas que até um camelo entenderia.

-Alguém pode me citar quais das medidas prometidas pela presidente Dilma foram cumpridas? E alguém ainda se lembra delas? Pois não foram cumpridas. A promessa da diminuição de 10 ministérios, que até pegou bem, já faz um mês e até agora, nada. Daqui a dois anos o povo também não vai se lembrar disto.

-Responsabilidade fiscal: “Nós não nos sujeitaremos a esta prática neo liberal”. Foi pronunciada esta frase com toda a pompa e circunstância e quase todo o início de um novo governo petista. Deu no que deu. E tem gente que não entende.


-O Estado Islâmico está bem contente com as ações humanitárias que acolhem aqueles que eles expulsam da sua terra.