quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

É PÃO E CIRCO.

O povo e o governo brasileiro vivem atribuindo a este ou àquele fator, a causa do não desenvolvimento do nosso povo. Porque será  que isto não ocorre no Japão,  China,  Coréia , Rússia e outros? Se compararmos o que o nosso país ganha e o que investe em turismo, e o que os outros também o fazem,  certamente o Brasil, terá uma larga vantagem não só nos valores auferidos, como também na proporção custo/benefício. Temos uma vantagem, gastamos um pouco, ganhamos um pouco mais e ainda por cima, o povo se diverte com isto.
            Na outra ponta estão os países que tem governos desumanos e que preferem investir em politicas que somente terão resultados a longo prazo, em educação e infra estrutura. Do que adianta investir nestes setores, que não produzem nada de popular, não dão votos, e que somente serão vistos por uma futura geração?
            No Brasil, houve no ano de 2010 algumas catástrofes meteorológicas, nada comparada a que ocorreu no Japão. No Japão, poucos resquícios restam do que lá ocorreu, porém no nosso país, nada ou quase nada se fez para consertar ou para prevenir que novamente isto novamente ocorra.
            Nos foi com isto negado o pão, agora resta o circo, mas este não falhará. Podemos não ter escolas, nem obras de infra- estrutura, ou de prevenção de acidentes, mas receberemos milhares de turistas para verem a copa do mundo de 2014. Isto nos renderá, certamente, bons dividendos, que será suficiente para construir, talvez, mais de um hospital. O circo está armado, e pouco interessa se o dinheiro dispendido para gerar recursos para construir um ou dois hospitais, seria suficiente para construção de vários hospitais, creches, estradas, saneamento básico e escolas.
            Vamos preferir gastar o nosso dinheiro em publicidade. Não interessa se somos o 184º  em educação, o nosso povo é um dos mais felizes do mundo. O mais enganado, mas o mais feliz. Sim o mais feliz, porque é um dos mais ignorantes. Quanto maior é a cultura, maior o sofrimento, pois vemos as coisas erradas. Quanto maior a ignorância, maior a dificuldade para discernir o certo do errado, o acessório do principal, e é por isto que somos felizes. Somos mantidos na ignorância propositadamente.
            Tenham certeza que não sairemos das trevas, enquanto não soubermos escolher para nos governar aqueles que nos dizem a verdade e não aqueles que mais nos enganam. Os que estão no poder, não cumpriram nada do que prometeram e seguem fazendo promessas que não se concretizarão, a curto, nem a longo prazo. Onde está o aeroporto prometido pela Dilma em S. Paulo, logo após a queda do avião da TAN, e  o trem bala, e a transposição do rio S. Francisco e a Usina de Belo Monte?
            Como gostamos de sermos enganados e não sermos instruídos e orientados, seguimos votando naqueles que mais nos mentem e nos prometem grandes vantagens sem sacrifícios e vamos desprezar aqueles que nos dizem a verdade, de que não se obtém nada sem sacrifício. Um dia o povo vai descobrir que esta trabalhando e produzindo cada vez mais, para dar àqueles que nada produzem, e se cansará disto.
Afonso Pires Faria - Torres 14.01.2012

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Estado forte com um povo fraco.

O que pode acontecer em um país em cuja população é mais de 80% analfabeta funcional e o estado tem o seu sistema de governo totalmente desvirtuado do que deveria ser. O legislativo executando, o executivo fazendo leis, o judiciário contrariando normas constitucionais claras.
            O que vai acontecer, é que o povo vai viver brevemente em um regime no qual a ditadura, será considerada branda. Se queres saber, como vai viver um país no seu futuro, leia o que diz a literatura e os usos e costumes do passado.  O que ontem era um aconselhamento, hoje já esta sendo obrigado a se executar. Era feio fumar diante de pessoas mais velhas, hoje se pune quem fumar em local fechado. Era aconselhado se proteger dentro dos automóveis, hoje se pune aquele que não tiver se protegendo adequadamente, e assim por diante.
            Querem saber no que vai dar isto? Aguardem. Serão leis como punir o assaltado que reagir a um assalto. Isto hoje é um aconselhamento que deixa o bandido totalmente seguro para a ação, mas se não for suficiente este aconselhamento, vamos fazer virar lei logo. Assim a bandidagem estará mais a vontade. Vocês duvidam? Esperem.
Afonso Pires Faria - Torres 12.01.2012

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

MUDANÇAS COM O PASSAR DO TEMPO

Alguns ditados ou aforismos, com o tempo, vão tendo um significado diferente, ou vão se modificando, ou simplesmente caem em desuso. Vejamos o "quem não deve, não teme", hoje não é bem assim. Quem não deve, não deve, mas deve temer sim, e quem deve pode deixar de temer tanto quanto antes.
            Os artifícios da lei, hoje, nos permitem transformar um assassino em herói e este, em um assassino, dependendo do lado em que se está da trincheira. A estatística, se usada de forma correta nos prestam inúmeros serviços, bem aplicada podem inclusive evitar tragédias. Mas também se prestam para justificar mentiras, se utilizada de forma incorreta ou propositalmente enganosa.
            O caso do desarmamento, é um clássico mau uso da estatística juntamente com um sofisma com a única intensão de enganar a população menos avisada do nosso país. Tenta-se atribuir uma pretensa diminuição na criminalidade, ao fato de ter-se efetuado o desarmamento , poderia se também atribuir a diminuição do consumo da goma de mascar ou da diminuição da produção de bambu no país.
            A estatística, poderia nos dizer que o desarmamento aumentou a criminalidade, se olharmos que em 14 estados ouve incremento no número de mortes por habitante, e a diminuição, de fato, foi apenas em 2, Rio e São Paulo, Estados que endureceram com o crime. Se fizermos um estudo um pouco mais aprofundado, veremos que um número mínimo das armas entregues, por cidadãos de bem, se ainda tivessem de posse dos mesmos, serviriam para pratica de algum crime.
            Quando o rebanho esta prevenido, o lobo dorme com fome. Está aí um ditado que deveria ser divulgado, mas não o é, por ser politicamente incorreto. Os criminosos, são quase sempre os mesmos, são presos, soltos, presos novamente e soltos e voltando sempre a delinquir, mas nunca foi dito na notícia que a arma que ele utiliza, não era registrada. Isto não convêm, e não interessa a grande mídia. 
Afonso Pires Faria.
Torres, 28.12.2011

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

O Bicho Papão é Destro?

Do blog
vomitandolagrimas.blogspot.com
 de: Diego Primon Martins

Essa semana Anders Behring Breivik, réu confesso dos atentados ocorridos em 22 de julho deste ano na Noruega, onde ele assassinou 77 pessoas, concedeu uma polêmica entrevista de dentro da prisão ao Jornal VG, de OSLO, onde afirmou que no dia dos atentados, o carro-bomba que preparou tinha originalmente a intenção de derrubar o edifício inteiro da sede do governo da Noruega para matar do primeiro-ministro do país, Jens Stoltenberg, além da ex-premiê Gro Harlem Brundtland, o titular das Relações Exteriores, Jonas Gahr Store, e o presidente da juventude social-democrata (AUF) Eskil Pedersen, aos quais chamou de "traidores de classe A", mas a explosão causada por ele, que matou oito pessoas, não conseguiu atingir o objetivo. Na mesma entrevista, Breivik afirmou que foi após fracassar nessa “missão” que decidiu ir à ilha de Utoya, onde matou a tiros 69 jovens que estavam acampados em um evento da juventude social-democrata.
O jovem bem sucedido nos negócios, que outrora fora adjetivado positivamente por muitas pessoas, hoje recebe um tratamento oposto, sendo considerado um monstro tenebroso por boa parte do mundo. Digo “boa parte” porque mesmo sendo um assassino brutal, Breivik possui admiradores.
As declarações dele ao jornal surpreendem pelo desdém com que trata o fato de ter executado friamente quase 80 pessoas em um único dia, colocando o massacre dos estudantes como uma espécie de “prêmio de consolação” por não ter atingido o objetivo principal. E tudo indica, a julgar pelos detalhes que envolvem o caso, que mesmo que tenha sido uma espécie de “plano B”, o assassinato dos jovens foi muito bem arquitetado e calculado, em uma notável lógica perversa de obtenção de sucesso a qualquer custo.
Essa postura fria e ausente de empatia é geralmente vista em pessoas com distúrbios de personalidade graves, como os sociopatas, maníacos e os assassinos em série, mas, a contragosto do senso comum e da imprensa, seria realmente coerente afirmar que esse homem é um louco? A pergunta parece ridícula em um primeiro momento, mas se levarmos em conta que a menos de um semestre Breivik era um cidadão exemplar em todos os contextos sociais da sua comunidade, sendo um jovem bem apessoado de 32 anos muito bem sucedido nos negócios, cristão, com uma rotina saudável de exercícios, atuante no cenário político, formador de opinião e bem humorado na maior parte do tempo, será que o argumento de que ele é insano se sustenta?
A resposta é difícil de ser definida ao passo que entende-se por “louco” uma pessoa que vive em um mundo diferenciado dos demais seres humanos. Com conceitos distorcidos e deformados em suas impressões de mundo, e que age segundo suas próprias regras, sejam elas ordenadas conscientemente por si mesmo ou por alguma entidade externa fruto de seu delírio. E essa descrição não se encaixa em Anders Breivik, que tem uma vida correta segundo os conceitos de sua comunidade, mas sem ser correta demais como esperam alguns fãs do assassino.
Ele era uma pessoa normal até um dia antes do atentado, e agora, foi promovido a lunático após um fato absolutamente isolado de sua vida. E tanto antes quanto depois de seu pretenso “surto psicótico” ele continua apresentando uma leitura fria, calculista e cruel dos acontecimentos, mas todas inegavelmente reais.
Os motivos que ele apresenta para justificar sua atitude, apesar de pesadamente carregados de passionalidade e preconceitos, existem realmente, não são delírios de uma mente perturbada.
Não, Breivik não é louco.
É um fanático, cruel e perverso sim, mas louco ele não é. Ele sabia o que estava fazendo, e continua consciente do que fez, e a frieza em seu depoimento apenas demonstra a certeza que ele tem sobre suas convicções ideológicas, onde ele se isenta de culpa.
Chamá-lo de louco é simplificar perigosamente o que ele representa. É afastar a possibilidade dele não ser o único militante de suas idéias racistas que considere o homicídio em massa uma opção para atingir seus fins.
Notoriamente extremista em suas crenças, esse norueguês carrega consigo além de adjetivos figurados a respeito do seu desrespeito pela vida dos seus opositores, a pecha de ser um militante da direita conservadora européia, sendo popularmente nomeado como “ultradireitista” ou “de extrema direita” pelos jornais. O que serve tanto para buscar uma maior justificativa para sua suposta loucura, quanto para tentar agredir os movimentos legítimos da direita na Europa, que encontram-se em uma fase de popularidade bastante crescente.
É preciso fazer uma leitura critica dos fatos para não se entrar em contradição, uma vez que a maior parte dos argumentos levantados pelo senso comum e pela imprensa mundial não são capazes de se sustentar em uma avaliação pontual.
Breivik é inegavelmente um assassino frio e com motivação racista de altíssima periculosidade, e as razões dele para os crimes que cometeu são mesmo de origem ideológica. Mas, ele não deixa de ser um membro considerado da elite européia, e apesar das ideologias dele serem condizentes com as propostas dos partidos de direita, ele não é nada além de um cidadão comum na esfera partidária.
A busca por encontrar uma razão demoníaca para as atitudes dele, culpando algo pretensamente maior do a simples vontade, de forma quase metafísica, não corresponde com a realidade dos fatos. Tratando-se claramente de um processo de desmoralização absolutamente inconseqüente da ideologia conservadora, ao tempo que o absolve por seus crimes por ser ele um homem na verdade doente, que só fez o que fez devido à combinação explosiva entre a sua patologia mental e a ideologia maléfica defendida pelos conservadores.
Nem Breivik é doente mental, e nem o conservadorismo e a direita são peçonhentos. E isso precisa ser trazido ao debate quando se fala nesse caso, onde um homem, que pode ser parte de um grupo, tomou uma atitude absurdamente violenta para declarar sua indignação em relação sua visão do cenário político, e a preocupação não deve ficar concentrada em estereótipos pejorativos e interesses escusos de manipulação da opinião pública, uma vez que notadamente essa postura ridícula e sem base pode mascarar o verdadeiro mal por traz do acontecido e gerar ainda mais violência nos dias vindouros.