terça-feira, 6 de dezembro de 2016

DESEJO ATENDIDO. E agora?



              - A mulher se julga um ser superior ao homem. E é. Este direito de ser superior ao homem tem um motivo mais do que justificável que é o de ter o privilégio de gerar outro ser em seu interior. Na hora em que ela abdica deste direito, dizendo que o seu corpo é seu, única e exclusivamente, perde o direito da sua superioridade e torna-se um reles ser igual ao homem.

            -  Quem chama Aécio Neves de traidor, por ter articulado o golpe a favor da corrupção é porque, assim como eu, não prestou bem a atenção do que é, de fato, o PSDB.

            - Pesquisem quantas pessoas foram vítimas diretas ou indiretas do ditador Pinochet e quantos o foram do presidente de Cuba Fidel. Procurem ver a permeabilidade das fronteiras de um e de outro país durante o governo de um e de outro destes governantes e vejam os epítetos dados a um e a outro pela imprensa, quando da sua morte. Um foi um grande líder e o outro, morreu sem ter pago pelos seus crimes.

           - Quem está a pedir urgência na saída de Renan da presidência do Senado, ainda não se deu conta do perigo que isto pode representar para o futuro da nação. Jorge Viana (PT-AC) está bom? (isto eu escrevi ainda no dia 04.12, antes do afastamento do Calheiros) Em tempo: se estão achando ruim o Viana, temos ainda um tal de Farias e uma Hoffman. Que tal!

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

NO CALOR DA EMOÇÃO



               Uma das frases atribuídas a Voltaire era de que “não existem delicias extremas nem extremos tormentos que possam durar a vida inteira; o extremo bem e o extremo mal, são quimeras”. Pois bem; ocorre eventualmente em várias partes do mundo, com mais frequência em países com pouca educação, o chamado “efeito manada”. Quando um número expressivo de pessoas adere a uma causa, logo encontra um número considerável de seguidores. Procuro ser sempre comedido com estas paixões extremadas, nem sempre consigo, mas procuro. Jamais usarei uma camiseta com o “# somos todos Moro”, assim como nunca morri de amores pelo juiz Joaquim Barbosa, por ele ter defendido uma causa pela qual eu era simpático. Agora, muitos dos que o adoravam estão a criticá-lo por uma colocação sua desfavorável ao impeachment da Dilma. Menos povo, menos. A moda agora é o “Somos todos Chape”. Todos são torcedores do time da Chapecoense pelo fato de ter ocorrido uma tragédia com seus atletas. Qualquer ser humano que não seja “todo chape” é um insensível, um desumano, um crápula. Menos povo, menos. Também estou sentido com a morte dos atletas e de todos os que estavam no fatídico voo, mas nem por isto saí de casa em desabalada carreira para participar dos funerais e não acho justo que se critique quem foi, e nem quem não foi. O “efeito manada” explica o porquê destas atitudes extremadas. Quero ver que camiseta vestirão quando começarem a chegar, por parte dos mortos no acidente, ações trabalhistas, civis e criminais contra o clube. Um pouco de cautela no momento do calor dos fatos não faz mal a ninguém. Menos povo; muito menos.


               Quando houve a tragédia em Santa Maria, na boate Kiss, a presidente Dilma cancelou alguns compromissos importante e foi prestar solidariedade aos familiares. Na época, por muitos, foi injustamente classificada como demagoga. Não houve translado de corpos. As circunstâncias eram outras, a presidente fez o que era conveniente para a época e foi criticada. Agora, o presidente Temer fez também o que lhe cabia, foi recepcionar o corpo dos jogadores no aeroporto de Chapecó. Está sendo criticado por não ter manifestado que iria as homenagens no estádio. Tivesse ele se disposto a comparecer no local, já de pronto, poderia também ser taxado de demagogo como foi Dilma. É difícil mesmo fazer os outros pensarem com a nossa cabeça. A intolerância do povo é uma constante.

               A “novilíngua” não tem limites. Aos poucos nos faz cabrestear. Tudo o que aprendemos passa a ter um novo significado, quando não diferente do real, exatamente o seu oposto. O politicamente correto nos impede e/ou proíbe de falar as coisas da mesma forma que aprendemos. Exemplos não faltam: cego, negro, anão etc. foram apenas amenizados, e nos obriga, aos poucos a usarmos expressões diametralmente o oposto do que realmente são. No projeto de combate a corrupção, os nobres deputados fizeram alguns ajustes que o transformou em um salvo conduto para cometer todo e qualquer tipo de falcatrua. Assim agiu Dilma em 2013 quando o povo foi para as ruas  pedir uma coisa, e ela malandramente prometeu atendê-los, dando outra totalmente diferente da reivindicada. Nesta ocasião eu a critiquei. Agora o povo pede o fim da impunidade e o congresso aprova o fim, mas o fim da punibilidade. Sinceramente não sei de quem foi o ato mais criminoso.

sábado, 3 de dezembro de 2016

MENTIRA, FALSIDADE E HIPOCRISIA.



- Foi um verdadeiro tiro no pé. Ao aprovar medidas a favor dos corruptos na Câmara dos Deputados, uma medita inconstitucional, afloraram os nomes dos que temem a justiça. Achar que podem alterar medidas de dentro da nossa Constituição que não por uma PEC, é de uma ingenuidade primária. O Moro precisava dos nomes e os obteve. Agora é só excluir um que outro e incluir alguns corajosos, que mesmo sendo criminosos votaram a favor, e está pronta a lista dos que devem ir para Curitiba.

- Tenho uma dúvida: se for aprovado o aborto de um feto por ele ainda não representar uma vida, seria este um passo para podermos eliminar, também, um ser vivo por ele não representar mais uma vida?

- Enquanto estava prendendo ladrão de galinhas e cidadão que matava bandido, o judiciário era uma beleza. Agora ele extrapolou e quer começar a prender deputado, senador e até ex presidente. Aí já é demais. A Lava Jato, estava indo muito bem, jogando para a torcida, mas quando ela começa a agir pragmaticamente e prender os culpados, aí já é demais. A operação Mãos Limpas na Itália, foi abortada justamente porque os políticos eram quase tão corporativistas como são os brasileiros. Queriam um desfecho diferente aqui do que ocorreu lá? É muita ingenuidade.

- Eu não sou especificamente contra uma pessoa ou a um partido. Sou sim contra ideias que prejudicam o povo, iludindo-o de que o está beneficiando. Com o argumento de não dar superpoderes ao judiciário, dois deputados caxienses rivais, se uniram. Um, sabidamente para defender o próprio couro, o outro por corporativismo. Ambos votaram para que ocorra no Brasil o que aconteceu na Itália com a operação Mãos Limpas. Ou seja, todos foram condenados, mas não houve punição alguma e o crime prosseguiu.