segunda-feira, 4 de julho de 2016

STF, TOME TENDÊNCIA.



              
               Tenho defendido os ministros do STF. Penso que eles, depois de vestirem a toga, ficam isentos, apenas reféns de sua obrigação e infimamente suscetíveis as suas preferências ideológicas, mas nada que os faça tomar uma decisão ao arrepio das normas constitucionais. No caso mais em voga, o da soltura de Paulo Bernardo, estão surgindo evidências de que o ministro Toffoli, cometeu algumas irregularidades. Não tenho conhecimento pleno do processo e penso que se deve esperar para que as instâncias competentes esclareçam o fato e que o ministro também explique o motivo de, momentos após a soltura de Bernardo, ter se encontrado com o petista Arlindo Chinaglia. Comprovado o ilícito, mesmo assim, creio que não haja uma contaminação total do STF. Medidas cabíveis devem ser tomadas, no caso da comprovação do erro do ministro. Medidas que devem constrange-lo a ponto de intimidar, a ele e a outros não repetir o fato. Não fica bem um ministro do STF ficar se encontrando as escondidas com quem quer que seja, nem aqui, nem no exterior.  O que me preocupa, é que as denúncias e queixas a membros do STF, vem se intensificando e as acusações recaem em diferentes elementos da referida instituição. Comprovada esta suspeita, a situação fica preocupante pois o órgão que tem como dever, zelar pelas leis, ás está descumprindo. Agrava-se ainda mais, quando olhamos para os lados e vemos o executivo e o legislativo já na mesma situação, se não pior. Quem nos poderá salvar? A resposta, eu não quero dar por ser óbvia, e por eu ser altamente suspeito.

sexta-feira, 1 de julho de 2016

CONSIDERAÇÕES FINAIS do semestre.



               Se eu tivesse R$ 10.000,00 sobrando compraria tudo de Libra esterlina. Em menos de 6 meses estará valendo quase o dobro. 

               O que seria do pobre Brasil se não existisse o Mercosul e países vizinhos como a Venezuela, Bolívia, Equador e Colômbia, e satélites como Paraguai e Uruguai, para explorá-lo econômica e politicamente?

               A democracia direta, tão pregada pelos esquerdistas, não dura até a página 2. Foi só perderem um referendo no Reino Unido, que já querem fazer outro para referendá-lo. Globalização 1 globalismo 0.

               Com a saída do Reino Unido da União Europeia, o custo burocrático da paquidérmica instituição terá que ser dividido por um menor número de participantes. Até quando a Alemanha aguentará?

               Toda a vez que tu tenta ser aceito em uma sociedade, de forma coercitiva, o resultado é a rejeição. Assim vejo os movimentos que defendem minorias, e/ou maiorias como se minorias fossem. O Reino Unido já deu a sua resposta a União Europeia que lhe estava impondo imigrantes, que por sua vez queria impor no país de destino, a sua cultura. Não é assim que funciona. Se queres ser aceito, molda-te aos costumes de quem te acolhe.

               Para os que tanto criticam o tal “foro privilegiado” deveriam rever seus conceitos. Bolsonaro, sob os auspícios do referido privilégio é réu de acusação por apologia ao estupro, por dizer que não estupraria uma referida mulher. Ciro Gomes, sujeito a justiça comum, fala em sequestrar um delinquente e entrega-lo a uma embaixada, se tiver sua prisão decretada, e esta não condizer com os preceitos legais segundo a sua ótica. Este não sofreu nenhuma admoestação sequer do poder judiciário.

               Venho mais uma vez em defesa dos juízes do STF. Toffoli, que já agiu contrariando os desejos dos petistas, e agora que age de forma a beneficiar um, é criticado como se agisse somente pensando em defender bandido. No caso de Paulo Bernardo, ele simplesmente revogou a prisão preventiva, não o inocentou de nenhum crime. Também ao encaminhar o processo dele para São Paulo e não para Curitiba, não agiu pensando que o único juiz que prende é o Moro. O caso é encaminhado para o Estado em que tem origem o crime. Parece que existem juízes e um deus. Parece que todos os juízes são compráveis, subornáveis ou incompetentes. Somente o Moro é justo. Estes fatos novos no Brasil está emburrecendo até intelectuais da área jornalística e política.

               Quanto mais aguda é a ponta de uma flecha mais profundamente ela penetrará. Quanto menos o Estado se meter em assuntos que não lhe são pertinentes, menos poder de penetração ele terá naqueles em que ele deve atuar. E o povo burro pede para o governo se imiscuir até em fábrica de zíper, alegando que é patrimônio do povo.