terça-feira, 7 de outubro de 2014

OS DEBATES


            Os debates servem para os candidatos exporem para os seus eleitores, ou possíveis eleitores, o seu plano de governo para o futuro e aqueles que detêm cargos públicos, que o exerceram de forma profícua à sociedade. Mas duas coisas me chamaram a atenção nos debates. A presidente Dilma jactou-se de ter quintuplicado os atendidos pelo bolsa família. Imaginem que este foi um plano para atender os necessitados até que eles, por conta própria, consigam manter-se. A vitória, portanto, seria que no final de um governo houvesse o mínimo de assistidos por este programa. Seria uma vitória.
Outro momento que foi, para mim, preocupante foi quando o atual governador Tarso, queixou-se da exorbitante dívida que tem o Estado para com a União e que esta, no montante em que se encontra, é impagável. O fator preocupante da exposição do então governador foi quando ele disse que, em breve, o Governo Federal irá prorrogar o pagamento dos encargos e que com isto; agora sentem-se para não cair: o Estado poderá fazer novos financiamentos. Pronto. Queixam-se da dívida e o principal objetivo é aumentá-la ainda mais. Povo burro vota nestas propostas. Nenhum oponente contestou o seu argumento. Creio que todos ficaram contentes em poder aumentar a dívida para o próximo ou a próxima geração pague a conta. Pobre Estado no nosso.

Afonso Pires Faria – 04.10.2014.

sábado, 4 de outubro de 2014

Não ouse cidadão brasileiro atingir um patamar acima da mediocridade. Acima disto, serás taxado com impostos grandiosos para que possas sustentar aqueles que nada fazem a não ser esperar o bônus do ônus dos outros.


Afonso Pires Faria – 04.10.2014.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

O MÁGICO E O ELEITOR.


A mágica nada mais é do que a arte de, com certa habilidade, uma pessoa, o mágico, iludir outra, o espectador. Com algum treinamento qualquer pessoa pode efetuar um truque com cartas. Atualmente com o advento da tecnologia a arte do ilusionismo foi se aprimorando a ponto de alguns menos informados, ou sem acesso a informação, acreditar piamente que o truque foi, de fato, uma mágica.
O ilusionista usa da artimanha de desviar a atenção do espectador para um gesto, aparentemente principal, enquanto de uma forma rápida efetua, o que é para o outro, a mágica.
No tempo dos coronéis havia fraude nas eleições e muitos sabiam disso, outros não, pensavam eles ter de fato, contribuído para a vitória do candidato em que votou, ou pelo menos contribuído para uma derrota menos acachapante do outro candidato. O tempo passou e hoje se sabe que as eleições eram fraudadas de uma forma primária, mas para alguns era inacreditável a existência de qualquer burla nas eleições. Elas eram limpas e transparentes.
Hoje existem várias acusações de fraudes nas eleições. O Brizola, quando candidato, ainda no início da utilização das urnas eletrônicas descobriu uma fraude contra si, e foi devidamente comprovada.
Hoje trancam-se as urnas em cofres, vigiam-nas 24 horas por dia para evitar o acesso de qualquer um nas suas proximidades, são lacradas, utilizam-se chips que são verificados por juízes eleitorais na frente a imprensa. Tudo é feito para demonstrar a lisura das eleições.
Quando o mágico faz o espetáculo, o truque já foi feito. O crime já pode ter sido cometido antes do show. Fico muito desconfiado quando se tem tanta necessidade de provar que uma coisa não vai ser feita. Quando isto acontece, para mim, o mal já aconteceu. Quem garante que o coelho já não estava dentro da cartola quando o mágico de forma exaustiva demonstrou não haver lá coelho nenhum?
Afonso Pires Faria 27.09.2014

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

O QUE É BOM SE ESCONDE.

O QUE É BOM SE ESCONDE.
Os mais velhos lembrarão o episódio do então ministro Rubens Ricúpero em uma entrevista a Carlos Monforte da Rede Globo, quando em um momento de distração, sem saber que estava sendo gravado, pronunciou a frase que lhe derrubou do poder “O que é bom a gente mostra, o que é ruim a gente esconde”.
Pois na moda do politicamente correto e do marketing político, em que o político só pode falar o que soa bem aos ouvidos dos eleitores, algumas coisas não são reveladas. Alguns exemplos: O corte na aposentadoria integral para os servidores públicos, a não aceitação do fim do fator previdenciário e a não assinatura da carta de desmatamento zero na Cúpula do Clima em NY.
Estas atitudes são de um grande estadista, nenhuma delas são para benefício do governo atual. Muito pelo contrário, somente lhes causam déficits eleitorais. O povo ignorante, a grande maioria dos eleitores, só quer saber de benefício imediato. O governo do PT é mestre em fazer isto e propagandear como bom o que, na verdade, é pernicioso ao país. Agora quando faz um ato de coragem, no lugar de mostrar esconde. Pobre país o nosso.

Afonso Pires Faria 24.09.2014. 

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

COTAS PARA QUE?


Qual a real necessidade de termos um sistema de cotas? Se tivermos que pagar por um erro cometido no passado que o façamos sem humilhar os beneficiados, como é o caso dos negros. E que os que defendem este instituto que de o exemplo antes de decretá-lo. Este é o caso do governo federal que institui cotas, mas não as cumpre quando da escolha de seus ministros.
No caso dos homossexuais então nem se fala. Defendem a causa, mas não tem nenhum no ministério ocupado por gay, lésbica ou assemelhado. E olha que se aumentou, em muito, o número de ministérios para acomodar a “cumpanherada”.
Mas o caso mais grave, eu penso, ser o caso das mulheres. Elas são a maioria da população brasileira e só depende delas para escolher quem  deve representa-las. E precisam de cotas para isto?
Se tivéssemos uma educação de qualidade, não necessitaríamos tergiversar e nem falsear dados para praticarmos uma boa política. Bastaria, para sermos de fato democráticos, deixar o povo escolher livremente sem parâmetros que mais confundem do que ajudam na escolha.
O eleitor vota em um homem hetero e, por uma armadilha, termina elegendo uma mulher lésbica. Nada contra as opções sexuais nem de gênero, mas sim ao fato de que alguém que fez uma escolha e beneficiou  outra com parâmetros diametralmente oposto do desejado.

Afonso Pires Faria. 23.09.14.

domingo, 21 de setembro de 2014

A MENTIRA COMO ARMA


O exercício físico fortalece os músculos assim como a leitura e a informação fortalecem a memória e o poder de discernimento. Se a pessoa não se exercita, com o passar do tempo vai enfraquecendo o seu poder de mobilidade e diminuindo a sua força e a sua resistência. Assim também é aquele que não se informa e não exercita o cérebro. Este fica atrofiado tanto no seu poder de retenção de informação, como de memorização.
Juntado a dificuldade de reter e lembrar a uma técnica de persuasão fica fácil iludir o ignorante. Ouvi na propaganda do partido situacionista que: “Graças ao PT, que criou o bolsa família o povo hoje esta melhor economicamente”. Duas mentiras, que vem sendo repetida sistematicamente que já é aceita como verdade. Primeiro: o Lula, quando na oposição, criticava as bolsas, dizendo que elas faziam com que o povo votasse com o estômago e não com a cabeça. Tão logo tomou posse extinguiu as bolsas e criou o fracassado “Fome zero”. Constatado o fracasso, adotou novamente o plano que tanto criticava e que hoje reivindica a si a sua paternidade. Outra mentira é a da prosperidade do povo. Os números deixam claro que o Brasil cresce muito menos do que a média dos países em desenvolvimento e de seus vizinhos da América Latina.
De mentira em mentira este partido, que antes defendia a alternância no poder, hoje defende o continuísmo. Que criticava os banqueiros e lhes deu os maiores lucros da história do país. Que dizia que salário não é renda e hoje taxa com a maior alíquota os assalariados. Que criticava as alianças espúrias, e hoje se alia a antigos inimigos para não permitir que ocorra o que mais defendia, que é a alternância.
As inconsequências são tantas que eu ficaria aqui às citando por mais duas páginas. Contam eles com a fraca lembrança dos eleitores, que somado a baixa instrução e ao tempo de exposição de mentiras, que fica fácil iludir os incautos eleitores.
Temo pelo pior. Que se elejam novamente estes que aí estão. Ainda é tempo.

Afonso Pires Faria. 20.09.2014.