terça-feira, 18 de junho de 2013

Cala a boca, Magda.

            O meu pai, costumava dizer que uma pessoa, quando não tem o que dizer, que fique calada. Pois a nossa presidente, em duas ocasiões, nestes últimos dias, perdeu a oportunidade, de manter-se calada, e não o fez.
            Na primeira delas, quando a imprensa divulgou exatamente o que ela disse, relativo a elevação da inflação, e ela acusou a imprensa de terrorismo. O pior de tudo foi que ameaçou os órgãos de comunicação, dizendo que não admitiria, por parte deles, este tipo de terrorismo midiático. Ora bolas dona Dilma, como pode a senhora, que tanto à praticou, agora voltar-se contra esta prática? E olhe que este tipo de terrorismo praticado pela imprensa, não tira a vida de inocentes, como o dos grupos de guerrilha dos quais a senhora participava no passado. “Todos nós reconhecemos um louco quando o vemos, mas não quando o somos”.
            A segunda oportunidade em que a presidente deveria ter calado, e falou, foi quando se manifestou sobre os movimentos, que estão mexendo com todo o Brasil. Falou a excelentíssima: “As manifestações pacíficas, são legitimas.” Ora bolas, que obviedade. E a imprensa divulga isto, com a maior naturalidade, como se fosse uma frase muito pertinente.
            Meus amigos e minhas amigas, isto é caso de internação por demência, e uma demente que substituiu um idiota, é demais para uma nação. Por mais rico que seja o nosso país, ele não vai aguentar um quarto mandato com gente tão sem rumo. E olha que eu nem estou cobrando os 800 aeropostos que e presidente prometeu até o fim do mandato.


Afonso Pires Faria – Caxias do Sul, 18.07.2013.

domingo, 9 de junho de 2013

Estimulo ao vandalismo.

     Se toda a vez que o poder constituído tomar uma decisão, e a população não concordar com ela, for motivo de atos de vandalismo, a nossa sociedade, em breve, voltará aos tempos da barbárie. A nossa comunicação já é precária. A escrita, antes pomposa e cheia de figuras de linguagem e rica em vocábulos, hoje se resume a abreviações e textos de uma pobreza de dar dó.
     Mas a quem devemos atribuir a culpa? Aos jovens que buscam liberdade, facilidades e direitos? Creio que não. A culpa está nos nossos governantes que permitem este tipo de coisa e muitas vezes, mesmo que involuntariamente, estimulam este tipo de coisa.
Quando um proprietário, tem  seu patrimônio esbulhado e os seus bens depredados, as autoridades, no lugar de utilizar o uso da força que as leis lhes garantem, usam de toda a complacência para com o infrator, e descaso para com o agredido. O governo perdeu o respeito de seus governados e de uma forma masoquista estimula a isto.
     Toda a vez que um ato de protesto, com vandalismo, surtir o efeito desejado,  que uma propriedade tomada de seu legítimo dono ficar de posse do invasor, uma redação medíocre, com receita de bolo e hino de time de futebol, for premiada, estaremos estimulando o retrocesso. Cabe aos governos refletirem ao tomar uma medida, e quando tomada, não voltar a trás para não abrir precedente. Assim agindo, imporá respeito. Ao contrario os vândalos, em breve é que serão as autoridades neste país e voltaremos a nos comunicar, com sinais de fumaça.

Afonso Pires Faria – Caxias do Sul, 07.06.2013

sábado, 1 de junho de 2013

Temor e respeito

         Aqueles que te respeitam hoje, porque te temem, amanhã, quando tuas forças acabarem, não te temerão mais, nem te respeitarão. Assim é para os que compram amizade com dinheiro. Quando o dinheiro acabar, vai-se a amizade. Somente conquistamos amizade e respeito, através de atitudes. E que elas não sejam superficiais, que sejam tão sinceras, que os que estejam à tua volta te respeitem e não te temam que gostem de ti e não do que tu tens.
               Na vida, as coisas não acontecem por acaso. O plantio é voluntário, mas a colheita é obrigatória. É quase certo que aquilo que fizemos para os outros, um dia se voltará para nós, se não de forma concreta, pelo menos no inconsciente.

          Certamente não é visando uma recompensa que fizemos o bem, quando assim for, certamente ela não virá. As benesses que obtemos, são frutos de atos que fizemos de forma involuntária. Não é válido fazer o bem, somente para obtermos uma recompensa, ele tem que ser feito com o coração. E que comecemos por perto. Tratemos bem os que estão a nossa volta, que assim eles vão nos tratar também.

             A roda da vida nos ensina, e muitas vezes nós não aprendemos. Costumo brincar com meus filhos, que eu os trato bem, porque são eles que, no futuro, irão escolher a qualidade do asilo que vão me internar. Mas creio que a coisa é o inverso. Eles que tratem de me cuidar direito, senão os filhos deles farão o mesmo com eles. Pequenos gestos muitas vezes, dizem muito do caráter de uma pessoa. Tratar mal os desvalidos e fracos, e fazer com que te respeitem, não é uma demonstração de poder, e sim de fraqueza de caráter. Cuidado que a mesma facilidade que tu tens de humilhar e humilhas, terão os outros de usar contra ti no futuro.


Afonso Pires Faria – Torres, 30.05.201.